sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Amaury Ribeiro Jr.: "Negociatas envolveram milhões de dólares em corrupção e propina"

Esse ano foi marcante: pra todos, inclusive pra mim. Foi o ano em que mais provas consegui contra essa instituição que se tornou cada dia pior, errando mais, perseguindo mais, roubando mais, mentindo mais e matando muito mais. Foi o ano em que perdi um PM assassinado. Mas não foi um SIMPLES assassinato, porque atrás dessa morte já havia um anúncio, que foi compartilhado com muitas pessoas, instituições e entidades e ninguém fez nada. Só eu fiz e paguei o preço: fiquei afastada de tudo e de todos por mais de três meses e ainda tive o desprazer de conhecer mais gente desonesta, mentirosa, manipuladora, doentemente vaidosa, preconceituosa, oportunista e medíocre. Vi como se gastam fortunas de dinheiro público com engodos os mais diversos e como é fácil enganar o povo. Coitado. Aprendi como fazer esse tipo de gente tremer por dentro, de medo de aparecerem os vestígios que deveriam estar no esgoto e estão grudados nas costuras de suas roupas, até as mais íntimas. Na pele. Na cara. Essa gente fede. E o fedor escapa aos bons perfumes, que, por melhores que sejam, não conseguem disfarçar aquilo que sobressai mais forte. Essa canalha defende direitos humanos em público e manda matar no particular. Falam na igualdade mais desigual que existe porque fingem aceitar negros, homossexuais, pobres, nordestinos, deficientes (pessoas com necessidades especiais) mas não aceitam a poltrona ao lado de qualquer destes no mesmo restaurante, vôo, salão de beleza, enfim, a hipocrisia impera. Falam em leis que beneficiam o povo e roubam por debaixo de escaninhos que variam no tipo de moeda/serviço/vantagem  e de escalão: desde o primeiro até o porão mesmo... Felizmente, nem só de misérias viveram meus olhos... logo de começo do ano soube da morte do Des Viana Santos, COM INVESTIGAÇÃO DA MORTE NATURAL... em seguida, recebi a sentença da 16 Vara da Justiça contra os matusquelas da OAB que pensaram poder humilhar e silenciar impunemente esta ADVOGADA! Pegaram pesado e acabaram dando um tiro no pé... uau! que vergonha... Aliás, aos colegas Alexandre Sinigalia e demais que impetraram o mandado de segurança, não estão apenas de parabéns pelo belíssimo trabalho, mas terão PARA SEMPRE MINHA GRATIDÃO, assim como OTAVIO AUGUSTO ROSSI VIEIRA, ALBERTO ZACHARIAS TORON e RENATO MARTINS, por tudo quanto tem feito em prol da Justiça e da Verdade. Seguimos triunfantes em tudo que fizemos, eles e eu, até que, plantada no Ministérioi Público paulista a semente das provas contra o comandante do 42BPM/M, admitindo de viva voz que sabia das maracutais ocorridas em 2006/2007 no Embu, caso que segiu para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA em 2008 enquanto era feita a defesa do Sd NASCIMENTO que denunciou crimes dentro da corporação, ocorreu o assassinato. De lá até aqui, muita coisa nós aprendemos, inclusive sobre as listas de marcados para morrer, assaltos sob encomenda e mortes para apagamento de vestígios deixados nos assaltos frustrados. Sempre é bom lembrar que apesar de tudo o que dizem de políticos brasileiros, temos figuras ímpares, como o Senador Eduardo Matarazzo Suplicy, Luiza Erundina e outros, até mesmo Dilma. Há decepções como os que "esquieceram" de assinar a lista para a abertura de CPI sobre a PRIVATARIA, de que trata a notícia abaixo, aliás, uma delícia...
Finalizei meu ano de 2011, de pé, que todo felino se mantém sempre assim, até quando está em queda livre, pra desespero de muitos. Minha fé está intacta, disse a lobos disfarçados de pastores o que eu queria, cara-a-cara e também foi obrigado um outro, em Brasília, a ouvir em domicílio, dentro de seu reduzido gabinete, minha irritantemente denunciante voz que clama por justiça na morte desse policial. Foi um ano duro porém doce, igual rapadura! Como já disse um dia uma amiga muito querida: tua vida não é nem um pouquinho parecida com a história do Bambi! Realmente, a inveja nunca vai conseguir desbancar a CORAGEM!" E os invejosos nem tem idéia do presente que eu recebi e começo a usar no próximo ano! Aliás, só recebi pq eu tenho coragem...

