quinta-feira, 7 de maio de 2009

Raposa Serra do Sol

É, de novo, tragédia anunciada, como há quase 20 anos, quando se dizia, na pré-eleição de Collor, que haveria um desperdício enorme de terras, porque aquela gente toda que recebia do INCRA um pedaço de chão, nem sempre estava preparada para zelar pela oferta. Havia um deputado que sempre se apresentava montado num cavalo branco e era da UDR, se não me engano. Ele batia duro nessa questão e, apesar dos exageros e da estilização do camarada, claramente recorrente aos fazendeiros brancos bem nascidos, eu até simpatizava com o discurso dele. Agora é a Raposa Serra do Sol. Vou deixar aqui registrado: não demora e as etnias que ali vivem, literal e sempre em pé-de-guerra, vão se engalfinhar e homem branco será culpado da desgraça, preferivelmente fardado, claro. E olhe que os canais de irrigação ainda não secaram, por conta da chuvarada no país inteiro. Deixa perder o arroz que não for colhido, secarem os canais e vir a escassez de alimento e vamos ver se tinham razão os ministros do STF autores da estapafúrdia decisão (excluo o Min Marco Aurélio Melo merecidamente), ou todos aqueles que lutaram para que realmente pudesse valer ao menos o slogan do governo: Brasil, um país de todos. Todos?
Sandra Paulino

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