domingo, 18 de outubro de 2009

ESTUPRO NA CASERNA, NA RUA INCOMPETÊNCIA

O Comandante atual do 33BPM/M é o Ten Cel PM ADALBERTO JOÃO SBRANA, um militaqr que pensa que advogados são seus serviçais e que ele pode impor regramento próprio para atendimento destes.
O seu desconhecimento de regras mínimas de boa educação é comprovado quando ele quer impor -- pela força -- sua vontade, escorraçando do "seu quartel" qualquer um que queira lhe mostrar que a sociedade qe vive debaixo de égide democrática NÃO ACEITA esse tipo de atitude.
Como se vê, não mudou muito a região de Carapicuiba ou Caracas City como a gíria brincalhona nomeia essa estranha cidade onde carros roubados são vendidos livremente após serem apreendidos pela PM e onde caça-níqueis funcionam defronte ao quartel do Comando do Batalhão.
Creio que não é preciso acrescentar muito, bastando lembrar que aquele policial que se matou em frente ao Palácio dos Bandeirantes há pouco mais de 6 anos, era de lá... não se conformava com o que via e tentou chamar a atenção das autoridades e num gesto impensado, deu no que deu! mas que esse pessoal é de amargar, isso é. A seguir, o "perfil" do comandante de uma das companhias, que, não faz tempo, foi movimentado como ADIDO, para a zona leste de SP.

A variedade de ocorrências envolvendo o ex-comando da 2ª. Cia./33BPM/M, na pessoa do Cap PM MOTTA, subordinado ao ex-comando de Btl, Ten Cel PM ORRIN, chegou mesmo à imprensa, inclusive com sérias acusações de manipulação de investigações.

Assim, um suposto crime sexual envolvendo comandados do Cap Mota, teve o seguinte destaque na imprensa televisiva em julho de 2007:
 
VEJA EM SEXTA FEIRA - 13 DE JULHO
Crime sexual na caserna
Uma gravíssima denúncia vai dar uma enorme dor de cabeça à Polícia Militar de São Paulo.Uma soldada PM acusa quatro colegas, também soldados, de a terem estuprado. O abuso sexual entre os militares aconteceu em Carapicuíba, e a vítima agora teme morrer se revelar o caso.

Fonte:
http://alertatotal.blogspot.com:80/
 
CONVERSAS EXCLUSIVAS DE PMS SOBRE CASO DE ESTUPRO NO JORNAL DA RECORD
Jornal da Record desta quinta-feira (26/07) traz outros detalhes exclusivos do caso de estupro supostamente praticado por policiais militares de São Paulo.

Ontem o telejornal exibiu a gravação exclusiva revelando que o capitão teria coagido um soldado a mentir para favorecer colegas acusados de estupro que foi denunciado pela vítima. Ela também é policial militar do Batalhão de Carapicuíba, na Grande São Paulo. A primeira denúncia também foi apresentada no Jornal da Record.

Na denúncia a jovem afirma que foi estuprada por quatro colegas de batalhão depois de sair do trabalho. "Eles confessaram que tiveram relação sexual comigo. É lastimável... é nojento", diz a vítima. As investigações estão sendo feitas no próprio batalhão onde os PMs envolvidos trabalham. A gravação de uma conversa entre dois soldados mostra que o capitão da unidade, Henrique Mota, teria tentado coagir um deles a prestar depoimento favorável aos acusados.

- Ai ele falou: não, o negócio é o seguinte, precisa ajudar os caras. Ela tá querendo f... os caras. E agora tá com isso aí.- Isso o capitão falou pra você? - É.
O capitão tentou orientar o depoimento do soldado. Os próprios policiais comentam que isso é uma tentativa de coação.- A declaração que você vai dar aqui é que você... ó... saiu com ela amistosamente, tal, tal, tal... e... quando ela bebe ela fica alterada.- Mas ele te coagiu que eu vi ele te coagindo ali...- É... de certa forma ele fez assim. De certa forma ele falou: eu te dou essa escolha sem opção.
O Capitão teria ameaçado um dos policiais que pediu transferência para outra unidade e deveria sair em breve.- Ele falou: não, porque... eu posso te segurar aqui mais dois meses no ostensivo todo dia, no calçadão. O que ele quer é o seguinte: provar que a mina é vadia. - É... quer desmoralizar ela perante o juiz.
O comando de policiamento da região informou que mesmo com a denúncia ainda não vê a necessidade de tirar o capitão Henrique Mota do comando do inquérito policial, mas o caso será investigado.
Se a coação for comprovada, ele será processado. "Se comprovado tais afirmativas será julgado na Justiça Militar por este delito. Se é que isso ocorreu", diz Osni Sabatini, comandante da PM de Osasco, SP.
Para o ouvidor da Polícia Militar, Antonio Funari Filho, o caso de estupro não deveria ser investigado no batalhão. "Eu até acho e vou sugerir que a Corregedoria assuma este caso diretamente". Sobre a tentativa de coação, o ouvidor foi taxativo. "Aí tem outro processo não apenas administrativo, mas também criminal. Não se pode forjar ou coagir ninguém para prestar falso testemunho", completa.

