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sábado, 28 de março de 2015

AMIGOS DO REI OU DO RÉU?


O PREO FIGURAS PÚBLICAS PAULISTAS GO GOVERNO, DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA E DO BANCO DO BRASIL E PETROBRFIGURAS PÚBLICAS PAULISTAS GO GOVERNO, DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA E DO BANCO DO BRASIL E PETROBRÁS 

O BLOG MOSTRA, COM FONTES PÚBLICAS DA IMPRENSA NACIONAL, AS RELAÇÕES NÃO EXATAMENTE ÉTICAS, ENTRE FIGURAS PÚBLICAS PAULISTAS DO GOVERNO DE GERALDO ALCKMIN, DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, DO BANCO DO BRASIL E DA PETROBRÁS. SÃO COMPLEXOS EXERCÍCIOS DE PODER INSTITUCIONAL, VISANDO EXCLUSIVAMENTE O PROVEITO PRÓPRIO EM DESVIOS QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA PREFERE FINGIR, NÃO ENXERGAR E POR ISSO, NADA FAZ, FIEL À MÁXIMA:


"laissez faire, laissez aller, laissez passer" 


Essa famigerada expressão do liberalismo econômico, onde o selvagem capitalismo dita regra de que o mercado deve funcionar livremente, sem interferência, serve para explicar a contratação que o presidente da PETROBRÁS, Aldemir Bendine, fez, no último 16 de março ao desembargador ARMANDO SÉRGIO PRADO DE TOLEDO, como seu consultor, para atuar na defesa de acusados em operação institucional conhecida como LAVAJATO. 


O magistrado requereu e obteve, em fevereiro, do desembargador JOSÉ RENATO NALINI, presidente do TJSP, sua aposentadoria, dias antes dessa contratação. Surpreendeu até os próprios colegas, pois poderia continuar no cargo do Judiciário, durante os próximos 11 anos. 


Suspeito de ter beneficiado o deputado BARROS MUNHOZ, da Assembléia Legislativa de SP, por sua vez acusado de desvio de verbas em Itapira, quando foi prefeito, o político teve o processo engavetado durante 3 anos no gabinete do desembargador. 


Toledo agora tem a retribuição de sua atuação tratando dos interesses institucionais do TJSP, INCLUSIVE A INTERMEDIAÇÃO DE CONTATOS COM O BANCO DO BRASIL, ONDE BENDINE ERA O PRESIDENTE ATÉ FEVEREIRO. 



Convênios que centralizaram no Banco do Brasil a vultosa fortuna dos depósitos judiciais e precatórios, foram firmados justamente pelo desembargador presidente do TJSP (RENATO NALINI) e o atual presidente da PETROBRÁS (ALDEMIR BENDINE). 



Esses "convênios" reinauguram a ditadura expressa em “COMUNICADO” do Conselho Superior da Magistratura, assinado pelo ex-presidente do TJSP, José Roberto Bedran,  que proíbe a transferência de valores depositados em contas judiciais para bancos particulares, tendo antes de passar pelo crivo de bancos públicos, o pior deles: o Banco do Brasil.


O  “COMUNICADO” inacreditavelmente baixado “no uso de suas atribuições legais e regimentais”, é um acinte à média inteligência de qualquer cidadão, pois o Conselho Superior da Magistratura não tem “atribuição” qualquer de interferir na vida e nos negócios particulares das pessoas, bloqueando o direito de fazer com seus haveres o que quiserem. Assim, as GUIA DE LEVANTAMENTO JUDICIAL deveriam ser passíveis de depósito onde o favorecido desejasse, mas não são!


Recusa o BB até mesmo o pagamento em espécie, norma comum em qualquer banco atendidos itens de prévio aviso e também recusa a emissão de cheque administrativo aos legítimos destinatários de depósitos para pagamento de verba de sucumbência, o que é crédito ALIMENTAR.


Claro que existe uma razão para toda a celeuma que se instalou a partir desse "COMUNICADO" do TJSP e a razão é que BANCOS PÚBLICOS estão ganhando altíssimas somas com DEPÓSITOS JUDICIAIS, já que bancos privados são PROIBIDOS de movimentar cifra de CENTO E QUARENTA BILHÕES DE REAIS segundo dados de OUTUBRO DE 2013, TENDO POR FONTE O ARTIGO DO JORNAL VALOR ECONÔMICO DE 31/10/13.


Por conta disso, os bancos privados abriram verdadeira guerra no Senado Federal, questionando essas manobras que favorecem a captação de quantias bilionárias somente por bancos públicos, aliás, prestadores de péssimos serviço.

Eis a matéria:

Não há dúvida de que a exclusividade na captação de R$ 135 bilhões via depósitos judiciais é um negócio bilionário para os bancos públicos do país. E exatamente por isso os bancos privados tentam, no Congresso Nacional, reduzir essa vantagem comparativa dos concorrentes e abocanhar um quinhão desse mercado. 

O difícil é fazer a conta exata. Pelos critérios contábeis de cada banco, o produto teria rendido muito menos para o Banco do Brasil do que para a Caixa Econômica Federal - que em um dos cenários teria 40% do lucro antes de impostos garantido por tal fonte de captação. 

Um cálculo simples diria que entre 2009 e 2012 o BB ganhou R$ 8 bilhões e a Caixa outros R$ 3,4 bilhões com esse instrumento de captação, que remunera seus depositantes com taxa semelhante à da poupança e permite ganho com a diferença entre esse custo e a Selic. 

Embora maior em termos absolutos, o ganho do BB corresponderia a pouco mais de 10% do lucro antes de impostos obtido pelo banco nos quatro anos, enquanto para a Caixa o peso relativo seria maior, de 25% do resultado. 

Contudo, a conta não é tão simples. O cálculo acima foi feito usando como base o saldo médio de depósitos judiciais no período analisado e a diferença entre a remuneração oficial de 6,17% ao ano mais TR e a taxa Selic de cada ano. 

Mas desde 2011 o BB mudou a forma de contabilizar o custo dos depósitos judiciais, incluindo na conta outras despesas de contratação e manutenção do funding. "Muitos desses contratos têm contrapartidas", afirma Gustavo Souza, diretor de controladoria do BB, ao explicar a alteração. 

Assim como fazem governos e prefeituras com as folhas de pagamento, os diversos tribunais do país "vendem" aos bancos a destinação de depósitos judiciais. E os contratos podem prever tanto pagamento em dinheiro, quanto realização de obras e compra de equipamentos. 

Esse efeito, segundo Souza, faz com que uma taxa de remuneração oficial de 7,54% em 2011 (equivalente a 6,17% mais a TR daquele ano) tenha subido para 9,0%. Embora esse percentual ainda tenha ficado abaixo dos 11,6% da Selic daquele exercício, o ganho com a diferença de custo de captação cai dos supostos R$ 2,95 bilhões da conta simplificada para R$ 1,9 bilhão. Em comparação com o lucro antes de impostos, o percentual recua de 18% para 10%. 

Em 2012, ainda segundo o novo critério da contabilidade do BB, o custo dos depósitos judiciais ficou em 8,3%, praticamente em linha com a Selic do período, de 8,5%, a mais baixa da história recente. Nessa comparação, o ganho, que seria de R$ 1,75 bilhão ao se usar como referência os 6,17% mais TR (ou 6,38%), cai para apenas R$ 169 milhões. 

"Como os contratos são de cinco anos, a gente convive com a flutuação da Selic. Em alguns momentos é muito vantajoso, em outros nem tanto", diz Souza. 

O diretor de controladoria do BB lembra ainda que, se a comparação for feita com o custo de captação médio do próprio banco, que ficou em torno de 93% da Selic em 2011 e 2012, a vantagem do depósito judicial fica ainda menor. Em 2012, o instrumento chegou a ficar mais caro que a captação tradicional do banco. 

Apesar de o BB sugerir que o produto não é galinha dos ovos de ouro que muitos imaginam, isso não significa necessariamente que o banco rejeite o acesso privilegiado a esses depósitos. 

Se o produto não lhe interessasse, a instituição não teria em junho R$ 94 bilhões de captação por meio dessa modalidade. 

A relativa estabilidade dos saldos de captação por cinco anos, embora cada depósito possa ser sacado conforme o andamento das disputas judiciais, é um dos pontos atrativos. Além disso, um relacionamento contratual de longo prazo permite a venda de serviços adicionais para os tribunais e seus funcionários. 

Questionado sobre o tema, o BB não quis comentar se abriria mão da preferência para esse tipo de captação, com o argumento de que o fórum adequado para essa discussão é o Congresso. 

Já a Caixa Econômica Federal, que tinha em junho R$ 41 bilhões em depósitos judiciais, sequer quis dar entrevista sobre aspectos técnicos, como a aparente discrepância entre o custo de captação calculado a partir dos números de seus balanços e a taxa oficial de remuneração de 6,17% mais TR. 

Ao se calcular o saldo médio dos depósitos judiciais dos trimestres e usar como base a despesa de captação que a Caixa informa ter incorrido com o produto, o custo do depósito judicial para o banco ficou em 3,4% em 2009, em 4,8% em 2010, 5,6% em 2011 e 4,8% em 2012. Sempre abaixo da remuneração oficial. 

Segundo um especialista que preferiu não ser identificado, a diferença pode se justificar por captações antigas, de uma época em que se questionava a incidência de juros sobre esses depósitos (era aplicada somente a TR). Outra fonte conta que ainda existem depósitos que pagam TR mais 3,04%. 

Quando se compara o custo implícito divulgado nos balanços versus a Selic, essa modalidade de captação teria gerado ganho de R$ 5,9 bilhões de 2009 a 2012 para a Caixa, representando 40% de seu lucro antes de impostos no período, e não "apenas" R$ 3,4 bilhões, ou 25% do lucro, conforme a simulação do início do texto. 

Ao longo do tempo, o peso no lucro teria caído de 70% em 2009 para 25% no ano passado. A queda coincide com o crescimento das operações de crédito da Caixa, com a redução da taxa Selic, e também com a perda de representatividade dos depósitos judiciais sobre os depósitos totais, de 58% para 40% nesse período. 