Sandra Paulino e Silva, caminhando firme, lutando por JUSTIÇA!

Obrigada a todos e excelente entrada de Ano Bom.

 

 
Política: "A casa vai cair", diz autor de "A Privataria Tucana"
Amaury Ribeiro Jr. acredita que publicação terá desdobramentos significativos na política nacional







O acontecimento político mais explosivo do ano de 2011 é um livro escrito pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr., resultado de mais de 12 anos de investigações. “A Privataria Tucana”, com a chancela da Geração Editorial, lançado no dia 9 de dezembro, já alcançou a marca impressionante de 150 mil exemplares vendidos em apenas duas semanas e provocou o silêncio mais constrangedor de que se tem notícia nos principais veículos de comunicação do Brasil.



“O livro só aconteceu por causa da internet, das redes sociais e dos blogueiros independentes. Mas o importante é que conseguimos furar o bloqueio da mídia tradicional, boa parte dela comprometida com as autoridades denunciadas pelos documentos apresentados no livro”, admite Amaury, que fez uma visita à redação do Hoje em Dia na quarta-feira( 21), antes de embarcar para uma série de debates e entrevistas em São Paulo.



Também na quarta-feira, o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) protocolou na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados um requerimento pedindo a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as acusações apresentadas no livro. Para abrir uma CPI na Câmara são necessárias 171 assinaturas. O requerimento superou este número, conseguiu apoio de 185 parlamentares e, segundo o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), a CPI deverá ser instalada no início de 2012 para esclarecer os fatos e ouvir os acusados.



“A casa vai cair com essa CPI”, aponta o autor do livro “A Privataria Tucana”. Amaury reconhece que as centenas de documentos que apresenta no livro são apenas uma ponta do iceberg que envolve as várias “negociatas” e esquemas de corrupção e propina das privatizações conduzidas no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no período entre 1995 e 2002.



O trabalho minucioso e investigativo de Amaury enumera no livro os principais envolvidos e consegue mapear o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro montado em torno do político tucano José Serra, ex-ministro de Fernando Henrique, ex-deputado, ex-senador, ex-governador e ex-prefeito de São Paulo e candidato duas vezes derrotado em eleições para a Presidência da República.



“São negociatas que envolveram um valor incalculável de muitos milhões de dólares em corrupção e propina naquele processo de privatização de grandes empresas nacionais que atingiu os setores de telecomunicações, energia e mineração”, destaca Amaury, que compara o grande escândalo revelado no livro – também abafado na época pelos mesmos grandes veículos de mídia que agora boicotam sua divulgação nos noticiários – à queda de um grande avião com muitas autoridades incluídas entre os passageiros.



“O livro traz denúncias explosivas, mas a CPI no Congresso Nacional poderá ir mais a fundo para incriminar os envolvidos e propor tanto as punições cabíveis quanto um ressarcimento ao patrimônio público do Brasil, além de levar a uma revisão das leis para garantir um maior controle sobre a entrada de capital estrangeiro, mais controle sobre a operação de papéis nas bolsas de valores e sobre a lavagem de dinheiro para que este grande escândalo não venha a se repetir nunca mais neste país”, alerta.



Os denunciados por Amaury no esquema que operou bilhões de dólares durante as privatizações no governo Fernando Henrique vêm respondendo às acusações do livro com um silêncio implacável ou com ameaças de processos na Justiça – quando não definem de “lixo” o trabalho do jornalista, como fez o ex-governador Serra, depois de ser pressionado pelos repórteres em um evento recente em São Paulo.



