domingo, 30 de março de 2014

50 ANOS DO GOLPE MILITAR

1º de abril: GOLPE MILITAR NO BRASIL 

1964 O ANO DA INVASÃO


PLANO NORTE-AMERICANO - Há algum tempo se comenta sobre a movimentação norte-americana, inclusive militar, para invadir o Brasil, caso JANGO não cedesse nas reformas de base e ele não cedeu. 

Sabia, certamente, que muito mais do que mais um golpe na História do país, estava sendo desenhado um banho de sangue sem precedentes, contra o povo sem chance de defesa.

  Os planos de domínio de um governo capitalista, interessado em sua hegemonia inclusive no quintal alheio e sob a esfarrapada desculpa de se combater o avanço do Comunismo, desenharam-se alguns anos antes, concretizando-se no Golpe contra a Democracia, que aconteceria com o apoio de um general cruel que aceitou malas cheias de dólares e que vem agora, com a Comissão da Verdade em vários segmentos sociais, à tona.


Kennedy cogitou ação militar contra Goulart

Em abril de 1962, o presidente Kennedy dos EUA recebeu o presidente João Goulart no salão oval da Casa Branca.
Em pouco mais de um ano, durante a Presidência de John F. Kennedy, as relações americanas com João Goulart foram do "ápice" à deterioração total, ao ponto de os Estados Unidos chegarem ao fim de 1963 cogitando uma intervenção militar no Brasil.
Porém, a veloz resignação de Jango à sua própria queda meses depois poupou os brasileiros de verem tropas americanas desembarcando em território nacional – uma ideia que soava tão escandalosa que os próprios americanos relutavam em abraçar, indicam os arquivos da época.
A possibilidade estava na manga caso houvesse "uma clara evidência de intervenção do bloco soviético ou de Cuba do outro lado", precisou o então embaixador americano no Brasil, Lincoln Gordon, em um plano de contingência discutido com o Departamento de Estado em dezembro de 1963 e obtido pelo historiador Carlos Fico, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A hipótese de uma ação armada também foi assunto de conversa entre Gordon e Kennedy em Washington em outubro de 1963, segundo uma gravação revelada pelo jornalista Elio Gaspari na reedição de A Ditadura Envergonhada.
Segundo o registro, o então presidente perguntou ao embaixador se a situação no Brasil estava "indo para onde deveria", ou se era "aconselhável que façamos uma intervenção militar".

'Nova Cuba' As desconfianças de Kennedy em relação a Jango se exacerbaram entre fins de 1962 e fins de 1963, período em que os Estados Unidos se preocupavam em "evitar uma nova Cuba na América Latina".

Evitar que o Brasil de Jango "deslizasse" para o comunismo virou um "mantra" em Washington, disse à BBC Brasil o historiador Peter Kornbluh, da organização National Security Archives, que pressiona pela desclassificação de documentos históricos do governo americano.
Atualizado em  28 de março, 2014 - 09:34 (Brasília) 12:34 GMT

Ditadura no Brasil - O Golpe Militar de 1964

(vídeo com gravações originais do embaixador Lincoln Gordon, JF Kennedy e
Lindon Johnson mostrando a interferência ianque no Brasil)



Os militares alegavam que era necessário que eles tomassem o poder para evitar que o "perigo comunista" acabasse com o atual sistema democrático capitalista.

O golpe aplicado pelos militares recebeu apoio amplo das elites e das camadas mais conservadoras da sociedade que eram contrarias ao modelo de governo de centro-esquerda aplicado por João Goulart.

Os militares afirmavam que assim que o "perigo comunista" fosse totalmente dizimado o poder seria devolvido aos civis por meio de eleições democráticas.

Até a posse do novo presidente o Brasil foi governado por uma Junta militar.

A Junta Militar decretou o Ato Institucional nº 1 (AI-1)

O General Humberto Alencar de Castelo Branco, um dos lideres do golpe militar de 1964, foi eleito presidente pelo Congresso Nacional.

Foi eleito seu vice José Maria Alckmin (apoiado pela UDN e de setores do PSD.
Ambos tomaram posse no sai 15 de Abril de 1964.


CASTELO BRANCO Deveria ter assumido o controle da nação apenas durante determinado tempo, mas outros militares conhecidos como a "Linha Dura" não queriam deixar o poder e tudo fizeram para nele continuar. Morreu aos 69 em julho de 1967 em acidente aéreo quando um caça da FAB atingiu a aeronave em que estava e apenas o co-piloto sobreviveu... estranhamente não se tem notícia das razões do ataque desferido justamente de uma das Armas Nacionais e IPM e perícia obviamente não tiveram qualquer isenção. 