Depósito judicial representa pouco da captação 

Em um universo total de captação de quase R$ 2 trilhões dos cinco maiores bancos do país com correntistas e investidores, os R$ 135 bilhões referentes a depósitos judiciais com remuneração reduzida não deveriam provocar distorções relevantes. 

Mas a concentração desses valores em praticamente dois bancos públicos acaba dando uma vantagem comparativa considerável a Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal em termos de captação. 

Do ponto de vista dos bancos privados, além de ser um tipo de funding mais barato em termos de remuneração, também não exige grandes esforços comerciais das instituições que o recebem, mais uma vantagem em termos de custo para os públicos. 

"Por que não pode haver uma disputa entre todos os bancos pelo depósito judicial? No fim, isso poderia melhorar a remuneração dele, superando a poupança", diz o executivo de uma instituição privada. 

Em relação à manutenção da exclusividade, há dois argumentos a favor dos bancos públicos. 

Um está ligado ao risco, pela dificuldade de recuperação dos valores em caso de insolvência de uma instituição privada que pudesse receber os recursos. 

Apenas nos últimos anos, mais de cinco bancos pequenos e médios quebraram no Brasil. Uma eventual abertura do mercado de depósitos judiciais para essas instituições, como tem sido proposta, não prevê uma limitação por porte do banco. 

Além disso, o tratamento privilegiado das instituições públicas seria compatível com a postura também diferente delas em relação à oferta de crédito em momentos de estresse econômico. Se ficam com o ônus, teriam direito ao bônus. 

Já entre os bancos privados existe o argumento de que os bancos públicos só conseguem manter essa postura anticíclica e os juros baixos mesmo durante as crises exatamente por disporem dessa e de outras vantagens contribuindo positivamente para o resultado. 

Procurada pela reportagem, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não quis comentar o assunto. 

Segundo o Valor apurou, o tema do fim da exclusividade para os depósitos judiciais começou a ser discutido dentro da entidade, mas gerou posições controvertidas. "Ninguém quer dar um tiro em si mesmo", diz um outro executivo de banco privado que participa das discussões. 

Diante das posições opostas dentro da entidade do setor, no momento atual os bancos estariam defendendo seus interesses de maneira separada. 

Fernando Torres - De São Paulo 
(Colaborou Carolina Mandl)





Além desse acinte, anote-se que a remuneração que o Banco do Brasil acrescenta ao valor que deve aos beneficiários é o da caderneta de poupança, bem diferente do custo que ele, BB, cobra quando contrata empréstimos, usando esses depósitos durante meses, às vezes, anos. Ora, se isso não caracteriza apropriação indébita, mediante artifícios ilegais, ainda que emanados do Conselho Superior da Magistratura, do que se trata? 


Aliás, o Tribunal de Justiça não pode EDITAR NORMAS QUE NÃO SÃO “LEI” NA ACEPÇÃO LEGAL DO TERMO, porque não tem isenção nesse conflito, já que como dito na matéria, os tribunais do país 

“vendem aos bancos a destinação 
de depósitos judiciais”

o que torna imoral cobrar e exigir determinadas condutas de quem tem direito de receber o devido, sem ataques de oportunistas que se apossam do que não lhes pertence.

DINHEIRO QUE NÃO PERTENCE AO GESTOR DO BANCO DO BRASIL É USADO ASSIM:

RIO - Escolhido para comandar a Petrobras, Aldemir Bendine, atual presidente do Banco do Brasil, foi alvo de pelo menos três polêmicas no fim do ano passado. Indicado pela presidente Dilma Rousseff para assumir o lugar de Graça Foster, ele chegou a entregar o cargo no Banco do Brasil. O anúncio de sua saída, porém, foi adiado para depois da escolha do novo ministro da Fazenda. Joaquim Levy substituiu Guido Mantega, mas o executivo continuou na presidência do banco.
Bendine foi acusado de favorecimento à socialite Val Marchiori por meio de empréstimos concedidos pelo BB. De acordo com reportagem da “Folha de S. Paulo”, o banco emprestou R$ 2,7 milhões para Marchiori a partir de uma linha subsidiada pelo BNDES, o que contrariaria normas internas dos dois bancos, já que a empresária teria crédito restrito por não apresentar capacidade financeira, além de não ter pago empréstimo anterior ao BB. Bendine negou as irregularidades. Para rebater a denúncia, o banco afirmou que a análise do empréstimo foi dada por três comitês, que envolveram no mínimo 17 técnicos de carreira antes do aval do BNDES.
Além das denúncias relacionadas à socialite — que ficou conhecida após participar do programa Mulheres Ricas, da TV Bandeirantes —, o ex-motorista de Bendine, Sebastião Ferreira, relatou ao Ministério Público Federal ter feito diversos pagamentos em dinheiro vivo a mando do chefe. O depoimento de Ferreirinha, como era conhecido, gerou a abertura de uma investigação contra Bendine, em junho de 2014, por lavagem de dinheiro. Em uma das ocasiões, Ferreirinha contou que o presidente do Banco do Brasil saiu de um prédio nos Jardins, área nobre de São Paulo, com uma sacola cheia de notas de R$ 100. O dinheiro teria sido entregue, segundo o motorista, ao empresário Marcos Fernandes Garms, amigo de Bendine.
Em agosto do ano passado, o novo presidente da Petrobras pagou multa de R$ 122 mil à Receita Federal após ser autuado por não comprovar a procedência de aproximadamente R$ 280 mil informados na sua declaração de Imposto de Renda. Segundo a Receita, os bens do executivo aumentaram mais do que seria possível com sua renda. Ele entrou no radar do Fisco depois da denúncia da compra de um apartamento no interior de São Paulo, por R$ 150 mil, pagamento feito em espécie.

FONTE:o globo
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/novo-presidente-da-petrobras-bendine-se-envolveu-em-polemicas-no-ano-passado-15261921#ixzz3VhA2WeEt 
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http://oglobo.globo.com/brasil/novo-presidente-da-petrobras-bendine-se-envolveu-em-polemicas-no-ano-passado-15261921

Parece bastante óbvio que o desembargador aposentado sob suspeita de gravíssimo favorecimento de um político de situação, na condição de assessor do presidente da petroleira nacional sob ataque de lapidadores do patrimônio público, vai agora defender gente de muito maior escalão envolvida em corrupção.



E NÃO TENHAM DÚVIDAS QUANTO À SELETIVIDADE: TOLEDO, POR SER ALGUÉM QUE TEM LIGAÇÃO DIRETA COM PARLAMENTAR DESVIADOR DE RECURSOS PÚBLICOS, BARROS MUNHOZ, ANINHADO EM PARTIDO POLÍTICO QUE É "BLINDADO" CONTRA DENÚNCIAS DESSE TIPO DE DESVIO, SÓ VAI APONTAR O RABO SUJO DE POLÍTICOS CONTRÁRIOS A ESSE MESMO PARTIDO.

ASSIM, FICA BASTANTE "FÁCIL" ENTENDER CERTOS MIMOS QUE O PRESIDENTE DO TJSP FAZ AO PARTIDO QUE GOVERNA O MUNICÍPIO DE SP, DERRUBANDO LIMINAR DE UMA MENININHA FEIA E MIMADA QUE RESOLVEU BRIGAR COM A ADMINISTRAÇÃO PRÓ-MOÇADA DAS "BIKES"... CAPICHE???

JOSÉ RENATO NALINI, VAIDOSO POR CONDIÇÃO IDÊNTICA À DE GABRIEL CHALITA, NÃO PODERIA DEIXAR PASSAR A OPORTUNIDADE DE MOSTRAR-SE SIMPÁTICO AO POLÍTICO PROGRESSISTA QUE É FERNANDO HADDAD, CUJA MENTALIDADE GESTORA DE SP VAI MUITO ALÉM DAS GUERRAS DE COMADRE, UNHAS QUEBRADAS E LACINHOS COR-DE-ROSA QUE ENFEITAM O PODER PÚBLICO. 

LOGO, APÓS SUSPENDER A LIMINAR OBTIDA PELO MP, APARECE SOB OS HOLOFOTES DA MÍDIA, TAMBÉM COMO GESTOR PROGRESSISTA. NESSE TERRENO ESCORREGADIO EM QUE SE TRANSFORMOU O TJSP, SABE-SE QUE OS INTERE$$E$ QUE REALMENTE SÃO DEFENDIDOS, NÃO SÃO OS JURISDICIONAIS.


MAIS SOBRE O NOVO ASSESSOR DA PRESIDÊNCIA DA PETROBRÁS


Ante as notícias do escândalo do engavetamento que favoreceu Barros Munhoz, o desembargador se escusa em vista de equívoco cometido por uma simples servidora do TJSP que se esqueceu de lhe avisar sobre prescrição! mas o exercício do CARGO não é da servidora...


Disse o juiz aposentado, que dava mais atenção ao cargo de diretor da Escola Paulista da Magistratura. Pode-se imaginar o que aprendem os magistrados com um diretor desse nível na escola.


Aliás, não vai muito longe, faz pouco mais de um ano que o próprio presidente Nalini convocou (leia-se: obrigou) cerca de 50 magistrados ao comparecimento em um seminário ministrado por banqueiros, sem nenhum constrangimento e sem enxergar nessa convocação nenhum arranhão sequer contra a independência funcional desses servidores e pior: não se envergonhou desse evidente conflito de interesses entre banqueiros bafejados pela sorte de se aproximarem de pessoas que vão julgar seus milhões de ações e a maioria maciça de cidadãos comuns, simples mortais, em todo o Estado.


Fica a pergunta: só o recente aposentado age dessa forma? cinismo é o TJSP vazar SELETIVAMENTE essas práticas que são rotina na Corte, somente contra um juiz! a manchete recente é:


Desembargador de SP suspeito de 

beneficiar deputado se aposenta


FONTES:


Antes de vir a público a suspeita de ter favorecido o deputado Barros Munhoz em processo onde há, entre outras, acusação de "DESVIO DE VERBAS", o desembargador Armando de Toledo gozava de extenso apreço entre seus pares.