Amaury reconhece que esta era uma situação prevista por ele e pelo editor do livro, o também jornalista Luiz Fernando Emediato. “Todos os fatos que apresento no livro estão fundamentados em documentos oficiais obtidos em juntas comerciais, em cartórios, no Ministério Público e nas várias instâncias da Justiça”, aponta Amaury, vencedor de três prêmios Esso e atualmente repórter especial da Rede Record. Ele também faz questão de destacar que não tem qualquer filiação partidária.



“Sou militante do jornalismo”, conclui. Na sua agenda para 2012 já estão mais de 200 convites para o lançamento do livro em universidades e entidades sindicais e dois projetos que prometem novas polêmicas e revelações impressionantes, já em fase de conclusão.



“Serão dois novos livros”, explica Amaury. “Um será o Privataria Tucana 2, alinhavando documentos que ficaram de fora do primeiro livro e contando os desdobramentos das denúncias e da CPI que será instalada no Congresso Nacional. O outro será um inventário sobre corrupção e pedofilia no Brasil, para revelar que autoridades que deveriam defender o povo e principalmente as crianças são, muitas vezes, o seu maior inimigo”.


José Antônio Orlando - Do Hoje em Dia - 26/12/2011 - 09:45
Renato Cobucci

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Parabéns à Senadora Ana Amélia e aos demais colegas que no plenário, segundo notícia da agência Senado, apartearam seu discurso, defendendo a inclusão da emenda à CF na pauta para restabelecer os poderes do CNJ. Isso sim é apreço a uma magistrada do porte de ELIANA CALMON

CASO 12.397
PLENÁRIO / PRONUNCIAMENTOS


20/12/2011 - 19h51

Ana Amélia critica esvaziamento das atribuições do CNJ por decisão do Supremo



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A senadora Ana Amélia (PP-RS) criticou em Plenário, nesta terça-feira (20), a decisão liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio de Mello que limita a investigação de juízes pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo ela, a medida esvazia as atribuições do CNJ para investigar e julgar membros da magistratura envolvidos em irregularidades e denúncias de corrupção.



Para a senadora, o ponto mais grave da decisão do ministro é a retirada da prerrogativa do CNJ de iniciar investigações, o que na prática limita a atuação dos conselheiros a processos já abertos pelas corregedorias dos tribunais e, mesmo assim, se estiverem paralisados.



- Para complicar ainda mais o trabalho do Conselho Nacional de Justiça, a decisão termina com o prazo de 140 dias que os tribunais estaduais tinham para julgar os seus magistrados. Sem o prazo limite, não haverá como comprovar que os processos estão parados! - acrescentou Ana Amélia.



A senadora disse que a liminar do ministro Marco Aurélio representa um retrocesso na busca por um sistema judiciário mais eficiente, mais transparente e mais ético. Ela também defendeu a atuação da corregedora nacional de Justiça, a ministra do STJ Eliana Calmon, que foi criticada publicamente pelos magistrados ao declarar que existem "bandidos de toga" no Poder Judiciário.



- Queremos todos aqui resguardar a boa magistratura; queremos aqui defendê-la com todo vigor necessário para preservar essa instituição, que no regime democrático é um dos pilares mais importantes que nós temos, exatamente para defender o cidadão e o direito a nossa lei - disse Ana Amélia, lembrando que, com o recesso do Judiciário, a decisão de Marco Aurélio só poderá ser modificada pelo STF em fevereiro de 2012.



Em apartes, os senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Roberto Requião (PMDB-PR), Pedro Simon (PMDB-RS), Humberto Costa (PT-PE) e Pedro Taques (PDT-MT) apoiaram o pronunciamento de Ana Amélia.



Os senadores defenderam a inclusão, na reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) desta quarta-feira (21), de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que restabelece os poderes do CNJ para investigar e punir magistrados. A PEC 97/2011, do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), não consta da pauta da CCJ, mas pode ser analisada, como "extrapauta", a requerimento dos membros da comissão.