ARTHUR DA COSTA E SILVA TOMOU POSSE 1967
E NO SEU GOVERNO SE DEU O ENDURECIMENTO DO 
REGIME MILITAR COM A EDIÇÃO DO AI-5

Enquanto o PCB defendia o caminho pacífico para a implantação do socialismo no país (por meio de reformas estruturais), os grupos e organizações de esquerda dissidentes defendiam o emprego da guerra revolucionária, ou seja, a chamada "luta armada", para derrubar a ditadura militar e em seguida implantar o socialismo. As esquerdas armadas constituíram núcleos guerrilheiros urbanos e chegaram a realizar: sequestros, atentados, assaltos a bancos. Justificaram a prática como resposta diante da repressão policial-militar desencadeada pelo estado militarizado.
Na verdade, a Guerilha do Araguaya já estava instalada...

GUERRILHA DO ARAGUAYA  -   A presença de comunistas no Araguaia de 1966 até 1974, levou educação e saúde de graça, a população miserável que habitava a região do Bico do Papagaio, por esse motivo, conviveram em harmônia em meio ao povo do Araguaia. A Ditadura Militar descobre o movimento guerrilheiro em 1972, e durante três campanhas militares brutalmente assassina a maior parte dos membros da guerrilha e massacra e tortura a população local, marcando definitivamente o Estado do Pará como uma terra sem lei e o Brasil reconhecido internacionalmente como um violador dos direitos humanos.



Costa e Silva teve então um derrame cerebral, que o tirou da cadeira da Presidência da República e novamente os militares é que decidiram o que fazer: repetindo a proibição de assumir o vice-presidente, o civil Pedro Aleixo. O Alto Comando das Forças Armadas organizou uma Junta Militar com os ministros do Exército, Aeronáutica e Marinha e essa JUNTA é que assumiu provisoriamente o governo em crise institucional´pelo afastamento do presidente Costa e Silva. E o general Emílio Garrastazu Médici foi quem governou o país de 1969 a 1974, seguido de GEISEL e FIGUEIREDO.
A TORTURA, O ABUSO, O DESRESPEITO COM OS DIREITOS HUMANOS E PRINCIPALMENTE O ASSASSINATO E O DESAPARECIMENTO DE PESSOAS, FORAM A MARCA DOS GOVERNOS MILITARES. Essa marca jamais será apagada, mas é possível que a História seja contada, dando a oportunidade de todos conhecerem a VERDADE. Sem os torturadores e os que participaram daquele período de terror, impossível que isso aconteça. A imprensa séria, o cinema, a mídia NINJA, os Blogs, tem procurado cumprir esse papel:
ALBERTO DINES DO OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA 
OUVE CLAUDIO GUERRA, EX-DELEGADO DO DOPS QUE 
CONTOU NO LIVRO "MEMÓRIAS DE UMA GUERRA SUJA" E 
SE DIZ ARREPENDIDO POR RAZÕES RELIGIOSAS. Seus
relatos, tomados à conta de exibicionismo de alguém que 
deseja espaço na imprensa, parecem confirmar outros, de
quem sofreu o golpe na pele ou teve parentes, amigos
e conhecidos, presos pela ditadura civil-militar.



FUTEBOL!!! SEMPRE A MESMA ANESTESIA...



ENQUANTO JOGADORES COMO PELÉ, JAIRZINHO E CARLOS ALBERTO
BALANÇAVAM AS REDES LÁ NO MÉXICO EM 1970,
AQUI NO BRASIL, O PAU COMIA SOLTO!

CENAS DO FILME CENSURADO
"PRA FRENTE BRASIL" 

PESSOAS COMUNS, INOCENTES DE QUALQUER 
ATIVIDADE PROIBIDA PELO SISTEMA, PODIAM SER PRESAS
TORTURADAS E MORTAS. BASTAVA ALGUÉM ERRAR...


TROCA DE 70 PRESOS POLÍTICOS

IV FESTIVAL DA CANÇÃO POPULAR 

VÍDEO-AULA SOBRE A DITADURA

                         Ponteio



Era um, era dois, era cem
Era o mundo chegando e ninguém
Que soubesse que eu sou violeiro
Que me desse o amor ou dinheiro...

Era um, era dois, era cem
Vieram prá me perguntar:
"Ô voce, de onde vai
de onde vem?
Diga logo o que tem
Prá contar"...

Parado no meio do mundo
Senti chegar meu momento
Olhei pro mundo e nem via
Nem sombra, nem sol
Nem vento...