Agora sob a suspeita que o afasta do cargo com 11 anos de antecedência colocando-o sob indesejáveis holofotes da imprensa e na desconfortável posição de investigado pelo Conselho Nacional de Justiça, o desembargador parece ter perdido toda a admiração que o fez eleito diretor da Escola Paulista da Magistratura, conforme consta da entrevista ao site CONJUR, há quase um ano e meio:


ESCOLA DE MAGISTRATURA - EXEMPLO DE MESTRE

"Para presidir tribunal é preciso vocação, não antiguidade"




O desembargador que desejar administrar um tribunal terá que ser formado em Administração Política e Gestão Judiciária. Esta é a prospecção do desembargador Armando Sérgio Prado de Toledo, diretor da Escola Paulista de Magistratura. Para ele, quando houver uma estrutura de especialização na esfera de Administração do Judiciário oferecida a todos, esta será um requisito para uma pessoa concorrer à presidência da corte.
Às vésperas da próxima eleição para os cargos de direção do Tribunal de Justiça de São Paulo, que ocorrem em 4 de dezembro, Armando Toledo fala sobre o perfil desejável para ocupar tal posição. “Tenho certeza absoluta de que hoje em dia, para bem administrar e ter condições de trazer ao poder o que ele precisa, o gestor tem que ter vocação, e não antiguidade”. O diretor acredita que há uma série de fatores que não são necessariamente contemplados pelo critério de antiguidade, como saber relacionar-se politicamente e ter a visão de administrador. “Até a vontade de fazer, acho que requer um pouco mais de juventude”, resume.
Eleito em 2011 para o posto que havia assumido interinamente com a aposentadoria do desembargador Pedro Gagliardi, Armando Toledo escolheu a capacitação e a reciclagem como carros-chefes de sua gestão. Ele defende que hoje em dia não basta o juiz ter profundo conhecimento teórico da lei. 
Para Toledo, o magistrado deve falar fora dos autos, desde que não seja sobre o que está julgando. Ele considera o relacionamento com a imprensa fundamental, pois é ela que irá transmitir à sociedade o que o Judiciário faz. “E a sociedade não pode ter dúvida do que nós fazemos”, ressalta. Já com relação às transmissões ao vivo das sessões, tem certo receio, por considerar que a vaidade pode ser um obstáculo à celeridade dos julgamentos.
Armando Toledo continuará à frente da EPM até o início de 2014, quando será empossado o novo diretor. Em entrevista à revista eletrônica Consultor Jurídico, ele faz um balanço de sua gestão nestes dois anos, em que houve importantes mudanças na criação dos cursos. “Nós modificamos e começamos a ensinar o que é ser um juiz na prática”, definiu. Atualmente, os cursos têm duração de quatro meses, sendo dois presenciais e dois à distância. Egressos da escola, os juízes substitutos são acompanhados em suas varas nos dois primeiros anos.
A EPM está criando também uma pós stricto sensu em Gestão do Judiciário.
Uma das conquistas elencadas foi conseguir ampliar 20 vezes o número de cursos e alunos em dois anos. A escola conta hoje com uma equipe de quase 300 magistrados em seus quadros, e tem estabelecido parcerias com diversas instituições reconhecidas mundialmente. Ao todo, são 24 países conveniados. Ela se tornou uma referência mundial. Segundo Armando Toledo, isto se tornou possível porque no Brasil, em face do número de dificuldades, o Judiciário “teve a necessidade de aprimorar sua parte inventiva. Nós criamos uma expertise que não é normal nos outros países”, explica.
O desembargador é paulistano, tem 58 anos de idade, 34 dos quais dedicados à magistratura. É juiz de carreira e foi juiz do 2º Tribunal de Alçada Civil. Atualmente, atua na 31ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP.

RELACIONAMENTO POLÍTICO:

O DESEMBARGADOR TOLEDO SEMPRE ENTENDEU QUE O RELACIONAR-SE POLITICAMENTE ERA IMPRESCINDÍVEL AO BOM ÊXITO DA GESTÃO PÚBLICA. AGORA DEPENDE DESSE RELACIONAMENTO PARA SE LIVRAR DA REVERSÃO DA APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA EM COMPULSÓRIA, ALÉM DA PERDA DO CARGO.
NA FOTO, AO LADO DO DEPUTADO BARROS MUNHOZ, O DESEMBARGADOR POSA COM O DIPLOMA COMEMORATIVO DE 40 ANOS DE CARREIRA JURÍDICA, 30 DOS QUAIS NO JUDICIÁRIO
A CERIMÔNIA DA ENTREGA DA HONRARIA ACONTECEU POR OUTORGA DA ASSOCIAÇÃO DE CÔNSULES DO BRASIL, EM CERIMÔNIA NO CLUBE MONTE LÍBANO, EM 7 DE JULHO DE 2011. 
PORTANTO, QUANDO JÁ CONTAVA QUASE DOIS ANOS QUE RECEBERA UMA DENÚNCIA FORMAL CONTRA O POLÍTICO, POR DESVIO DE VERBAS NA PREFEITURA DE ITAPIRA, O DESEMBARGADOR CONFRATERNIZA COM O ACUSADO.
folha2

É FATO QUE OUTROS DESEMBARGADORES VEM PRATICANDO CONDUTAS SEMELHANTES E ALGUMAS ATÉ PIORES E NADA ACONTECE EM TERMOS CORRECIONAIS. 

POR EXEMPLO, COM A RELAÇÃO CONSTRANGEDORA ENTRE O EX-DEPUTADO E ATUAL SECRETÁRIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO EM SP, GABRIEL CHALITA E O PRESIDENTE DO TRIBUNAL JOSÉ RENATO NALINI.

REPORTAGEM DA FOLHA DE SP:
O desembargador Armando Sérgio Prado de Toledo, 59, do Tribunal de Justiça de São Paulo, requereu aposentadoria. Ele é investigado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), suspeito de haver retardado por mais de três anos uma ação penal contra o deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa Barros Munhoz (PSDB) para beneficiar o parlamentar paulista.
Reportagem da folha revelou em 17 de fevereiro a suposição de uma rede de proteção para blindar Toledo.
A aposentadoria foi concedida no último dia 11 pelo presidente do TJ-SP, desembargador Renato Nalini. Toledo poderia permanecer no cargo por mais 11 anos.
O conselheiro Gilberto Valente Martins, do CNJ, diz que a decisão não extingue a responsabilidade administrativa. “A aposentadoria voluntária pode ser convertida em compulsória, e o Ministério Público pode mover ação de perda do cargo e da aposentadoria”, diz Martins.
Barros Munhoz é suspeito de desviar dinheiro público quando era prefeito de Itapira (SP), entre 1997 e 2004. Os crimes de formação de quadrilha, fraude à licitação e omissão de informações ao Ministério Público prescreveram enquanto o processo estava com Toledo. Munhoz ainda responde ação penal por suposta apropriação e desvio de bens e rendas públicas por 33 vezes.
Toledo era diretor de Assuntos Legislativos da Associação Paulista dos Magistrados (Apamagis) e tratava de interesses do tribunal junto a órgãos públicos.
Um procedimento interno foi arquivado pelo então presidente do TJ-SP, desembargador Ivan Sartori, que não viu “irregularidade capaz de gerar aposentadoria compulsória ou disponibilidade, únicas penas a que estão sujeitos os desembargadores”.
Em junho de 2013, o então corregedor do CNJ, ministro Francisco Falcão, intimou Toledo para julgamento. A reclamação só entraria em pauta um ano depois, por decisão da corregedora Nancy Andrighi.
O julgamento foi marcado para 18 de novembro de 2014, mas a defesa de Toledo juntou, no dia da sessão, documentação volumosa, o que levou Andrighi a retirar a reclamação da pauta.
Dois dias depois da reportagem da Folha, Andrighi mandou incluir novamente a reclamação na pauta. Cabe ao presidente do CNJ, ministro Ricardo Lewandowski, colocar o processo em julgamento.
Toledo e seu advogado, Alberto Pavie Ribeiro, não se manifestaram.

APURAÇÃO DA CONDUTA DO DESEMBARGADOR PELO CNJ E A PERGUNTA: 
POR QUÊ SÓ ELE?
folha1 CNJ apura se desembargador de SP ajudou deputado tucano em ação penal
O Conselho Nacional de Justiça apura se o desembargador Armando Sérgio Prado de Toledo, do Tribunal de Justiça de São Paulo, retardou por mais de três anos o andamento de uma ação penal contra o deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa Barros Munhoz (PSDB) para beneficiá-lo.

O desembargador relatou um processo no qual Munhoz é acusado de formação de quadrilha, fraude em licitação e omissão de informações à Promotoria em um suposto direcionamento de contrato quando foi prefeito de Itapira (SP), entre 1997 e 2004.
Todos os crimes prescreveram no período em que o processo esteve com Toledo. “Ao longo de mais de três anos e quatro meses, não houve a prática de nenhum ato processual”, segundo constatou a Corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
O crime de formação de quadrilha especificamente prescreveu um mês antes de Toledo registrar seu voto, que foi contra o recebimento da denúncia por não atender às “exigências legais”.
Outros 17 desembargadores integrantes do órgão especial que analisou o caso discordaram de Toledo ao acatar a denúncia em agosto de 2012. Eles concordaram com o voto do revisor do processo, Luís Soares de Mello, que viu indícios de desvio de verbas por parte de Munhoz, atual líder do governo Geraldo Alckmin na Assembleia.
Durante duas sessões, Toledo não respondeu as interpelações dos desembargadores Grava Brasil e Urbano Ruiz, que desejavam saber que providências ele havia tomado como relator para justificar o atraso do processo.
ARQUIVAMENTO NO TJ
Em junho de 2013, o então corregedor nacional de Justiça, Francisco Falcão, determinou que a presidência do TJ-SP apurasse os fatos. O presidente à época, desembargador Ivan Sartori, instaurou o procedimento interno e arquivou o caso. Falcão registrou que o arquivamento “impediu o necessário aprofundamento das investigações”.
Toledo disse que exercia várias atividades no TJ e na diretoria da Escola Paulista da Magistratura. A corregedoria do CNJ pediu uma certidão da produtividade dele. Constatou que “não houve atraso no julgamento de qualquer outro processo”, além da ação contra Munhoz.
Em setembro de 2013, Falcão mandou intimar Toledo para sessão de julgamento. A reclamação disciplinar entrou em pauta em várias sessões no final do ano passado, mas não foi levado a julgamento pelo presidente do CNJ, ministro Ricardo Lewandowski, que também preside o Supremo Tribunal Federal.
Desde novembro de 2013, o sistema eletrônico do CNJ não registra movimentações do processo. Magistrados sugerem nos bastidores que há uma rede de proteção para blindar Toledo.
O julgamento finalmente foi marcado para 18 de novembro último por decisão da nova corregedora, ministra Nancy Andrighi, que examinara o processo.
No dia da sessão, porém, os advogados de Toledo protocolaram no CNJ uma documentação volumosa. Andrighi retirou o tema da pauta justificando a necessidade de analisar os documentos.
AÇÃO PENAL
Em janeiro deste ano, a vice-procuradora geral da República, Ela Wiecko de Castilho, entendeu que não havia indícios suficientes para uma investigação criminal por suspeita de prevaricação de Toledo. A decisão não interrompe o processo no CNJ.
Em sua defesa, Toledo disse que estava afastado há muito tempo do julgamento de ações penais, pois atuava desde 2002 na área cível.
Disse que contou com o trabalho de uma servidora, que jamais o alertou sobre “eventual prescrição” dos crimes.
Fontes:

