quarta-feira, 12 de novembro de 2008

HISTÓRIA (RECENTE) DO BRASIL

A nação brasileira, faz tempo, vem sendo saqueada por inteligências brilhantes aplicadas ao mal, como advogados competentíssimos, juízes venais, promotores de injustiça e todo tipo de vendilhão da pátria, todos reunidos, alguns por conta própria, em busca do ganho fácil. Pena, ainda não descobriram o preço que essa busca irá lhes custar. A data da cobrança não tarda.
Acabei de ler o artigo que trata da abertura dos documentos dos Governos Militares, que ainda pode render mandados de prisão também às "vítimas" da ditamole, porque eles praticaram tantos crimes quanto os seus "algozes".
Fiquei envergonhada.
Sinto muito por você, meu Brasil, tão cheio de possibilidades e tão entregue aos lobos vorazes. Levanta e reage!
Cada um de nós, temos responsabilidades pelo que aí está e pelo que vier, por causa do comodismo, falta de postura cívica, egoísmo, covardia, medo e comunhão velada e promíscua convivência com esses interesses mesquinhos...
Enquanto vigorar aquela coisa horrorosa do resolve-no-grito ou farinha-pouca-meu-pirão-primeiro, o Brasil não terá a menor chance de defesa, porque isso aqui já é, há quase um quarto de século, uma nau sem comando. E tudo que não tem comando, desgoverna, aderna, vira baderna.
Alguém tem dúvida de que estamos em plena baderna? no cada-um-por-si? O povo da "reunião" só sabe saquear e a sede de vingança como de outro$$$ iten$$$ não acaba.
Nós começamos tirando da família o dom de reunir-se em torno da mesa para a Santa Ceia.
Passamos para a sala há quase cinquenta anos, onde ficamos diante da TELEVISÃO.
Daí pra gente tirar as bases de sustentação da escola foi um pulo: no religion e no music class!
Civismo? Patriotismo? Símbolos Nacionais? quem liga pra isso?
Esses oportunistas de plantão vão chamar meu raciocínio de simplista, mas pra contestação, eu só aceito fatos! e estes estão mostrando minha razão.
Na medida em que a casa, a escola e a igreja se tornam dispensáveis, o caos já está instalado, exatamente porque essas instituições nos reportam ao "mundo lá fora" que hoje está dentro de nossas casas, da cabeça de nossos familiares e do nosso coração.
E duas ou três gerações (sim, porque tem uma delas que se reproduz a partir dos 12, 13 anos) já estão se encarregando de repassar às próximas, os anti-conceitos que aprenderam e a roda-viva não pára.
Aqueles hinos e canções de que eu falava, foram sendo substituídos pelos bondes-do-tigrão, as bonecas da infância foram esquecidas em prol das silhuetas que as meninas copiam em suas várias performances... e depois de bem despertada a libido descontrolada, vem os crimes que insistem em dizer que sempre existiram...
Os livros, aqueles "seres" estranhos ao dono do palácio, estão empoeirando, comidos pelas traças nas bibliotecas ou no que delas sobrou, trocados por CDs, DVDs e outros ês... são tantos que nem sei o nome deles. Nem preciso, basta um toque pra opiar outro pra colar...
O mais essencial, ninguém conhece, ou a maioria, ao ponto de uma citação do Cântico dos Cânticos de Salomão ser confundido com peça erótica...
O que deveria ser exemplar de leitura obrigatória para cada brasileiro e brasileira, a Constituição, é pisada, cuspida, desonrada e rasgada todo dia, em delegacias, em prisões imundas, em centros de detenção provisória, em fóruns de pequenas como de grandes causas, em nossos tribunais... do menor ao maior.
No maior, tramam-se diariamente atos de extrema covardia e perseguição contra desafetos, adversários e inimigos e o direito escorre para o ralo como água que lava o chão, perdendo-se a chance de mostrar aos "menores" (vc sabe, aqueles que são honestos, pagam religiosamente os carnês da geladeira, TV e bicicleta do filho; levam marmita, pagam vale-transporte, morrem dignamente) que existe JUSTIÇA!
É muito triste vermos nossas instituições, "tanto" as boas como as nem "tanto", serem lapidadas por máquinas de vídeo-pôquer e caça-níqueis, propinas de todos os tipos, passando até pela esquina da Jean Mary Corner...
Em São Paulo, a imprensa ainda não deu caso, mas tem um juiz cuja mulher está grávida de um líder do PCC, porque certamente com este ela deve ter encontrado o que procurava. Ninguém fala nada. Não pode... é uma vergonha!
