quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

ACORDA ITAMARATY! O PT VAI ACABAR COM TUA REPUTAÇÃO

Triste. Muito triste o que se vê na diplomacia brasileira, em termos de intromissão, coação, ingerência indevida...
Como diz um velho e sábio dito de caserna: "TROPA SEM COMANDO É BANDO!"
Há algum tempo falei sobre Lula de mãos dadas com Ahmed Ahmadinejad, aquele sanguinário presidente iraniano, que prega a extinção do povo judeu até seu último representante na face da Terra e a destruição do Estado de Israel.
Faz quase três anos (sou brasileira, mas tenho memória!) a ex-senadora Heloísa Helena, bateru boca (desculpem a redundância...) através de sua assessoria, com estudantes do Centro Acadêmico da Universidade de Brasília, pq não quis responder às questões sobre seu envolvimento e do seu (novo) partido Político, o PSol, que é estrangeiro e comunista, embora apresente outro rótulo, com o assassino Achille Lollo.
Os estudantes hostilizados pela então senadora queriam saber se era possível à ela, separar a vida pessoal da militância política, mas foram rechaçados. Mas trouxeram à tona quem é o sujeito. Tanto no blog da moçada universitária, como em vários outros endereços de comunicação virtual que se encontram listados ao final dos comentários, é possível saber mais sobre um dos importantes dirigentes e fundadores do partido da ex-senadora. Achille Lollo é italiano. Em 1973, seu país vivia os Anos de Chumbo e ele militava no Partido Operário. Num episódio que chocou a Itália, Lollo e dois companheiros de partido jogaram 5 litros de gasolina por baixo das entradas do pequeno apartamento onde Mario Mattei, sua mulher e seus seis filhos moravam na rua Bibbiena, no bairro operário de Primavalle em Roma. E atearam fogo. Mattei trabalhava como gari e era secretario da seção do MSI (Movimento Social Italiano, de direita) no bairro. O casal conseguiu escapar, junto com quatro filhos. Mas Virgilio, de oito anos, não conseguiu sair de seu quarto. Seu irmão Stefano, 14 anos mais velho, tentou salvá-lo. Ambos morreram queimados.
O atentado ficou conhecido como Rogo di Primavalle (incêndio de Primavalle). Vejam só quanta "semelhança" com o caso atual, do também criminoso comum BATTISTI:
Em 1987, Achille Lollo e dois companheiros de partido foram julgados e condenados a 18 anos de prisão. Porém, Lollo fugiu da Itália para, anos depois, reaparecer no Brasil. Em 1993, o governo brasileiro se negou a extraditá-lo e ele vive até hoje no país. Em 2004, Achille participou, junto de Heloísa Helena, da fundação do PSOL, partido do qual é um dos principais ideólogos. Não há notícia de que algum dirigente da legenda se incomode com sua militância.
Na época, os estudantes testaram um pouco da coerência da ex-senadora e ela tirou nota ZERO!
A senadora critica o presidente Lula por ser aliado de José Dirceu. Nada mais justo do que perguntar a ela sobre sua cooperação com Achille Lollo. Mas seus assessores não pensam da mesma forma: depois de muitas tentativas, consegui ser respondido. Não da forma que esperávamos: “Este jornal é realmente da UNB? E você é o editor?O publico alvo desde jornal são estudantes, funcionários e professores?Agora o seu público conhece o Achilles, e que ele tem haver com a Senadora?O seu Público sabe quem é Olavo de Carvalho?Assim fica difícil agente fazer alguma coisa”. (os erros de escrita originários da Assessoria da senadora foram mantidos). Olavo de Carvalho é articulista de alguns jornais de grande circulação. Ele critica pesadamente a senadora e seu partido, inclusive por causa da aliança com Achille Lollo. Mas eu não citei Olavo de Carvalho na entrevista e ninguém precisa concordar com ele para exigir respostas da senadora: uma breve pesquisa na Internet basta para se encontrar informações sobre o caso Mario Mattei. Então, respondi à Assessoria: “Certamente a maioria do meu público não conhece o senhor Achille e isto é até um fator que reforça a importância desta pergunta; a senadora é presidente do partido e candidata à Presidência da República; Achille Lollo é não só colega de partido, como foi co-fundador e parceiro militante da senadora. Sem dúvida a relação existe.”