O BLOG NOTICIOU COM RIQUEZA DE DETALHES, HÁ EXATOS SEIS MESES, A RELAÇÃO MAIS QUE PRÓXIMA ENTRE O PRESIDENTE DO MESMO TRIBUNAL - JOSÉ RENATO NALINI - E O EX-DEPUTADO GABRIEL CHALITA, QUE ROTINEIRA E FESTIVAMENTE É RECEBIDO EM SERESTAS E EPISÓDIOS POÉTICOS.

ENQUANTO O PRESIDENTE SE NEGA A RECEBER PESSOAS "INDELICADAS", AINDA QUE SUBJACENTE EXISTA A OBRIGAÇÃO FUNCIONAL DA QUAL O MONARCA SE AFASTA, COMO SE FOSSE LÍCITA A SELEÇÃO ENTRE OS QUE PODEM E OS QUE NÃO PODEM PISAR DEBAIXO DOS PÉS O SOLO DA CORTE, SÃO PAULO SE AFUNDA CADA VEZ MAIS EM CORRUPÇÃO.

NA GESTÃO DO ATUAL PRESIDENTE RENATO NALINI, GANHAM ESPAÇO PESSOAS PÚBLICAS QUE TEM COMPROVADOS DESVIOS DE CARÁTER, COMO ESSE MESMO, AGORA EX-CANDIDATO A MINISTRO DA EDUCAÇÃO, GABRIEL CHALITA. ESTAS, SÃO AS QUE PODEM ENTRAR E SAIR DA CORTE DE JUSTIÇA NA HORA QUE QUISEREM... PORQUE SÃO OS AMIGOS DO "REI".

FELIZMENTE, A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA RECUSOU NOMEAÇÃO "UNGIDA" E ESCOLHEU UM HOMEM DE PRINCÍPIOS ÉTICO-FILOSÓFICOS COMPROVADOS.

HÁ LUZ NO FIM DO TÚNEL QUANDO OS AMIGOS DO RÉU E OS AMIGOS DO REI JÁ NÃO SÃO AS ESCOLHAS OBRIGATÓRIAS. MAIS AINDA QUANDO É POSSÍVEL ATÉ MESMO EXERCER A CIDADANIA NA CRÍTICA, SEM QUE ISSO DEMONIZE OU ROTULE A QUEM QUER QUE SEJA, CASO DO MINISTRO A SER EMPOSSADO NA PRÓXIMA SEMANA.

FALTA AGORA, NA CORTE DE JUSTIÇA PAULISTA, QUE OUTROS DESEMBARGADORES, EMBORA AMIGOS DO REI, TAMBÉM SEJAM ALVO DE ATENÇÃO DA IMPRENSA E PRINCIPALMENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.

NO PRÓPRIO CNJ É PRECISO QUE HAJA UMA SEPARAÇÃO URGENTE ENTRE A SALA DA CORREGEDORIA E APOSENTOS MAIS "INTIMOS" NOS QUAIS TRANSITA UMA PARTE DA CORTE PAULISTA.

E TAMBÉM É URGENTE QUE SE APROFUNDEM AS INVESTIGAÇÕES SOBRE AS CONDUTAS PESSOAIS QUE SE MISTURAM COM O EXERCÍCIO DA JUDICATURA, NESSE FAMIGERADO EIXO BSB-SP.

SERIA SALUTAR SE COMEÇASSE A INVESTIGAÇÃO DO ÁPICE PARA A BASE, TRAZENDO A LUME AS RELAÇÕES ENTRE O REI AMIGO DO RÉU: DESEMBARGADOR JOSÉ RENATO NALINI E O POLÍTICO GABRIEL CHALITA.


Sandra Paulino

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

MIREM-SE NO EXEMPLO DAQUELAS MULHERES DE ATHENAS?

DESENHADO A PARTIR DE SETEMBRO DE 2012 COMEÇA A SE ARMAR, FINALMENTE, O GOLPE.

O governo federal está sob ataque e não vai dar certo qualquer projeto se não houver um basta nos ataques contra a Presidência da República.

Transparência também é respeito.

E por respeito, o Blog vai publicar.

MARTA SUPLICY SAIU DO GOVERNO ATIRANDO...

O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,marta-critica-dilma-ataca-colegas-e-afirma-ou-o-pt-muda-ou-acaba,1618119
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11/11/2014 11h02 - Atualizado em 11/11/2014 19h37

Em carta de demissão, Marta Suplicy faz crítica indireta à política econômica

Senadora petista assumiu o Ministério da Cultura em setembro de 2012.
Relação da ministra com Dilma Rousseff se desgastou nos últimos meses.

Filipe Matoso e Lucas SalomãoDo G1, em Brasília
Ministra da Cultura, Marta Suplicy, anuncia 500 bolsas para interessados em áreas de humanas. (Foto: Reprodução/Agência Brasil)
A petista Marta Suplicy pediu, por meio de carta,
demissão do cargo de ministra da Cultura.
(Foto: Reprodução/Agência Brasil)
A ministra da Cultura, Marta Suplicy, entregou na manhã desta terça-feira (11) carta de demissão ao Palácio do Planalto, informou a assessoria da pasta. No texto, a petista fez críticas indiretas à condução da política econômica no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff.
A ministra demissionária escreveu no documento protocolado nesta terça na Casa Civil esperar que, em seu segundo governo, Dilma escolha uma equipe econômica que "resgate a confiança e credibilidade" da atual administração. Ainda segundo ela, os novos comandantes da economia, "acima de tudo", devem estar comprometidos com o crescimento do país.



Como alguém pode criticar Marta Suplicy por dizer a verdade? o país não cresceu mesmo.

E Marta, como administradora... criou corredores exclusivos para ônibus, bilhete-único, CEUS, fez a lição direitinho com publicação de editais e gestão técnica séria. Perguntar à população, como foi sua Administração é um perigo para quem a critica.

Mais do que falar sobre a equipe econômicam Marta foi audaciosa e revelou os bastidores de um jantar servido em sua sala, para o grupo do "Volta, Lula". Imperdoável. Estilo: vou mas levo todos comigo. Ou o principal. Quem é ele?

E a porta para Marta entrar na disputa contra Haddad se fechou pela mesma mão, ao ser nomeado "secretário", que todos sabem o que fez enquanto na Educação do Estado... Só desvios. E processos ainda em andamento, desde improbidade administrativa até enriquecimento ilícito, apesar de toda a proteção que vem de seu dileto amigo e presidente do maior tribunal do mundo. Do mundo melhor. 

Os ataques da direita fascista e dos neoliberais, interessados francamente no roubo e desmonte de todos os programas sociais que entre outros prodígios acabaram com a indústria da seca nordestina e trouxeram pobres para dentro de universidades e aeroportos, além de tornar empregadinhas domésticas em profissionais com todos os direitos trabalhistas reconhecidos aos demais, apostam em mais um corrupto: NESTOR CERVERÓ.

Longe, muito longe de um crítico sério como Marta Suplicy, este elemento é ex-diretor da área internacional da Petrobrás, vai depor amanhã, 22 de janeiro e segundo seu diligente advogado, vai falar a verdade: a presidenta do Conselho de Administração da PETROBRAS foi omissa no processo da compra da Refinaria de PASADENA.


Vai questionar o que Dilma já disse sobre as falhas do parecer que assinou quando presidia o conselho, e que por assinar sem ler, precisa ser responsabilizada. 

O próprio estatuto diz que, se o conselho não cumprir as regras, ele é responsabilizado, inclusive com bloqueio de bens pessoais. Cuidado senhor serviçal, ops... Cerveró.  


Pois tudo que se planta, se colhe; observe o promotor que lutou durante mais de 20 anos por notoriedade e depois da missa de 7º dia só vão se lembrar de que era um sujeito longe de ser canonizado.


O que tem em comum esses acontecimentos? a figura feminina como alvo: Marta, Dilma, Cristina... 

Em pleno século XXI, não será possível exigir comportamentos iguais aos das mulheres que se submetiam à ditadura de ser a "parte fraca" na Grécia antiga. Mesmo naquela época, puderam mostrar que eram fortes, principalmente quando sozinhas. Esses homens que precisam se impor para se mostrarem "superiores", fustigam hoje mulheres que pensam ser aquelas antigas "geradoras". Ameaçam com estupros (como se pudessem!), sem a menor noção da sabedoria e do amor feminino. Estão expostos.

Na hora mais difícil, é fácil identificar os amigos.

E não será Dilma que ficará abandonada.


A EPIDEMIA DE CORRUPÇÃO, ATINGINDO DESDE O NÍVEL PRIMÁRIO DA GOVERNANÇA ATÉ OS ALTOS ESCALÕES DO PODER, PODE SER CONTROLADA.

Basta vontade conjugada com ação.

Será feito o controle. É questão de tempo saber por quem.