No Rio, um comandante falou que os baixos salários facilitam a corrupção e quase foi apedrejado!
Também em SP, tivemos recentemente o lamentável episódio de vários coronéis da Polícia Militar, a nossa querida Corporação Bandeirante, envolvidos com propina paga por uma casa de tolerância na rica região de Cerqueira César/Jardins. Ou, falando o português não tão castiço: propina de um "puteiro".
As putas, essa classe social de antigamente, que pela função "familiar e social" a que atendiam, eram respeitadas e tinham seus limites (que todos nós, com mais de quarenta, sabemos qual era), hoje são descaradamente copiadas, roubadas no seu antiqüíssimo e sempre original ofício: a "putaria"!
Os limites foram ofendidos e derrubados e podemos encontrar a "putaria" em qualquer lugar, desde o mais profano até o mais sagrado, ou que pensávamos ser. Tem gente caindo do altar, conspurcando a sacristia, lobos na casa do vizinho, do padrinho, às vezes na própria casa.
As meninas de hoje, muitas, copiam as "putas".
Os meninos, na maioria, não sabem quem foram Rollings Stones e Beatles ou Roberto Carlos, mas cobram "michê".
Os bebês são espancados, violentados, mortos e jogados como lixo nos terrenos baldios.
Alguém dirá: "o que é terreno baldio?"
Nossas crianças não merecem respeito, nem ao menos aquele que dedicamos aos tortos a quem se dão com fartura os direitos dos humanos.
Os velhos são abusados e agredidos por quem é pago para cuidar e até por quem deveria apenas cuidar.
Os hospitais estão apinhados de doentes do corpo e da alma, gerenciados por um casta responsável por um ensino falho e perigoso, que põe vidas em risco.
As escolas se tornaram ponto fácil de ganho fácil e de lucro fácil. Só não deve ser nada fácil para os bons professores.
Mas, muitos professores, que não são nem regulares, se dedicam a emburrecer, a mentir, a trair, a doutrinar a cabeça da moçada e aí... (duvidam? assistam: )
Os quartéis tem enorme parcela do crime organizado -- e põe organizado nisso! -- dentro de seus muros, em suas próprias fileiras...
Nos costumes daquilo que chamamos de sociedade, a corte quase sempre é interpretada contra o galã (isso quando é só galanteio, que cafageste tem que apanhar na cara pra aprender a ser homem) e se torna ação de assédio sexual...
Inúmeras vezes o marido não trata bem a mulher e a mulher o trata bem por interesse, dando-lhe o troco dos maus-tratos, de maneiras que não merecem ser ditas, por conta de vergonha da classe feminina.
Os filhos, vão sendo criados por xuxas, malhação e outros absurdos globais, quando não, por empregadas que batem e torturam, pois já não há tempo pra conversar, ninar, agradar, acarinhar... tudo se consome no "chóping" ou no "féstifúd".
As roupas e calçados de marca substituíram o "conga" e a "rancheira" e os brinquedos/brincadeiras de rua foram atropelados pelo carro do tempo que trouxe o computador e outras novidades que duram algumas semanas.
O lixo estranho precisa ser recolhido de modo especial, por conta do chumbo, cádmio outros venenos...
Com os amiguinhos e amiguinhas as nossas filhas e os nossos filhos entram na internete e reproduzem o que somos ou permitimos que eles sejam e depois nós nos mostramos aterrorizados diante de corpos jogados pelas janelas dos apartamentos, pancadarias que acabam no cemitério e/ou na cadeia e outros encontrados em malas, porta-malas, carbonizados em carros...
E assim vamos, exigindo cada vez mais os nossos direitos e sabendo cada vez menos dos nossos deveres, para com Deus, a família e a Pátria.
A Amazônia, as favelas de norte a sul, o consumismo, a cultura do medo, a neura da segurança, tudo isso é preocupação de alguns instantes só pra ser aceito no time dos politicamente-corretos.
E o crime que se organiza porque a dor é insuportável diante da injustiça e também porque para se sustentar esse monstro que a nossa distância de Deus gerou é preciso GRANA, toma conta da rua, da calçada, do quintal e do jardim, entra em casa, senta na mesa, deita na cama e procria com a nossa licença!
Com essa matriz e com o que ela produz, vamos destruindo nossa designação para a grandeza, nosso país, nossa família, nossos sonhos e matamos a nós mesmos um pouco a cada dia.
E por isso, não temos moral para dar a ninguém.