Da Redação / Agência Senado

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O CALA-BOCA CONTRA ELIANA CALMON NÃO VAI DAR CERTO!

Ontem, lia-se no jornal eletrônico http://www.politicahoje.com.br/ que não haveria novas sessões no STF até fevereiro do ano que vem, mas, depois que ainda ontem, por volta das 21 horas o ministro Lewandovski concedeu a liminar amordaçando o CNJ, é bom que todos saibam que o Senado ainda pode dar uma resposta à altura dessa vergonhosa manipulação e desejo de se calar a voz da ministra ELIANA CALMON. Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmmmm!!!!!!!!!!! claro que é esse o objetivo final. Dúvidas?

Sandra Paulino e Silva, aguardando que o Senado faça a diferença...

 Ministro do STF vai decidir sobre poder de investigação do CNJ

Segunda, 19 de Dezembro de 2011 12:35

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello decidiu analisar monocraticamente a ação da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) que questiona poderes do CNJ (Conselho Nacional da Justiça).



Sem adiantar qual será sua posição, ele afirmou que deverá divulgar o teor de sua decisão no início da tarde desta segunda-feira. Marco Aurélio avalia que trata-se de uma questão urgente e que deveria ter sido analisada durante o segundo semestre deste ano.Nos bastidores, ele é visto como um dos ministros críticos à atuação do conselho.



O ministro decidiu resolver o caso sozinho pois não haverá mais sessão do Supremo até fevereiro do ano que vem. O último encontro dos ministros ocorreu na manhã desta segunda (19), na posse de Rosa Maria Weber. Marco Aurélio Mello, relator da ação sobre o CNJ, afirmou que liberou seu voto para julgamento no início de setembro e que o caso já esteve na pauta do tribunal por 13 vezes, sem que a análise tenha ocorrido. Informações são da Folha.

SÓ SUPLICY LAMENTOUUUUUUUUUUUUUUUUUUU?

VERGONHA, é a sensação mais próxima do que sinto quando vejo que um Senado de 81, APENAS UM, foi capaz de mostrar de público sua indignação. Onde estão os demais? Será que ninguém tem compromisso com a verdade? Sandra Paulino e Silva





PLENÁRIO / PRONUNCIAMENTOS


20/12/2011 - 15h38

Eduardo Suplicy lamenta liminar que restringe poderes do CNJ

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O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) criticou em Plenário nesta terça-feira (20) a decisão em caráter liminar tomada pelo ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender o poder do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para investigar delitos cometidos por juízes. Na segunda-feira (19), o ministro acatou, em parte, Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4638) ajuizada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) em julho contra a Resolução 135 do próprio CNJ.



A Resolução 135 uniformizou as regras de processos administrativos contra juízes e desembargadores. A padronização tratou, por exemplo, do prazo para prescrição dos processos que, em alguns estados, era de 180 dias, tempo insuficiente para a apuração dos casos. Com a resolução, o prazo foi ampliado para cinco anos e o CNJ passou a ser informado, obrigatoriamente, sobre todos os processos envolvendo magistrados.



O ministro Marco Aurélio avaliou que não caberia ao CNJ "criar deveres, direitos e sanções administrativas mediante resolução, ou substituir-se ao Congresso e alterar as regras previstas na Lei Orgânica da Magistratura". Para Suplicy, a decisão vai de encontro à postura dos três poderes da República de assegurar à sociedade a transparência em seus atos.



- Entendo que o CNJ foi criado para ser um órgão de fiscalização e controle, como resposta à dificuldade de apuração que ocorriam e continuam ocorrendo em algumas corregedorias internas de tribunais de justiça de vários estados - afirmou o senador, lembrando que, com a liminar, ficarão prejudicadas ações já abertas no CNJ, mas que ainda não foram analisadas.