Sandra Paulino

terça-feira, 11 de março de 2014

A HISTÓRIA RECENTE DO BRASIL E A MARCHA DA FAMÍLIA COM DEUS - 2ª EDIÇÃO



2ª EDIÇÃO DA MARCHA DA MENTIRA

(NA PRIMEIRA SÓ FOI O CLERO QUE APOIAVA TORTURA E NA SEGUNDA, DEUS TAMBÉM NÃO VAI, PORQUE ELE É BRASILEIRO E QUER O BEM DESSE PAÍS)



POR QUÊ E QUEM FEZ ESSA CONVOCAÇÃO 
EM 2014, 50 ANOS DEPOIS DO 
GOLPE QUE DERRUBOU O PRESIDENTE 
JOÃO GOULART E IMPÔS AO BRASIL MEIO 
SÉCULO DE ATRASO?

 SÃO PERGUNTAS QUE VOCÊ DEVE FAZER A VOCÊ MESMO E OLHAR EM SUA VOLTA. 

CONHECE A HISTÓRIA DE OUTROS PAÍSES LATINO-AMERICANOS? NÃO, VOCÊ NÃO CONHECE NEM A SUA PRÓPRIA...

ESTUDE.

________________________________________

TEXTO EDITADO EM 13 DE DEZEMBRO 


HOJE FAZ 50 ANOS DO DISCURSO DO JANGO 

NA 

CENTRAL DO BRASIL EM 1964 ...

Apenas 18 dias depois, Jango foi deposto principalmente por DOIS MOTIVOS:

1. Adotou medidas que desagradaram setores conservadores, como a extensão dos direitos trabalhistas, redução da remessa de lucros de empresas estrangeiras ao Exterior.

2. As críticas da oposição e de setores das Forças Armadas aumentam, depois que Jango acelera as negociações para implantar as chamadas "REFORMAS DE BASE" que modificariam as estruturas agrária, bancária, administrativa e eleitoral do Brasil.

RESUMINDO:

Jango queria um país mais JUSTO, criando mecanismos democráticos para que o respeito aos direitos de cada pessoa pudessem ser realidade.

Para conseguir 'APOIO POPULAR' planejou uma série de comícios, o 1º na Central do Brasil.

DUZENTAS MIL PESSOAS ASSISTIRAM.

A aprovação do seu governo batia os 80%

JANGO ANUNCIOU A ASSINATURA DE UM DECRETO QUE TRANSFERIA PARA A PETROBRÁS TODAS AS REFINARIAS PARTICULARES.

Os que se sentiram "atingidos" por sua visão progressista, se uniram para sua derrubada, a fim de prevalecer por mais 50 anos, o atraso brasileiro.

O pobre cada vez mais pobre e o rico cada vez mais rico.

A "JUSTIÇA" CONTINUOU FUNCIONANDO EM BENEFÍCIO DE QUEM?

E EM PREJUÍZO? VOCÊ SABE?

OS BANCOS CONTINUARAM LUCRANDO...

AS EMPRESAS ESTRANGEIRAS GERANDO LUCROS ALTÍSSIMOS QUE IAM PARA FORA DO BRASIL.

O PRECONCEITO E A DISCRIMINAÇÃO CONTRA MINORIAS CONTINUOU CRESCENDO, ESPECIALMENTE CONTRA:

MULHERES, NEGROS E POBRES 

BRASILEIRO RICO TINHA CASA PRÓPRIA, CARRO, TELEFONE E EMPREGADOS DOMÉSTICOS.

PARA O "RESTO": PANCADA!

E OS QUE TIVERAM CORAGEM DE LUTAR CONTRA ISSO: PROCESSOS, TORTURA, CADEIA E MORTE.

COMEÇAVA, ENFIM, UMA ERA DE SOMBRAS QUE A MAIORIA DOS AINDA HOJE SOBREVIVENTES, PREFERE NEM LEMBRAR.

NASCIA A DITADURA MILITAR COM APOIO CIVIL AO REGIME.

DUROU 21 ANOS ESSE PERÍODO DE ESCURIDÃO.

NOSSOS OLHOS AINDA NEM SE ACOSTUMARAM DIREITO À LUZ... PISCAMOS E AGORA VEMOS PESSOAS DESAVISADAS, TRAIDORAS, IGNORANTES, EGOÍSTAS E MESQUINHAS, CHAMANDO DE NOVO A MENTIRA, A DOR E O SOFRIMENTO SOBRE SI...

MUITO LONGE DO CÁLCULO SOBRE "MORTOS" E "DESAPARECIDOS" AINDA NINGUÉM SABE, 50 ANOS DEPOIS, QUANTAS BRASILEIRAS E BRASILEIROS FORAM ASSASSINADOS POR SONHAREM E LUTAREM POR UM BRASIL MELHOR.

OS IDEAIS DE MILHÕES DE BRASILEIROS, FORAM DESTRUÍDOS PELA MENTIRA IMPOSTA NOS JORNAIS E ESPALHADA EM BOATOS SOBRE "COMUNISMO", MALDIÇÕES E PRAGAS, TUDO SOB AS BENÇÃOS PRINCIPALMENTE DA IGREJA CATÓLICA E DO PROTESTANTISMO, CUJOS LÍDERES APOIARAM A TORTURA E AJUDARAM A ABAFAR OS GRITOS DE SOCORRO DOS DESVALIDOS E ASSASSINADOS. 

TEMOS UMA DÍVIDA IMENSA COM OS QUE LUTARAM.

PRECISAMOS PAGAR ESSE TRIBUTO AOS QUE DERAM SUA VIDA, ACEITANDO LUTAR POR TODOS.