Quem me dera agora
Eu tivesse a viola
Prá cantar...(4x)

Prá cantar!
Era um dia, era claro
Quase meio
Era um canto falado
Sem ponteio
Violência, viola
Violeiro
Era morte redor
Mundo inteiro...

Era um dia, era claro
Quase meio
Tinha um que jurou
Me quebrar
Mas não lembro de dor
Nem receio
Só sabia das ondas do mar...

Jogaram a viola no mundo
Mas fui lá no fundo buscar
Se eu tomo a viola
Ponteio!
Meu canto não posso parar
Não!...

Quem me dera agora
Eu tivesse a viola
Prá cantar, prá cantar
Ponteio!...(4x)

Pontiarrrrrrrr!
Era um, era dois, era cem
Era um dia, era claro
Quase meio
Encerrar meu cantar
Já convém
Prometendo um novo ponteio
Certo dia que sei
Por inteiro
Eu espero não vá demorar
Esse dia estou certo que vem
Digo logo o que vim
Prá buscar
Correndo no meio do mundo
Não deixo a viola de lado
Vou ver o tempo mudado
E um novo lugar prá cantar...

Quem me dera agora
Eu tivesse a viola
Prá cantar
Ponteio!...(4x)

Lá, láia, láia, láia...
Lá, láia, láia, láia...
Lá, láia, láia, láia...

Quem me dera agora
Eu tivesse a viola
Prá cantar
Ponteio!...(4x)

Prá cantar
Pontiaaaaarrr!...(4x)

Quem me dera agora
Eu tivesse a viola
Prá Cantar!


Outras canções da MPB denunciando o regime ditatorial


contrastavam com as músicas de 



Roberto Carlos e outros que colaboraram com o regime...


DOCUMENTÁRIO SOBRE A DITADURA - 1971






Cenário pré-golpe

Prometendo eliminar a corrupção, Jânio Quadros é eleito em 1960, com quase 50% dos votos.
O presidente perdeu apoio das elites ao desprezar o Congresso.
Jânio rejeitou os EUA, se aproximou da China e de Cuba e condecorou o então ministro cubano Che Guevara com a mais alta comenda concedida a estrangeiros pelo Brasil.
Após 207 dias de governo, Jânio Quadros renunciou. Surgiram rumores de que ele planejava um golpe que o manteria no poder como ditador, o que nunca foi confirmado.
 e

Instabilidade

A renúncia de Jânio lançou o Brasil em profunda crise política. Os militares impediram a posse do vice João Goulart, contrariando a Constituição.
Jango era visto como uma “ameaça comunista” pela proximidade com sindicalistas.
O Congresso altera a Constituição e muda o regime, instaurando o Parlamentarismo. Tancredo Neves assume como primeiro-ministro e Jango toma posse destituído de poderes presidenciais.
A pressão popular força a realização de um plebiscito em 1963, para que o povo escolhesse o regime de governo.

Vésperas do Golpe

Em janeiro de 1963 mais de 80% dos eleitores dizem NÃO ao parlamentarismo, devolvendo a Jango plenos poderes.
O presidente inicia as Reformas de Base. Jango defendia ampla reforma agrária, eleitoral e da educação, além de restrição das remessas de lucro das multinacionais.
Setores contrários articulam a derrubada do governo.
Em 13 de março de 1964, o presidente faz um comício em frente à Central do Brasil, no Rio, reunindo cerca de 100 mil pessoas. Antes, Jango institui por decreto a reforma agrária, irritando ainda mais a direita.
uma ditadura que

O Golpe

O mundo vive o auge da Guerra Fria e Jango era tido como ameaça comunista pelos EUA. O governo americano envia ao Brasil um aparato militar pronto para entrar em ação.
25 de março de 1964: Protesto de marinheiros no Rio de Janeiro contra a cúpula militar. O comandante dos Fuzileiros Navais, almirante Candido de Aragão, é demitido.
30 de março: Jango promete restaurar a patente dos militares demitidos.
31 de março: O general Mourão Filho parte de Juiz de Fora com tanques rumo ao Rio de Janeiro. Soldados tomam as ruas e prendem políticos, sindicalistas e estudantes.
 durou 21 an1989. Clique sobre as fotos para ouvir o 