Eduardo Suplicy admitiu ter ficado surpreso com a decisão do ministro, a quem disse respeitar por sua atuação na defesa dos direitos humanos. O senador citou artigo de José Roberto Guzzo, publicado na revista Veja, em que se destaca o trabalho da ministra Eliana Calmon, atual titular da Corregedoria Nacional de Justiça. No texto, o jornalista afirma que a ministra tem um problema sério por acreditar que deve cumprir, realmente, suas obrigações de corregedora, investigando, apurando delitos e ouvindo denúncias. Por isso, segundo o articulista, estaria "com índices de popularidade próximos a zero entre os seus colegas".



- Mas alto índice de popularidade na sociedade - acrescentou o senador.



A decisão do ministro terá validade até que o Plenário do STF julgue o mérito da ADI, o que deve ocorrer em fevereiro de 2012.

Da Redação / Agência Senado

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Assuntos Relacionados: Congresso , Direitos Humanos , Justiça , Plenário

LAMENTÁVEL!

Limites de poder - Como assim? ouvi dizer que o ministro estava ontem, em plena segundona gorda, presente no tribunal por volta das 21 horas, quando despachou o processo e concedeu liminar contra o CNJ... olha, eu fico comovida de ver tanta dedicação, tá bom?

Sandra Paulino e Silva, acreditando em papai-noel


STF suspende poder do CNJ de quebrar sigilo de juízes

Por Pedro Canário



O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, proferiu liminar nesta segunda-feira (19/12) para suspender o poder da Corregedoria Nacional de Justiça de violar o sigilo bancário de funcionários do Judiciário sem autorização judicial. Por causa da decisão, está suspenso o andamento processual de dois Pedidos de Providências impetrados no CNJ, em que a Corregedoria quebrou, de ofício, o sigilo de milhares de magistrados, servidores e seus familiares. Esses poderes estão suspensos até a chegada de informações pedidas à Corregedoria do CNJ. O ministro quer saber o alcance da quebra de sigilo.



A liminar do ministro Lewandowski veio por conta de Mandado de Segurança interposto em conjunto pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Associação Nacional dos Juízes Federais (Ajufe) e Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) contra poderes da Corregedoria Nacional de Justiça. Há ainda uma Ação Direta de Inconstitucionalidade que questiona a quebra de sigilo por ato da Corregedoria Nacional de Justiça.



De acordo com o MS, a Corregedoria não pode determinar a quebra sem autorização prévia do Judiciário, e o corregedor não pode receber Pedido de Providências por distribuição, pois eles são de competência dos conselheiros do CNJ.



O poder para quebra de sigilo bancário está descrito no inciso V do artigo 8º do Regimento Interno do CNJ. O dispositivo autoriza a Corregedoria a vasculhar as folhas de pagamento dos servidores do Judiciário no decorrer de processos administrativos. De acordo com a petição das entidades de classe, a investigação da prática de supostos crimes cometidos por magistrados deve ser feita pela polícia, com instrução do Ministério Público.



Diz o MS que a Corregedoria não tem poder para quebrar o sigilo bancário sem prévia autorização da Justiça, e que o corregedor não poderia ter recebido, por distribuição, os Pedidos de Providências — eles são de competência dos conselheiros do CNJ. De acordo com a liminar do ministro do Supremo, o andamento desses PPs está suspenso até que o pleno da Corte analise o assunto. O ministro Lewandowski ainda não entrou no mérito da questão.



Grande parte das quebras de sigilo bancário foi feita em tribunais de São Paulo. As diligências da Corregedoria Nacional de Justiça apuram suspeitas de que desembargadores receberam verbas que não foram pagas aos demais integrantes da corte.



A Emenda Constitucional 45, que criou o CNJ, regulamenta o Regulamento Interno do órgão. Há indícios de irregularidades nas folhas de pagamentos de diversos tribunais, de acordo com investigações feitas pela Corregedoria em parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU) e com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).



No TJ paulista, a motivação das diligências vem da época em que o desembargador Viana Santos, morto em janeiro, era o presidente do tribunal. Houve também investigações do Tribunal Militar de São Paulo e no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas (SP).