ÍNTEGRA DO DISCURSO

"Na sexta-feira, 13 de março de 1964, o presidente João Goulart defendeu as reformas de base propostas por seu governo em um grande comício na Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Cerca de 200 mil pessoas participaram do ato político.
Confira a íntegra do discurso:
Devo agradecer em primeiro lugar às organizações promotoras deste comício, ao povo em geral e ao bravo povo carioca em particular, a realização, em praça pública, de tão entusiasta e calorosa manifestação. Agradeço aos sindicatos que mobilizaram os seus associados, dirigindo minha saudação a todos os brasileiros que, neste instante, mobilizados nos mais longínquos recantos deste país, me ouvem pela televisão e pelo rádio.
Dirijo-me a todos os brasileiros, não apenas aos que conseguiram adquirir instrução nas escolas, mas também aos milhões de irmãos nossos que dão ao brasil mais do que recebem, que pagam em sofrimento, em miséria, em privações, o direito de ser brasileiro e de trabalhar sol a sol para a grandeza deste país.
Presidente de 80 milhões de brasileiros, quero que minhas palavras sejam bem entendidas por todos os nossos patrícios.
Vou falar em linguagem que pode ser rude, mas é sincera sem subterfúgios, mas é também uma linguagem de esperança de quem quer inspirar confiança no futuro e tem a coragem de enfrentar sem fraquezas a dura realidade do presente.
Aqui estão os meus amigos trabalhadores, vencendo uma campanha de terror ideológico e sabotagem, cuidadosamente organizada para impedir ou perturbar a realização deste memorável encontro entre o povo e o seu presidente, na presença das mais significativas organizações operárias e lideranças populares deste país.
Chegou-se a proclamar, até, que esta concentração seria um ato atentatório ao regime democrático, como se no Brasil a reação ainda fosse a dona da democracia, e a proprietária das praças e das ruas. Desgraçada a democracia se tiver que ser defendida por tais democratas.
Democracia para esses democratas não é o regime da liberdade de reunião para o povo: o que eles querem é uma democracia de povo emudecido, amordaçado nos seus anseios e sufocado nas suas reinvindicações.
A democracia que eles desejam impingir-nos é a democracia antipovo, do anti-sindicato, da anti-reforma, ou seja, aquela que melhor atende aos interesses dos grupos a que eles servem ou representam.
A democracia que eles querem é a democracia para liquidar com a Petrobrás; é a democracia dos monopólios privados, nacionais e internacionais, é a democracia que luta contra os governos populares e que levou Getúlio Vargas ao supremo sacrifício.
Ainda ontem, eu afirmava, envolvido pelo calor do entusiasmo de milhares de trabalhadores no Arsenal da Marinha, que o que está ameaçando o regime democrático neste País não é o povo nas praças, não são os trabalhadores reunidos pacificamente para dizer de suas aspirações ou de sua solidariedade às grandes causas nacionais. Democracia é precisamente isso: o povo livre para manifestar-se, inclusive nas praças públicas, sem que daí possa resultar o mínimo de perigo à segurança das instituições.
Democracia é o que o meu governo vem procurando realizar, como é do seu dever, não só para interpretar os anseios populares, mas também conquistá-los pelos caminhos da legalidade, pelos caminhos do entendimento e da paz social.
Não há ameaça mais séria à democracia do que desconhecer os direitos do povo; não há ameaça mais séria à democracia do que tentar estrangular a voz do povo e de seus legítimos líderes, fazendo calar as suas mais sentidas reinvindicações.
Estaríamos, sim, ameaçando o regime se nos mostrássemos surdos aos reclamos da Nação, que de norte a sul, de leste a oeste levanta o seu grande clamor pelas reformas de estrutura, sobretudo pela reforma agrária, que será como complemento da abolição do cativeiro para dezenas de milhões de brasileiros que vegetam no interior, em revoltantes condições de miséria.
Ameaça à democracia não é vir confraternizar com o povo na rua. Ameaça à democracia é empulhar o povo explorando seus sentimentos cristãos, mistificação de uma indústria do anticomunismo, pois tentar levar o povo a se insurgir contra os grandes e luminosos ensinamentos dos últimos Papas que informam notáveis pronunciamentos das mais expressivas figuras do episcopado brasileiro.
O inolvidável Papa João XXIII é quem nos ensina que a dignidade da pessoa humana exige normalmente como fundamento natural para a vida, o direito ao uso dos bens da terra, ao qual corresponde a obrigação fundamental de conceder uma propriedade privada a todos.
É dentro desta autêntica doutrina cristã que o governo brasileiro vem procurando situar a sua política social, particurlamente a que diz respeito à nossa realidade agrária.
O cristianismo nunca foi o escudo para os privilégios condenados pelos Santos Padres. Nem os rosários podem ser erguidos como armas contra os que reclamam a disseminação da propriedade privada da terra, ainda em mãos de uns poucos afortunados.
Àqueles que reclamam do Presidente de República uma palavra tranqüilizadora para a Nação, o que posso dizer-lhes é que só conquistaremos a paz social pela justiça social.
Perdem seu tempo os que temem que o governo passe a empreender uma ação subversiva na defesa de interesses políticos ou pessoais; como perdem igualmente o seu tempo os que esperam deste governo uma ação repressiva dirigida contra os interesses do povo. Ação repressiva, povo carioca, é a que o governo está praticando e vai amplia-la cada vez mais e mais implacavelmente, assim na Guanabara como em outros estados contra aqueles que especulam com as dificuldades do povo, contra os que exploram o povo e que sonegam gêneros alimentícios e jogam com seus preços.
Ainda ontem, trabalhadores e povo carioca, dentro da associações de cúpula de classes conservadoras, levanta-se a voz contra o Presidente pelo crime de defender o povo contra aqueles que o exploram nas ruas, em seus lares, movidos pela ganância.
Não tiram o sono as manifestações de protesto dos gananciosos, mascarados de frases patrióticas, mas que, na realidade, traduzem suas esperanças e seus propósitos de restabelecer a impunidade para suas atividades anti-sociais.
Não receio ser chamado de subversivo pelo fato de proclamar, e tenho proclamado e continuarei a proclamando em todos os recantos da Pátria – a necessidade da revisão da Constituição, que não atende mais aos anseios do povo e aos anseios do desenvolvimento desta Nação.
Essa Constituição é antiquada, porque legaliza uma estrutura sócio-econômica já superada, injusta e desumana; o povo quer que se amplie a democracia e que se ponha fim aos privilégios de uma minoria; que a propriedade da terra seja acessível a todos; que a todos seja facultado participar da vida política através do voto, podendo votar e ser votado; que se impeça a intervenção do poder econômico nos pleitos eleitorais e seja assegurada a representação de todas as correntes políticas, sem quaisquer discriminações religiosas ou ideológicas.
Todos têm o direito à liberdade de opinião e de manifestar também sem temor o seu pensamento. É um princípio fundamental dos direitos do homem, contido na Carta das Nações Unidas, e que temos o dever de assegurar a todos os brasileiros.
Está nisso o sentido profundo desta grande e incalculável multidão que presta, neste instante, manifestação ao Presidente que, por sua vez, também presta conta ao povo dos seus problemas, de suas atitudes e das providências que vem adotando na luta contra forças poderosas, mas que confia sempre na unidade do povo, das classes trabalhadoras, para encurtar o caminho da nossa emancipação.
É apenas de lamentar que parcelas ainda ponderáveis que tiveram acesso à instrução superior continuem insensíveis, de olhos e ouvidos fechados à realidade nacional.
São certamente, trabalhadores, os piores surdos e os piores cegos, porque poderão, com tanta surdez e tanta cegueira, ser os responsáveis perante a História pelo sangue brasileiro que possa vir a ser derramado, ao pretenderem levantar obstáculos ao progresso do Brasil e à felicidade de seu povo brasileiro.
De minha parte, à frente do Poder Executivo, tudo continuarei fazendo para que o processo democrático siga um caminho pacífico, para que sejam derrubadas as barreiras que impedem a conquista de novas etapas do progresso.
E podeis estar certos, trabalhadores, de que juntos o governo e o povo – operários , camponeses, militares, estudantes, intelectuais e patrões brasileiros, que colocam os interesses da Pátria acima de seus interesses, haveremos de prosseguir de cabeça erguida, a caminhada da emancipação econômica e social deste país.
O nosso lema, trabalhadores do Brasil, é “progresso com justiça, e desenvolvimento com igualdade”.
A maioria dos brasileiros já não se conforma com uma ordem social imperfeita, injusta e desumana. Os milhões que nada têm impacientam-se com a demora, já agora quase insuportável, em receber os dividendos de um progresso tão duramente construído, mas construído também pelos mais humildes.
Vamos continuar lutando pela construção de novas usinas, pela abertura de novas estradas, pela implantação de mais fábricas, por novas escolas, por mais hospitais para o nosso povo sofredor; mas sabemos que nada disso terá sentido se o homem não for assegurado o direito sagrado ao trabalho e uma justa participação nos frutos deste desenvolvimento.
Não, trabalhadores; sabemos muito bem que de nada vale ordenar a miséria, dar-lhe aquela aparência bem comportada com que alguns pretendem enganar o povo. Brasileiros, a hora é das reformas de estrutura, de métodos, de estilo de trabalho e de objetivo. Já sabemos que não é mais possível progredir sem reformar; que não é mais possível admitir que essa estrutura ultrapassada possa realizar o milagre da salvação nacional para milhões de brasileiros que da portentosa civilização industrial conhecem apenas a vida cara, os sofrimentos e as ilusões passadas.
O caminho das reformas é o caminho do progresso pela paz social. Reformar é solucionar pacificamente as contradições de uma ordem econômica e jurídica superada pelas realidades do tempo em que vivemos.
Trabalhadores, acabei de assinar o decreto da SUPRA com o pensamento voltado para a tragédia do irmão brasileiro que sofre no interior de nossa Pátria. Ainda não é aquela reforma agrária pela qual lutamos.
Ainda não é a reformulação de nosso panorama rural empobrecido.
Ainda não é a carta de alforria do camponês abandonado.
Mas é o primeiro passo: uma porta que se abre à solução definitiva do problema agrário brasileiro.
O que se pretende com o decreto que considera de interesse social para efeito de desapropriação as terras que ladeiam eixos rodoviários, leitos de ferrovias, açudes públicos federais e terras beneficiadas por obras de saneamento da União, é tornar produtivas áreas inexploradas ou subutilizadas, ainda submetidas a um comércio especulativo, odioso e intolerável.
Não é justo que o benefício de uma estrada, de um açude ou de uma obra de saneamento vá servir aos interesses dos especuladores de terra, quese apoderaram das margens das estradas e dos açudes. A Rio-Bahia, por exemplo, que custou 70 bilhões de dinheiro do povo, não deve bemeficiar os latifundiários, pela multiplicação do valor de suas propriedades, mas sim o povo.
Não o podemos fazer, por enquanto, trabalhadores, como é de prática corrente em todos os países do mundo civilizado: pagar a desapropriação de terras abandonadas em títulos de dívida pública e a longo prazo.
Reforma agrária com pagamento prévio do latifundio improdutivo, à vista e em dinheiro, não é reforma agrária. É negócio agrário, que interessa apenas ao latifundiário, radicalmente oposto aos interesses do povo brasileiro. Por isso o decreto da SUPRA não é a reforma agrária.
Sem reforma constitucional, trabalhadores, não há reforma agrária. Sem emendar a Constituição, que tem acima de dela o povo e os interesses da Nação, que a ela cabe assegurar, poderemos ter leis agrárias honestas e bem-intencionadas, mas nenhuma delas capaz de modificações estruturais profundas.
Graças à colaboração patriótica e técnica das nossas gloriosas Forças Armadas, em convênios realizados com a SUPRA, graças a essa colaboração, meus patrícios espero que dentro de menos de 60 dias já comecem a ser divididos os latifúndios das beiras das estradas, os latifúndios aos lados das ferrovias e dos açudes construídos com o dinheiro do povo, ao lado das obras de saneamento realizadas com o sacrifício da Nação.