Caça às bruxas

O presidente Jango foge para o Uruguai. Em 3 de abril de 1964, o presidente do Congresso, senador Moura Andrade, declara vaga a presidência da República.
O Congresso ganha poderes para escolher o novo presidente. Políticos são cassados, entre eles os ex-presidentes Juscelino Kubistchek, Jânio Quadros e João Goulart.
O marechal Humberto de Alencar Castello Branco toma posse em 15 de abril como presidente do Brasil. Ele permite a livre remessa de lucros ao exterior, intervém nos sindicatos e proíbe greves.
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1968 - O ano da virada

Em 1968 intensifica-se a luta do movimento estudantil contra o regime militar. Em março, o estudante Edson Luiz é morto em confronto entre estudantes e policiais no Rio.
A morte deu ânimo aos protestos. Em 26 de junho, houve a Passeta dos 100 Mil, no Rio. O governo proíbe as manifestações de rua.
Em 13 de dezembro, o presidente Artur da Costa e Silva decreta o Ato Institucional Número 5. O AI-5 confere poderes extraordinários ao presidente, suspende garantias constitucionais e aumenta a perseguição aos opositores do regime.




Censura

Após o golpe, as lideranças políticas, sindicais e estudantis foram aniquiladas por cassações, demissões, prisões, torturas e desaparecimentos.
A censura dos militares forçava a criação de linguagens alternativas na imprensa, na música e nas artes.
Em dezembro de 1968, Gilberto Gil e Caetano Veloso são presos, ficando dois meses num quartel do Exército em Realengo, no Rio. Ao serem soltos, partem para um exílio voluntário em Londres.
Chico Buarque, que teve várias composições vetadas, parte para a Itália em 1969.
Áudio: o jornalista Ivan Lessa conta como o jornal Pasquim driblava a censura.


Os Anos de Chumbo

Na clandestinidade, a resistência recorre à luta armada. O Partido Comunista Brasileiro organiza uma guerrilha às margens do Rio Araguaia.
Grupos de esquerda, como a Ação Libertadora Nacional (ALN) e o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), realizam assaltos a bancos e sequestros para financiar a guerrilha.
Setembro de 1969: O embaixador dos EUA no Brasil, Charles Elbrik, é capturado no Rio e em troca é exigida a libertação de 15 presos políticos e a divulgação de um manifesto.
O governo atende às reivindicações e três dias depois os 15 prisioneiros seguem para o México.

Milagre econômico

Em outubro de 1969 assume a presidência Emílio Garrastazu Medici, consolidando a estrutura da repressão.
A luta armada é sufocada e centenas de militantes são presos, torturados e mortos. Muitos estão até hoje desaparecidos.
Enquanto isso, o Brasil tinha um crescimento econômico em torno de 7% ao ano financiado por dívidas contraídas no exterior.
Foi um tempo de obras faraônicas como a hidrelétrica de Itaipu, a rodovia Transamazônica e a ponte Rio-Niterói.
O tri do Brasil na Copa de 70 foi usado pelo governo militar numa campanha de marketing que ligava sua imagem às vitórias do futebol.

A direita contra-ataca

Na “caça aos comunistas” a direita também passa a usar táticas de guerrilha. Atentados a bomba destruíram bancas de jornais que vendiam publicações consideradas de esquerda, notadamente, O Pasquim.
Em 30 de abril de 1981, uma bomba que seria plantada durante um show do Dia do Trabalho, no Rio Centro, explodiu no colo de um sargento, revelando o envolvimento do Exército na campanha do terror.
A esquerda começa a se reorganizar. O líder sindical Luiz Inácio da Silva funda o Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980.

Diretas Já!

No final dos anos 70, a sociedade pressionava para que os militares deixassem o poder.
Em agosto de 1979, o presidente João Figueiredo assina a Lei da Anistia e os exilados políticos começam a voltar ao Brasil.
A campanha das Diretas Já! exigindo eleições diretas para presidente se espalha pelo país. Em janeiro de 1985, o Congresso elege Tancredo Neves como primeiro presidente civil em 20 anos.
Tancredo adoece e o vice José Sarney toma posse. Tancredo falece um mês depois. São criados novos partidos e instaura-se a Assembleia Constituinte. Uma nova Constituição é promulgada em 1988.

Volta à democracia

Após 25 anos, os brasileiros votam para presidente em eleições diretas.
Fernando Collor de Mello (PRN) derrota Lula (PT) no segundo turno de eleições de 1989.
Dois meses depois, o Plano Collor confisca a poupança e taxa depósitos e aplicações financeiras. Em 1992, o irmão do presidente, Pedro Collor, revela um esquema de corrupção no governo.
No final do ano, o Congresso vota pela abertura do processo de impeachment de Collor, que renuncia em 29 de dezembro, antes de ser condenado.

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