Os poderes e a competência

A liminar do ministro Lewandowski vem horas depois de outra liminar, do ministro Marco Aurélio. A última declara que a competência do CNJ é subsidiária à competência das corregedorias locais para instaurar processos disciplinares e administrativos.



Pela decisão de Marco Aurélio, o CNJ não pode ser o órgão originário de todas as questões relacionadas à atuação de juízes. Ele pode, sim, atuar como fiscalizador de sua atuação, e inclusive avocar para si processos disciplinares, "mas não pode atropelar o autogoverno dos tribunais".



Esta liminar também foi concedida em recurso interposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Desta vez, a AMB impetrou Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Resolução 135 do CNJ, que descreve os poderes correcionais do Conselho.



MSC 31.085

sábado, 10 de dezembro de 2011

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DE DIREITOS HUMANOS


Hoje a Declaração de Direitos Humanos faz aniversário: 63 anos






E de novo não temos nada a comemorar.

A sociedade brasileira faz piada com os direitos humanos.

Tem trocadilho pra qualquer mau gosto: direito dusmanu e dos humanos direitos.

A mídia reproduz a média.

 Nós todos merecemos o que temos.

 Temos juízes envolvidos não apenas com propina e venda de sentenças -- o que por si só já seria um despautério -- mas também em tramas de assassinatos.

Temos duas das polícias que mais matam no mundo inteiro, segundo informes não tão confiáveis, http://www.youtube.com/watch?v=4sX1oOHVcvw 

Temos uma ouvidoria da polícia que se relaciona com o chefe do governo, trocando favores.

Temos promotores que ao invés de defenderem os cidadãos, os criminalizam criminosamente.

Temos uma presidência na advocacia que negocia defensores a serem contratados como se fossem mercadoria. A rádio peão noticia que a Defensoria Pública será vendida, ops! privatizada por uns R$ 350 milhões e o caso envolve um conhecido parlamentar que-diz-que defende policiais.

Temos um prefeito que monta novo império romando, rodeado de coronéis por todos os lados, a exemplo do chefe daquela advocacia.

Temos um governador que se cerca de policiais muito bem pagos para ocultar toda a sujeira.

Temos programas de proteção de direitos humanos perfeitos. No papel.

Temos uma constituição que se vê no país inteiro. Nas prateleiras das livrarias.

Temos faculdades de direito mais numerosas do que simples botecos. Todos de 5ª !

Temos jovens, crianças e adultos que não acreditam em direitos humanos.

Temos vários segmentos, dentro e fora do Estado Brasileiro, alimentando cobras e outros bichos, enxugando gelo e de bobeira igualzinho machonheiro depois de dar um tapa, "só groselha".

Temos uma das maiores forças de segurança do país, no Estado que podia ser o maior e melhor IDH de todo o cone sul e, no entanto, ela é forte para ser antropofágica, mentirosa, cínica, hipócrita e o pior: autofágica. Raros são os que assumem precisar de ajuda e que melhoram.

Temos graduações entre postos e patentes que fazem a escala da dignidade humana ser varrida como poeira e o nível de suportabilidade de abalos emocionais pode ser superado em cada novo episódio de perseguições com as quais alguém sempre "ganha" alguma coisa, nem que seja um tiro na cara. Pode ser também um indiciamento, ou até um escolta ao RG.

Temos os piores comandantes nessa mesma força, desde os canalhas irremediáveis, que deveriam ser devolvidos aos pais e demais parentes para a correção depois de velhos, até os bandidos mais sofisticados, articulados, viajados, condecorados e sobretudo endinheirados. Há aqueles que são apaixonados por si mesmos e sabemos, narciso acha feio tudo que não é espelho. Eles são os tais e podem até mesmo enxovalhar o nome de quem está morto, porque (suprema covardia) não pode mais se defender. Somente a consciência virá (disso não tenho dúvida) na hora fatal.