E, feito isto, os trabalhadores do campo já poderão, então, ver concretizada, embora em parte, a sua mais sentida e justa reinvindicação, aquela que lhe dará um pedaço de terra para trabalhar, um pedaço de terra para cultivar. Aí, então, o trabalhador e sua família irão trabalhar para si próprios, porque até aqui eles trabalham para o dono da terra, a quem entregam, como aluguel, metade de sua produção. E não se diga, trabalhadores, que há meio de se fazer reforma sem mexer a fundo na Constituição. Em todos os países civilizados do mundo já foi suprimido do texto constitucional parte que obriga a desapropriação por interesse social, a pagamento prévio, a pagamento em dinheiro.
No Japão de pós-guerra, há quase 20 anos, ainda ocupado pelas forças aliadas vitoriosas, sob o patrocínio do comando vencedor, foram distribuídos dois milhões e meio de hectares das melhores terras do país, com indenizações pagas em bônus com 24 anos de prazo, juros de 3,65% ao ano. E quem é que se lembrou de chamar o General MacArthur de subversivo ou extremista?
Na Itália, ocidental e democrática, foram distribuídos um milhão de hectares, em números redondos, na primeira fase de uma reforma agrária cristã e pacífica iniciada há quinze anos, 150 mil famílias foram beneficiadas.
No México, durante os anos de 1932 a 1945, foram distribuídos trinta milhões de hectares, com pagamento das indenizações em títulos da dívida pública, 20 anos de prazo, juros de 5% ao ano, e desapropriação dos latifúndios com base no valor fiscal.
Na Índia foram promulgadas leis que determinam a abolição da grande propriedade mal aproveitada, transferindo as terras para os camponeses.
Essas leis abrangem cerca de 68 milhões de hectares, ou seja, a metade da área cultivada da Índia. Todas as nações do mundo, independentemente de seus regimes políticos, lutam contra a praga do latifúndio improdutivo.
Nações capitalistas, nações socialistas, nações do Ocidente, ou do Oriente, chegaram à conclusão de que não é possível progredir e conviver com o latifúndio.
A reforma agrária não é capricho de um governo ou programa de um partido. É produto da inadiável necessidade de todos os povos do mundo. Aqui no Brasil, constitui a legenda mais viva da reinvindicação do nosso povo, sobretudo daqueles que lutaram no campo.
A reforma agrária é também uma imposição progressista do mercado interno, que necessita aumentar a sua produção para sobreviver.
Os tecidos e os sapatos sobram nas prateleiras das lojas e as nossas fábricas estão produzindo muito abaixo de sua capacidade. Ao mesmo tempo em que isso acontece, as nossas populações mais pobres vestem farrapos e andam descalças, porque não tem dinheiro para comprar.
Assim, a reforma agrária é indispensável não só para aumentar o nível de vida do homem do campo, mas também para dar mais trabalho às industrias e melhor remuneração ao trabalhador urbano.
Interessa, por isso, também a todos os industriais e aos comerciantes. A reforma agrária é necessária, enfim, à nossa vida social e econômica, para que o país possa progredir, em sua indústria e no bem-estar do seu povo.
Como garantir o direito de propriedade autêntico, quando dos quinze milhões de brasileiros que trabalham a terra, no Brasil, apenas dois milhões e meio são proprietários?
O que estamos pretendendo fazer no Brasil, pelo caminho da reforma agrária, não é diferente, pois, do que se fez em todos os países desenvolvidos do mundo. É uma etapa de progresso que precisamos conquistar e que haveremos de conquistar.
Esta manifestação deslumbrante que presenciamos é um testemunho vivo de que a reforma agrária será conquistada para o povo brasileiro. O próprio custo daprodução, trabalhadores, o próprio custo dos gêneros alimentícios está diretamente subordinado às relações entre o homem e a terra. Num país em que se paga aluguéis da terra que sobem a mais de 50 por cento da produção obtida daquela terra, não pode haver gêneros baratos, não pode haver tranquilidade social.
No meu Estado, por exemplo, o Estado do deputado Leonel Brizola, 65% da produção de arroz é obtida em terras alugadas e o arrendamento ascende a mais de 55% do valor da produção. O que ocorre no Rio Grande é que um arrendatário de terras para plantio de arroz paga, em cada ano, o valor total da terra que ele trabahou para o proprietário. Esse inquilinato rural desumano é medieval é o grande responsável pela produção insuficiente e cara que torna insuportável o custo de vida para as classes populares em nosso país.
A reforma agrária só prejudica a uma minoria de insensíveis, que deseja manter o povo escravo e a Nação submetida a um miseravel padrão de vida.
E é claro, trabalhadores, que só se pode iniciar uma reforma agrária em terras economicamente aproveitáveis. E é claro que não poderíamos começar a reforma agrária, para atender aos anseios do povo, nos Estados do Amazonas ou do Pará. A reforma agrária deve ser iniciada nas terras mais valorizadas e ao lado dos grandes centros de consumo, com transporte fácil para o seu escoamento.
Governo nenhum, trabalhadores, povo nenhum, por maior que seja seu esforço, e até mesmo o seu sacrifício, poderá enfrentar o monstro inflacionário que devora os salários, que inquieta o povo assalariado, se não forem efetuadas as reformas de estrutura de base exigidas pelo povo e reclamadas pela Nação.
Tenho autoridade para lutar pela reforma da atual Constituição, porque esta reforma é indispensável e porque seu objetivo único e exclusivo é abrir o caminho para a solução harmônica dos problemas que afligem o nosso povo.
Não me animam, trabalhadores – e é bom que a nação me ouça – quaisquer propósitos de ordem pessoal. Os grandes beneficiários das reformas serão, acima de todos, o povo brasileiro e os governos que me sucederem. A eles, trabalhadores, desejo entregar uma Nação engrandecida, emancipada e cada vez mais orgulhosa de si mesma, por ter resolvido mais uma vez, pacificamente, os graves problemas que a História nos legou. Dentro de 48 horas, vou entregar à consideração do Congresso Nacional a mensagem presidencial deste ano.
Nela, estão claramente expressas as intenções e os objetivos deste governo. Espero que os senhres congressistas, em seu patriotismo, compreendam o sentido social da ação governamental, que tem por finalidade acelerar o progresso deste país e assegurar aos brasileiros melhores condições de vida e trabalho, pelo caminho da paz e do entendimento, isto é, pelo caminho reformista.
Mas estaria faltando ao meu dever se não transmitisse, também, em nome do povo brasileiro, em nome destas 150 ou 200 mil pessoas que aqui estão, caloroso apelo ao Congresso Nacional para que venha ao encontro das reinvindicações populares, para que, em seu patriotismo, sinta os anseios da Nação, que quer abrir caminho, pacífica e democraticamente para melhores dias. Mas também, trabalhadores, quero referir-me a um outro ato que acabo de assinar, interpretando os sentimentos nacionalistas destes país. Acabei de assinar, antes de dirigir-me para esta grande festa cívica, o decreto de encampação de todas as refinarias particulares.
A partir de hoje, trabalhadores brasileiros, a partir deste instante, as refinarias de Capuava, Ipiranga, Manguinhos, Amazonas, e Destilaria Rio Grandense passam a pertencer ao povo, passam a pertencer ao patrimônio nacional.
Procurei, trabalhadores, depois de estudos cuidadosos elaborados por órgãos técnicos, depois de estudos profundos, procurei ser fiel ao espírito da Lei n. 2.004, lei que foi inspirada nos ideais patrióticos e imortais de um brasileiro que também continua imortal em nossa alma e nosso espírito.
Ao anunciar, à frente do povo reunido em praça pública, o decreto de encampação de todas as refinarias de petróleo particulares, desejo prestar homenagem de respeito àquele que sempre esteve presente nos sentimentos do nosso povo, o grande e imortal Presidente Getúlio Vargas.
O imortal e grande patriota Getúlio Vargas tombou, mas o povo continua a caminhada, guiado pelos seus ideais. E eu, particurlamente, vivo hoje momento de profunda emoção ao poder dizer que, com este ato, soube interpretar o sentimento do povo brasileiro.
Alegra-me ver, também, o povo reunido para prestigiar medidas como esta, da maior significação para o desenvolvimento do país e que habilita o Brasil a aproveitar melhor as suas riquezas minerais, especialmente as riquezas criadas pelo monopólio do petróleo. O povo estará sempre presente nas ruas e nas praças públicas, para prestigiar um governo que pratica atos como estes, e também para mostrar às forças reacionárias que há de continuar a sua caminhada, no rumo da emancipação nacional.
Na mensagem que enviei à consideração do Congresso Nacional, estão igualmente consignadas duas outras reformas que o povo brasileiro reclama, porque é exigência do nosso desenvolvimento e da nossa democracia. Refiro-me à reforma eleitoral, à reforma ampla que permita a todos os brasileiros maiores de 18 anos ajudar a decidir dos seus destinos, que permita a todos os brasileiros que lutam pelo engrandecimento do país a influir nos destinos gloriosos do Brasil. Nesta reforma, pugnamos pelo princípio democrático, princípio democrático fundamental, de que todo alistável deve ser também elegível.
Também está consignada na mensagem ao Congresso a reforma universitária, reclamada pelos estudantes brasileiros. Pelos universitários, classe que sempre tem estado corajosamente na vanguarda de todos os movimentos populares nacionalistas.
Ao lado dessas medidas e desses decretos, o governo continua examinando outras providências de fundamental importância para a defesa do povo, especialmente das classes populares.
Dentro de poucas horas, outro decreto será dado ao conhecimento da Nação. É o que vai regulamentar o preço extorsivo dos apartamentos e residências desocupados, preços que chegam a afrontar o povo e o Brasil, oferecidos até mediante o pagamento em dólares. Apartamento no Brasil só pode e só deve ser alugado em cruzeiros, que é dinheiro do povo e a moeda deste país. Estejam tranqüilos que dentro em breve esse decreto será uma realidade.
E realidade há de ser também a rigorosa e implacável fiscalização para seja cumprido. O governo, apesar dos ataques que tem sofrido, apesar dos insultos, não recuará um centímetro sequer na fiscalização que vem exercendo contra a exploração do povo. E faço um apelo ao povo para que ajude o governo na fiscalização dos exploradores do povo, que são também exploradores do Brasil. Aqueles que desrespeitarem a lei, explorando o povo – não interessa o tamanho de sua fortuna, nem o tamanho de seu poder, esteja ele em Olaria ou na Rua do Acre – hão de responder, perante a lei, pelo seu crime.
Aos servidores públicos da Nação, aos médicos, aos engenheiros do serviço público, que também não me têm faltado com seu apoio e o calor de sua solidariedade, posso afirmar que suas reinvindicações justas estão sendo objeto de estudo final e que em breve serão atendidas. Atendidas porque o governo deseja cumprir o seu dever com aqueles que permanentemente cumprem o seu para com o país.
Ao encerrar, trabalhadores, quero dizer que me sinto reconfortado e retemperado para enfrentar a luta que tanto maior será contra nós quanto mais perto estivermos do cumprimento de nosso dever. À medida que esta luta apertar, sei que o povo também apertará sua vontade contra aqueles quenão reconhecem os direitos populares, contra aqueles que exploram o povo e a Nação.
Sei das reações que nos esperam, mas estou tranqüilo, acima de tudo porque sei que o povo brasileiro já está amadurecido, já tem consciência da sua força e da sua unidade, e não faltará com seu apoio às medidas de sentido popular e nacionalista.
Quero agradecer, mais uma vez, esta extraordinária manifestação, em que os nossos mais significativos líderes populares vieram dialogar com o povo brasileiro, especialmente com o bravo povo carioca, a respeito dos problemas que preocupam a Nação e afligem todos os nossos patrícios. Nenhuma força será capaz de impedir que o governo continue a assegurar absoluta liberdade ao povo brasileiro. E, para isto, podemos declarar, com orgulho, que contamos com a compreensão e o patriotismo das bravas e gloriosas Forças Armadas da Nação.
Hoje, com o alto testemunho da Nação e com a solidariedade do povo, reunido na praça que só ao povo pertence, o governo, que é também o povo e que também só ao povo pertence, reafirma os seus propósitos inabaláveis de lutar com todas as suas forças pela reforma da sociedade brasileira. Não apenas pela reforma agrária, mas pela reforma tributária, pela reforma eleitoral ampla, pelo voto do analfabeto, pela elegibilidade de todos os brasileiros, pela pureza da vida democrática, pela emancipação econômica, pela justiça social e pelo progresso do Brasil."