(…)“Não sei se, por sermos estudantes e por escrevermos para um jornal vinculado ao Centro Acadêmico (embora nem eu nem a maioria dos repórteres sejamos membros do CA), os senhores esperavam que fôssemos apenas elogiar a senadora e deixá-la discursar, algo que de fato ela faz bem. Mas definitivamente, não é o tipo de proposta que nós buscamos.”(…)“Não vou retirar esta pergunta e continuo esperando que a senadora cumpra o combinado e mande as respostas. Mas se a incomoda a pergunta 5, não precisa responder. Tenho certeza de que ela sabe que este tipo de incômodo é apenas um indício de que vivemos numa democracia, e que mal seria se isso nunca acontecesse”. Esta mensagem não foi respondida. A equipe do Blog decidiu, então, esperar mais uma semana pelas respostas da entrevista. Eu enviei uma mensagem ao e-mail da senadora para informá-la do prazo. Escrevi: “(…) aviso que (…) vamos colocar no ar a matéria, com ou sem as respostas. Não é uma ameaça, é só um aviso.” Desta vez, a própria senadora respondeu. E pôs em dúvida sua capacidade de interpretação: ela entendeu pelo contrárioo que eu disse. E, claro, não perdeu a oportunidade de usar seu discurso de perseguida: “(…) Ameaça?? Acha V.Sa. que eu tenho medo de alguma coisa??? Passei a vida como sobrevivente tendo que engolir meus próprios medos, entendeu???” Ainda respondi, explicando o mal-entendido. Mas completou-se o prazo que estipulamos e a senadora (e sua Assessoria) nada mais disseram. As respostas da entrevista não chegaram. Conforme o nosso compromisso, estamos publicando este esclarecimento. Por que será que a senadora, propagadora tão insistente da ética e da transparência, não se sentiu à vontade para responder à pergunta sobre Achille Lollo? Fosse esta uma acusação falsa e sem sentido, com certeza ela não se preocuparia em responder. Mas preferiu se esquivar. Achille matou duas pessoas e foi condenado a 18 anos de prisão. Isso são fatos, não são produtos da opinião do Blog. Que tipo de pessoa não se incomodaria ao ser acusado de aliar-se a um assassino de crianças? A senadora Heloísa Helena, ao omitir-se, dá-nos o direito de fazer todo o tipo de suposição (inclusive as mais graves. Principalmente, aliás). Em 2003, o crime de Achille Lollo completou 30 anos e, pelas leis italianas, prescreveu (sua pena deixou de ter efeito). Entretanto, familiares das vitimas e grupos políticos italianos recolheram assinaturas e pressionaram a Justiça, que no ano passado declarou inválida a prescrição do crime. Ou seja: Lollo ainda tem uma pena de 18 anos para cumprir na Itália. Contudo, continua livre no Brasil (a leniência da Justiça brasileira não é novidade. Vide o caso Ronald Biggs).
Nota: Na matéria "Heloísa Helena: \'Meu amigo terrorista\'", as aspas sobre a expressão "meu amigo terrorista" não significam palavras da senadora. É um recurso utilizado pelo repórter para expressar ironia.
Links relacionados:
Cronologia do caso Mattei Fratelli (página em italiano):
http://redazione.romaone.it/4Daction/Web_RubricaNuova?ID=63379&doc=si
Páginas cobrando Justiça para os assassinos dos irmãos Mattei (em italiano) :
http://www.azionegiovani.org/modules.php?name=News&file=article&sid=35
http://www.lisistrata.com/2005politicainterna/002vergognalatitanti.htm
Relato do ataque à casa dos Mattei (em português):
http://www.italiamiga.com.br/noticias/artigos/quello_spaventoso_rogo_di_30_ann.htm
Um dos artigos de Achille Lollo no site oficial do PSOL:
http://www.psol.org.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=37&Itemid=27
Artigo de Achille Lollo no site do PSOL de São Paulo:
http://www.psolsp.org/?id=548&PHPSESSID=4b7a28a8cbbc069dcfe0c723d4fa4a43
Publicado pelo Blog informativo do Centro Acadêmico de Comunicação da Universidade de Brasília.

