quarta-feira, 27 de julho de 2011

Audiência de ação contra cel. Ustra por morte de jornalista tem acesso restrito a testemunhas

A audiência de testemunhas na ação movida pela família do jornalista Luiz Eduardo Merlino, teve de tudo um pouco: desde o impedimento de acesso a um local público como o é a sala de audiências de um fórum, o que é proibido, até ameaças ao direito de exercer livremente a profissão, como foi o caso do jornalista do Portal Imprensa que foi ameaçado de ter seu equipamento apreendido, por policiais militares, por conta de fotos feitas em espaço público. Será que o receio eram fotografias do ilustríssimo Sir Ney ou José Sarney, que era uma das testemunhas do coronel torturador? Aliás, desde 2008 que o Tribunal de Justiça enfrentava com má vontade essa ação, dando-a por extinta por conta da duvidosa alegação de que Angela, companheira do jornalista não comprovou "união estável" com o finado. É de uma hipocrisia esse argumento que faz vergonha! senão, como ela poderia ter prova de união estável, se essa lei só veio a lume em 1996, quando o jornalista já estava morto?????????? Ainda bem que o advogado e professor Fabio Konder Comparato deve ter dado boas lições lá em Brasília, de modo que o caso não foi extinto. Agora, já que terá de enfrentar mesmo que se trata de uma execução cruel como tantas outras que nunca foram esclarecidas, começam a criar novos liames e escapatórias, mas não adianta: vai ficar comprovado o que é a verdade: um cruel e absolutamente indefensável assassinato por gente que não vale nem a comida que come.
Brasil! MOSTRA TUA CARA!
Sandra A Paulino e Silva

 Luiz Gustavo Pacete
27/07/2011 15:08

Apenas as testemunhas tiveram acesso à sala da 20ª Vara Cível do Fórum João Mendes, situada no 9º andar do prédio, em audiência contra o coronel reformado do Exército Brasileiro, Carlos Alberto Brilhante Ustra, movida pela família do jornalista Luiz Eduardo Merlino.

Crédito: Luiz Gustavo Pacete

Amigos e familiares impedidos de acompanhar a audiência

Familiares e amigos de Merlino foram impedidos de entrar na sala, entre eles Nicolau Bruno, filho de Ângela Merlino, uma das autoras do processo. Ex-presos políticos também tentaram participar e tiveram seu pedido negado, como Celso Lungaretti. "Achei que tivéssemos muito à frente de 1985, por isso vim a essa audiência".

Crédito: Luiz Gustavo Pacete:

Manifestantes na entrada do Fórum João Mendes, centro de São Paulo

A informação dada pelo Fórum foi de que a audiência não foi aberta pelo espaço restrito da sala, capacidade de 30 pessoas, já que o número de testemunhas era grande.
O repórter de IMPRENSA foi ameaçado de ter seus equipamentos apreendidos por ter feito fotos em um espaço público.

Número considerável de manifestantes protestava na entrada do Fórum, como membros de entidades favoráveis à abertura dos arquivos, filiados ao Partido Comunista, além da presença de diversas equipes de emissoras de TV.

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Redação Portal IMPRENSA
01/07/2011 15:57

A audiência da ação contra o coronel reformado do Exército Brasileiro, Carlos Alberto Brilhante Ustra movida pela família do jornalista Luiz Eduardo Merlino acontecerá no dia 27 de julho, às 14h30, no Fórum João Mendes, no centro da capital paulista, informa o site Consultor Jurídico.
A determinação é do Tribunal de Justiça de São Paulo, que ouvirá as testemunhas da tortura e morte do jornalista, que aconteceu no mês de julho de 1971, em um centro de tortura comandado por Ustra.

José Sarney, presidente do Senado, será uma das testemunhas arroladas pelo coronel e devem depor sobre o crime o ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos Paulo Vanucchi, o historiador e escritor Joel Rufino dos Santos e ex-militantes do Partido Operário Comunista (POC), do qual Merlino, que trabalhou no Jornal da Tarde e na Folha da Tarde, era também militante.

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