Temos  o maior contingente de advogados do país. Todos preocupadíssimos com itens de primeira necessidade como tudo que é eletronico, brilha, toca, vibra e anda. Carros, são apenas um deles.

Temos também os que, apesar de terem capacitação técnica, se enfiam nos gabinetes, a tramar a desgraça e o infortúnio alheios, mediante paga.

Temos os que só se indignam atrás de uma mesa de bar, entornando uísque ou se encharcando de cerveja e ainda os que ficam horas na internete, atrás de pseudônimos que mostram bem o tamanho de sua valentia. Depois que levantam do assento (qualquer que seja) eles não produzem muito mais. Dos que são advogados, poucos sabem redigir um texto simples, dos que são rábulas e pretendem ser advogados só porque tem um diploma de bacharel em ciências jurídicas, demoram o dobro do tempo. Para ler aquele texto simples.

Temos uma sociedade que além de ignorante, é cruel, pq criminaliza quem protege.

Logo, teremos a inversão total da pirâmide social e a narcocracia substituirá a democracia.

Traduzindo: em breve tempo, não vamos mais encontrar pessoas dispostas a fazer o que é certo.

Porque elas pagam com a própria vida, tamanha audácia!

Por isso, nesse aniversário, quero agradecer a esse bravo soldado, um dos cento e trinta de 31!


Sandra Paulino e Silva


 INTEGRE ESSE MOVIMENTO!

O Sd Nascimento tinha amor pela carreira e adorava ser policial militar.

Em 2006, infelizmente, conheceu o lado mais triste dela: as fantasia de pm!

Os malditos estavam roubando carga no Embu e foram presos.

Ele foi o condutor.

A partir de então, nunca mais teve sossego, até ser assassinado, em 04 de setembro.

O Estado, através de maus agentes, inúteis, sempre interessados em grana, poder, bico, guangues, máfias, caça-níqueis, liberações de veículso irregulares, puxasaquismo, desvios dos mais diversos matizes, PERMITIU E INCENTIVOU SUA MORTE.

Agora, resta àqueles que tem vergonha na cara, ajudar a lutar, para que averdade venha à tona, para que o inquérito policial 001/11 da Delegacia Seccional de Osasco, onde o Ten Cel PM HENRIQUE DIAS é averiguado, tenha bom termo, com provas capazes de promover seu indiciamento, a fim por bem ou por malde que fique comprovado que -- no mínimo -- queria a saída do soldado da corporação "por bem ou por mal" conforme o próprio policial contou no CONDEPE.

Aliás, o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, recebeu pedido de movimentação para outra unidade, fora do CPA/M-8 e também as denúncias sobre grupos de extermínio que tanto a Secretaria de Segurança Pública como o Governo do Estado negam existir dentro da corporação.

Nem se sabe por quê o cartaz onde o comando adverte o policial a "pensar" antes de fazer bobagem... o que já é vergonhoso.

Esse é o saldo do dia de mais um aniversário daquela declaração que o Brasil se conta na lista dos signatários. E só assina. Mais nada.

A vc, meu caro Soldado, nossa homenagem hoje:

Há muitos feridos...

Choram de angústia e de dor

Clamam por proteção e por paz...

Amigos que choram

Sua necessidade atende hoje

Não deixes um soldado ferido morrer...
Verta o bálsamo...

E a ferida sarará...

Protege-o com teu manto de amor...

O pão partiremos sim

Descanso lhes dará

E toda angústia sairá

Não deixes fiéis soldados feridos morrer
Seguindo sua ordem

Lutaram na frente para o Rei

E o forte inimigo puderam vencer...

Mas por este esforço satã intentou suas vidas matar

Não deixes um soldado ferido morrer...
Verta o bálsamo...

E a ferida sarará...

Protege-o com o teu manto de amor...

O pão partiremos sim

Descanso lhes dará

E toda angústia sairá

Não deixes fiéis soldados feridos morrer

Não podes olhar sem socorrer

O amor é mais forte, e faz viver

Não podes deixar um soldado ferido morrer

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