Fonte: Sala de Imprensa: veja mais releases desta empresa
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E quem esteve na ocorrência de poucos meses depois (25/09) lembra bem a truculência do Cap MOTA nesse outro caso, quando, aos berros, aos invés de acalmar o sequestrador, ex-marido da vítima, ele o deixou ainda mais nervoso e não chamou o pessoal com treinamento especial, prometendo ao criminoso o que faria ao prendê-lo. É tão inusitado quanto curel, porque o resultado foi a morte nesse terrível episódio ocorrido durante operação comandada pelo mesmo Cap MOTA, que ganhou o noticiário televisivo, porque um indivíduo emocionalmente desequilibrado, munido de arma de fogo (portanto com risco iminente de evento irreparável) contra sua própria esposa, não teve tempo de ser dissuadido de sua tresloucada atitude, resultando em morte da vítima após vários disparos. A família da mesma, segundo se comenta, busca responsabilizar a Corporação, sob alegação de que “não havia negociadores” aptos a evitar a tragédia, infelizmente consumada:

Homem mata a ex-mulher após fazê-la refém por 2h
Com Agências

Um homem invadiu uma casa e fez a ex-mulher refém por cerca de duas horas na tarde de segunda, na Rua Santa Dolores, altura do número 170, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, por volta das 13h30, Joelson Ferreira da Silva, 32 anos, invadiu a casa da ex-mulher e passou a ameaçá-la num quarto da residência com um revólver.De acordo com informações de policiais, há algum tempo Joelson queria reatar o relacionamento com a ex-mulher, que rejeitou todas as tentativas do ex-companheiro. Após duas horas de negociações com policiais, Joelson Ferreira da Silva atirou três vezes contra ela e depois tentou se matar com um tiro na cabeça, entretanto a bala acertou de raspão. Ambos foram encaminhados ao pronto-socorro de Vila Dirce, onde a mulher não resistiu aos ferimentos e morreu. Silva foi transferido para o Hospital de Osasco. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial da cidade. O suspeito vai responder pelos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil, seqüestro e cárcere privado.
Fonte:
http://geral.dgabc.com.br/materia.asp?materia=607688
25/09/2007 - 07h00

São condutas desmedidas como essas que causam prejuízo à Corporação, à disciplina e aos comandados, gerando insegurança no seio da tropa, e, por vezes, até mesmo ocorrências mais sérias como a tendência suicida, observada em reiterados procedimentos disciplinares instaurados sem o mínimo cuidado de observância de real transgressão, ao contrário, todos com feição eminentemente retaliatória.
Sandra Paulino
 

Um comentário:

plynio disse...

No livro do jornalista e escritor José Louzeiro, "Lúcio Flávio Passageiro da Agonia", mesmo título do filme de Hector Babenco, há uma frase dita pelo bandido Lúcio Flávio: "Bandido é bandido, Polícia é polícia", definia bem os tempos em que se conhecia quem era quem. Mas hoje não mais se sabe quem é quem, tal a mistura dos bandidos em todos os setores da sociedade. De políticos de todas as espécies, servidores públicos de qualquer exercício de cargo, civis inseridos em quadrilhas bem aparelhadas e esquemas muito bem organizados, abrigados em entidades, associações, igrejas, sindicatos ou grupos e amparados por ternos, batinas, aventais, talieurs, togas e fardas, e assaltantes, traficantes, a um simples marginal ladrão de galinha que começa a escalada do crime empunhando uma arma, na minha opinião, são todos bandidos. São constantes e já está virando modismo as afirmações comodistas de que não se deve generalizar. Que maus elementos há em todos os setores, nos ternos, talieurs, nas batinas, aventais, togas e nas fardas. Mas como ter a confiança em saber quem é quem? O grande entrave para a atuação eficaz da Justiça é a existência de leis casuísticas que protelam ao máximo a apuração e o julgamento desses infratores.
É longa a tramitação de um processo punitivo e um fato criminoso vai apagando na memória curta do brasileiro e um novo crime serve para esquecermos do anterior.
A justiça tarda e não raras vezes, É falha.
Aquele papo dos advogado de criminosos e de congressistas criminosos de que, no Brasil, a lei tem que ser mais branda, levou o Brasil a um estado de barbárie.
Apesar do esforço e da dedicação de muitos policiais, a maioria sem dúvida, a policia vem sendo sistematicamente derrotada pelos bandidos e pela bandidagem de toda a ordemtambém - pelos bandidos de uniformes que macham o nome da corporação.
Prendemos nossa respiração diante do espanto ao perceber que as ruas de São Paulo não são mais do povo.
O Estado de Direito do cidadão há muito que foi substituído pelo "Estado da Barbárie".

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