O tempo passa, o tempo voa, e a memória brasileira continua à toa... Menos de três anos depois... de novo a mesma tática de proteger bandido, terrorista e por aí vai...

O GLOBO

15 DE JANEIRO DE 2.009


ASILO POLÊMICO
Itália se diz afrontada pelo Brasil
Refúgio político dado por Tarso Genro a Battisti causa reações indignadas de italianos
Vera Gonçalves de Araújo

A decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, de conceder status de refugiado político ao italiano Cesare Battisti, ex-integrante de um grupo de esquerda e condenado por quatro homicídios ocorridos nos anos 70, provocou ontem uma crise entre Itália e Brasil. O Ministério do Exterior italiano convocou o embaixador brasileiro no país, Adhemar Gabriel Bahadian, para pedir formalmente explicações sobre o refúgio e expressar "sua contrariedade e surpresa" com a decisão.
Diversos integrantes do governo italiano reagiram com indignação. A subsecretária de Justiça, Elisabetta Alberti Casellati, disse à rádio estatal RAI que "a decisão do governo brasileiro é uma afronta à Itália":
- É uma falta de respeito com a nossa democracia, que foi acusada, acreditando-se na tese de perseguição política, de tirania. É um insulto ao nosso sistema de Justiça, deslegitimado pela autoridade brasileira, e é uma vergonha para as vítimas do terrorismo e seus familiares.
O Departamento de Exteriores do governo italiano informou que o secretário-geral do ministério, Giampiero Massolo, manifestou ao embaixador "a indignação de todas as forças políticas parlamentares, dos parentes das vítimas e de toda a opinião pública" pela decisão. O Ministério do Exterior protestou, em nota: "Expressamos grande surpresa e forte amargura pela decisão tomada pelo ministro da Justiça brasileiro que, contrariando o que foi indicado pelo Comitê Nacional para os Refugiados, acatou o recurso de Cesare Battisti, um terrorista responsável por gravíssimos crimes que nada têm a ver com o status de refugiado político".
Massolo demonstrou sua "perplexidade" pelas explicações de Tarso Genro ao justificar a concessão do benefício. Ele pediu ao embaixador que reitere às autoridades brasileiras o "firme clamor" do governo italiano para que a decisão seja revista.

"É um erro que ofende os italianos"

O ministro da Justiça, Angelino Alfana, disse que ligará nas próximas horas para o colega brasileiro. Mais categórico foi o ministro do Interior, Roberto Maroni:
- É um erro muito grave do governo brasileiro, que ofende as vítimas do terrorismo, o sistema judiciário e o povo italiano - disse Maroni, destacando que a justificativa de que Battisti poderia sofrer torturas ou maus-tratos na Itália "é de rir" e constitui uma ofensa.
A Itália havia pedido a extradição de Battisti, condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos.
- A decisão de não conceder a extradição é um feito desconcertante, ofensivo e de extrema gravidade - disse o ministro da Defesa, Ignazio La Russa, acrescentando que se surpreende que um "terrorista e assassino" ganhe status de refugiado político.
Representantes de famílias de vítimas de terrorismo também protestaram. Em carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Associação dos Parentes das Vítimas de Cesare Battisti, Adriano Sabbadin, filho do açougueiro Lino Sabbadin - que teria sido morto por Battisti -, disse ter ficado profundamente ferido pela decisão. "Não temos palavras para exprimir a raiva e a indignação por um fato que nos parece um deboche cruel". Battisti foi considerado culpado da morte de dois policiais, de um joalheiro e de Sabbadin. O ex-militante está preso na penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, desde 2007.
O prefeito de Roma, Gianni Alemanno, em carta, pediu que Lula reveja a decisão: "Confio em seu interesse para que esta pessoa seja rapidamente confiada à Justiça italiana".
As edições online dos jornais italianos destacaram a notícia e abriram espaço para comentários. Internautas pedem que, em protesto, a embaixada do Brasil seja inundada de e-mails.

Ex-terrorista e escritor de sucesso

Cesare Battisti, de 54 anos, militou no grupo de extrema-esquerda italiano Proletários Armados pelo Comunismo, que, nos anos 70, praticou as chamadas "expropriações proletárias", jargão político para assaltos que financiavam a organização. Em 1993, foi condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos. Em dois, foi condenado como autor do homicídio. Nos outros, como organizador. Battisti nega os crimes.

Foi descrito na época como um assassino frio, capaz de matar com um tiro um comerciante ferido durante um dos assaltos. Nesse caso, porém, a Justiça lhe atribuiu a coautoria moral, já que ele não estava na cidade onde ocorreu o crime.
Quando foi condenado na Itália, Battisti já estava na França, onde viveu de 1990 a 2004. Durante muitos anos, esteve sob a proteção do presidente socialista François Mitterrand. Lá, tornou-se um escritor famoso e publicou romances nos quais analisava sua experiência na luta armada.
Battisti fugiu da França em 2004, quando a maré política virou e a Justiça francesa pôs fim à jurisprudência que o protegia até então da extradição desejada pelo governo italiano. Intelectuais franceses se mobilizaram na época a favor de Battisti, o que gerou polêmica com colegas italianos, para quem o ex-ativista era um assassino. Battisti fugiu para o Brasil em 21 de agosto de 2004. Foi detido no Rio de Janeiro, com ajuda da polícia francesa, em 18 de março de 2007.
Pois é, Brasil é isso... primeiro é o Achille Lollo e sua amiguinha Heloísa Helena e agora, o também um ministro de Estado, Tarso Genro, a dar guarida a criminosos... a esperança (de dominar tudo) venceu o medo (de mostrar a cara)... Realmente, parece que não tem conserto.

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