Moral é item que se cultiva desde bem cedo. Ou se aprende na marra, com duros golpes na consciência, a despertar o divino dentro de nós, fazendo as pazes com a Criação.
Perdemos o respeito por nós e pelos outros.
No mundo dito virtual, cheio de realidade do outro lado da tela, fala-se muito de respeito pela opinião, o direito de expressão, mas basta uma palavra de que o outro discorde e se ele tiver poder na mão, exclui você da comunidade sem a menor vergonha de ser péssimo anfitrião.
Faz contraponto com a paciência que nossas mães e nós mesmos costumamos ter com aquela "visita" irritante que chega de repente e "empata" tudo que a gente ia fazer... mas a gente "agüenta", porque não é de respeito maltratar. E afinal de contas, ela só é meio "chata", ranzinza e rabugenta mas é prestativa, é da casa, sempre está por perto querendo dar e receber atenção... custa tolerar? Mas não, no virtual não tem tolerância, clemência, compaixão: vale tudo para se sobrepor ao outro, ainda que isso possa custar uma tragédia. Outro dia li que uma menina, não ei em que país, se suicidou depois que os amiguinhos criaram uma comunidade para humilhá-la e deixou um registro de próprio punho sobre seus "motivos". Vi, estarrecida, não tem seis meses, uma agressão postada na internete, de meninas contra UMA menina. Eram selvagens. Meu Deus! ou seriam meninas, apenas?
Viver a gosto é da plebe, disse Ortega & Gasset e completou que o homem que se diferencia da massa, vive na escravidão da lei.
Como aprender tardiamente esses conceitos imponderáveis, depois que o uso do cachimbo já fez torta a boca? Simples: negando a escravidão do vício e fazendo a opção pela liberdade.
Viver retamente é uma opção individual, não coletiva, mas reflete na sociedade, onde quer que a gente vá. Significa não lançar mão do "jeitinho" que inventaram para nos marcar como gado.
Implica ter opinião própria e sustentação sólida para o debate, se ele vier, pois pode ser que haja tanta gente em volta que concorda, que não suporta mais ver o balanço do navio indo pra lugr nenhum, que ao invés de discutir, brigar pela prevalência de uma opinião, todos concordem em salvar a nau, salvando a todos.
Fora com os que não querem remar, não querem lutar pelo salvamento da embarcação com tudo e todos dentro dela. Aquele velho lema da briga de rua, lembra (se bem que depois do mertiolate nos ferimentos todo mundo já tinha virado amigo de novo)? Um por todos, todos por um!
Como diz o incomparável Professor Saulo, na Inclusão Social: "com todos é muito melhor".
A História do Brasil, a de hoje, precisa urgentemente começar a ser reescrita, passando pelo respeito próprio, respeito pelo outro, respeito pelo país!
Assim como a luz afasta a treva, a disciplina acaba com o caos. O respeito é bálsamo para o direito pisado e negado ao injustiçado.
Não ao conchavo, à vilania, à traição, à ignorância, ao oportunismo, ao desrespeito que nos conduziu onde estamos, todos envergonhados!
Coragem é atributo do forte, porque nem Deus conta com covardes, apenas os acolhe. É a coragem que dá força para a luta contra a destruição de nossos mais caros ideais. Coragem de dizer: errei, quero me consertar! é meu direito, quero respeito! Aqui está, é seu! Por favor, bom dia, com licença, me desculpe, são as ferramentas básicas que a coragem usa.
Mendigar favor, chantagear, extorquir, bajular, mais o resto nauseante é atitude dos covarde, dos fracos.
E os fortes não prestam satisfação, senão a Deus. Eles escrevem a História, não os fracos, os perdedores, os fracassados e derrotados.
"ESTA É A VERDADE/REQUEIRO/PEÇO DEFERIMENTO" é a expressão de exigência que a cidadania proporciona e que faz a diferença em qualquer lugar, chamada "direito de petição", segundo nossa Constituição e que não precisa de advogado e de ninguém, a não ser VOCÊ!
Lembre-se: na hora que explode a manada, SÓ OS FORTES SOBREVIVEM!
"Não uso critérios políticos ou regionalistas, não pago dívidas eleitorais que não precisei contrair, não tenho a vocação do favoritismo e da cortesia no exercício de meu dever e me declaro incompetente na mecânica da composição, do conchavo, da barganha. Compromisso, só os tenho com a minha consciência e com o futuro de meu país".
Presidente Emilio Garrastazu Medici
13 Nov 1969

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