O DIA SEGUINTE:

Tente imaginar o rebuliço espalhado no país, depois que o Presidente encampa todas as refinarias de petróleo dizendo que tudo era "DO POVO" e a reação de empresários do setor.

Agora pense em como foi a reação dos latifundiários quando souberam que um decreto, "SUPRA", também declarava a função social da propriedade para fins de reforma agrária, inclusive todos os trechos de margem de rodovias estaduais e federais e ferrovias.

ISSO SE CHAMA REFORMA AGRÁRIA!

Por fim, numa época em que a maioria maciça da população nem mesmo sabia assinar o próprio nome, ele enviou ao Congresso uma reforma universitária e reforma eleitoral, dando direito de VOTO ao analfabeto.

A imprensa CAIU DE PAU!!!


JG SURPREENDE O PAÍS: REFINARIAS ENCAMPADAS
Publicado na Folha de S.Paulo, sabado, 14 de março de 1964

Neste texto foi mantida a grafia original
Falando ontem à multidão constituida de dezenas de milhares de pessoas, o presidente João Goulart surpreendeu o país ao anunciar que havia assinado o decreto de encampação de Capuava e de todas as refinarias particulares de petroleo. Informou tambem que assinara o decreto da SUPRA.
Ao iniciar seu discurso de 65 minutos, no comicio da Guanabara, o orador advertiu que seria franco, sincero e até rude, para ser bem entendido por todos os brasileiros.
O presidente salientou que o decreto da SUPRA representa apenas um passo inicial para a reforma agraria, que somente será possivel com a reforma da Constituição, "acima da qual está o povo".
Brizola

O deputado Leonel Brizola, em seu discurso, preconizou a formação de "um Congresso popular, integrado por camponeses, sargentos e oficiais nacionalistas", como "a unica saida pacifica para o impasse em que se encontra o nosso país". Após dizer que sua palavra talvez estivesse sendo impugnada, afirmou o sr. Leonel Brizola que "não aceitamos golpes contra os nossos direitos e liberdades" e que "temos que nos organizar para enfrentar a violencia e nos preparar para responder violencia com violencia."
O ex-governador gaucho foi constantemente interrompido, em suas criticas ao Congresso, pela assistencia, aos gritos de "fecha, fecha, fecha".
Refinarias

No surpreendente anuncio da encampação das refinarias particulares de petroleo, o sr. João Goulart disse que elas, a partir daquele instante, passavam a pertencer ao povo. Ao assinar o decreto - acrescentou - procurara ser fiel ao espirito de lei inspirado nos ideais patrioticos e imortais do presidente Vargas.
Capuava, uma das refinarias encampadas, estava na noite de ontem guardada por soldados da Força Publica, armados de metralhadoras. A diretoria da empresa passou a noite no interior da industria.
O decreto de encampação foi divulgado no Rio pouco depois do comicio.
Lacerda

No comicio de 90 minutos que se seguiu à inauguração do novo supermercado de Cascadura, o governador Carlos Lacerda disse que "a principal reforma de que o país necessita é a reforma das consciencias, para que fique livre dos traidores que estão enquistados nas cupulas sindicais e nos orgãos governamentais". Referindo-se ao comicio da Central, disse o governador da Guanabara que "quem deseja falar ou dialogar com o povo não precisa de tanques para garanti-lo". E acrescentou: "O povo não pode ficar entre o dilema reforma ou revolução. Na verdade, não podemos aceitar a reforma dos incompetentes e dos gatunos, nem a revolução dos traidores".
SUPRA

O decreto da SUPRA, que o presidente João Goulart assinou ontem, declara de interesse social, para fins de desapropriação, as areas rurais que ladeiam os eixos rodoviarios federais, os leitos das ferrovias nacionais e as terras beneficiadas ou recuperadas por investimentos exclusivos da União, em obras de irrigação, drenagem e açudagem, atualmente inexploradas ou exploradas contrariamente à função social da propriedade.
Pelo decreto, a SUPRA fica autorizada a baixar os atos necessarios à complementação das disposições nele contidas. As desapropriações serão efetivadas, de preferencia, nas areas mais populosas.
Voto ao analfabeto

O presidente anunciou tambem que acaba de enviar ao Congresso mensagens dispondo sobre a reforma eleitoral e sobre a reforma universitaria. A reforma eleitoral preconizada pelo Executivo incluirá o voto do analfabeto e a elegibilidade das praças de pré. O presidente não se estendeu sobre a reforma universitaria, limitando-se a dizer que será a "reclamada pelos estudantes brasileiros". Informou ainda que nas proximas horas assinará decreto que regulamenta os aluguéis de apartamentos para impedir "os preços extorsivos e abominaveis".


NÃO HOUVE MAIS COMÍCIOS.

AS SOMBRAS COMEÇAVAM A SE MOVIMENTAR 

NO DIA 31 DE MARÇO DE 1964 E

EM 1º DE ABRIL, OS MILITARES DERRUBARAM
JOÃO GOULART.

COMEÇAVA A DITADURA MILITAR

CONTRA TUDO E CONTRA TODOS 
OS QUE QUISESSEM O 
PROGRESSO DO BRASIL! 

(FIM DA EDIÇÃO DE 13/03/2014)

___________________________________________________________________________


ASSISTA UM PEQUENO VÍDEO SOBRE O CHILE DE 11 DE SETEMBRO DE 1973 E VEJA QUAIS PONTOS EM COMUM VOCÊ ENCONTRA COM O BRASIL DE 1964 E DE AGORA:


APRENDA QUE NÃO EXISTEM COINCIDÊNCIAS.

11 DE SETEMBRO DE 1973.

11 DE SETEMBRO DE 2001.

OUVIU FALAR ALGUMA VEZ EM
"ASSINATURAS OCULTISTAS"?

APRENDA O QUE OS TORTURADORES FAZEM, EM NOME DESSE "DEUS" CONVOCADO PARA ESSAS MARCHAS...

JULGUE VOCÊ MESMO SE GOSTARIA DE PASSAR - OU ALGUÉM DOS SEUS - POR ISSO.

NO BRASIL DE HOJE É POSSÍVEL ENXERGAR AS MUDANÇAS. E ELAS INCOMODAM.

CORRUPÇÃO SEMPRE EXISTIU E SEMPRE EXISTIRÁ.

POR QUÊ AS MUDANÇAS NO PERFIL DA SOCIEDADE, BRASILEIRA NÃO SÃO MAIS SUPORTADAS POR
AQUELA GENTE MESQUINHA E AUTORITÁRIA DO
"SABE COM QUEM VC ESTÁ FALANDO"?!

OS PROGRAMAS SOCIAIS, OS INCENTIVOS
À DISTRIBUIÇÃO DE RENDA, A GERAÇÃO DE EMPREGOS, A CRIAÇÃO DE UNIVERSIDADES, O POBRE NÃO SER "CADA VEZ MAIS POBRE" E SOBRETUDO O ACESSO À INFORMAÇÃO, ALIADOS À ABERTURA DE ARQUIVOS CONTENDO INFORMAÇÕES VERDADEIRAS E SEM MANIPULAÇÃO, JUNTO COM MEDIDAS TOMADAS PELO ESTADO BRASILEIRO EM PROL DA VERDADE HISTÓRICA, ABORRECEM OS PODEROSOS...

E SE TRANSFORMARAM NO MAIOR PESADELO DAS ELITES: BANQUEIROS, MILITARES DE ALTA PATENTE,
INTEGRANTES DO JUDICIÁRIO E DONOS DE GRANDES VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO.

É ESSA GENTE QUE ESTÁ POR TRÁS DO

GOLPE!

 NO MÊS DE MARÇO DE 1964, ESSA GENTE
MANIPULOU MASSAS QUE FORAM ÀS RUAS CONTRA A CORRUPÇÃO, CONTRA "OS COMUNISTAS" E CONSEGUIU, ESPECIALMENTE EM SÃO PAULO,
FARTO APOIO IDEOLÓGICO E FINANCEIRO PARA O GOLPE QUE DERRUBOU JANGO, PRESIDENTE ELEITO, QUE QUERIA REFORMAS DE BASE PARA O BRASIL.

FAÇA A SI MESMO, DEPOIS DE LER ESSE ARTIGO DE HISTÓRIA RECENTE DO BRASIL, A PERGUNTA:

FOI PRA ISSO QUE SE FEZ A MARCHA DE APOIO CIVIL À DITADURA MILITAR? PARA ACABAR COM A CORRUPÇÃO???



DADOS HISTÓRICOS:

SE VC NÃO TEM HÁBITO DE LER VÁRIAS FONTES, CONTRA E A FAVOR, TIRANDO UMA CONCLUSÃO
MEDIANAMENTE SÉRIA, DESISTA! ESSE ARTIGO 
NÃO VAI LHE ACRESCENTAR NADA. SÓ CONSEGUE
CHEGAR AO OBJETIVO DE SABER A VERDADE QUEM OUVE OS DOIS LADOS DE QUALQUER HISTÓRIA, EXAMINA PROVAS COMM ISENÇÃO
E TEM CORAGEM DE SE RENDER AOS RESULTADOS DESSA BUSCA, SEJAM ELES QUAIS FOREM. NA ESTRADA DA MENTIRA SE ANDA COM RAZOÁVEL VELOCIDADE E CONFORTO, ENQUANTO NA ESTRADA DA VERDADE, SE SUPORTAM INJUSTIÇAS, HUMILHAÇÕES E POR VEZES ATÉ A MORTE. SÓ UMA DELAS, PORÉM, TRAZ A MARCA
INDELÉVEL DO DEVER CUMPRIDO. 

O RESTO É BANDIDO DISFARÇADO DE QUALQUER COISA, É O QUE "PARECE MAS NÃO É". 

A Marcha da Família com Deus pela Liberdade é uma série de movimentos ocorridos em Março, do ano de 1964, em reação a “ameaça comunista” que muitos consideravam a partir do comício do presidente João Goulart, na Central do Brasil, no dia 13 de maio de 1964.

Antecedentes:

Esse comício foi o grande estopim para que, posteriormente, desencadeasse o Golpe de 64. Nele, então Presidente “Jango” havia prometido as chamadas “Reformas de Base”, um conjunto de reformas em diferentes áreas: área administrativa, área jurídica, área econômicas e agrária. Essas reformas feriam de certa forma s classes médias e altas da sociedade brasileira, visto que propunham a distribuição de bens e terras à população mais carente. O que provocou o levante da elite brasileira.
Desta maneira vários grupos sociais junto ao clero, as famílias, e os políticos mais conservadores fizeram várias marchas populares levando as ruas mais de um milhão de pessoas com a intenção de derrubar o governo do presidente João Goulart.

As marchas:

A primeira veio a acontecer no dia 19 de março, dia de São José que é considerado pela Igreja Católica o padroeiro das Famílias, em São Paulo, com uma grande participação de 500 mil pessoas. Tal manifestação teve a organização de “Campanha da Mulher pela Democracia” (Camde), da União Cívica Feminina e da Fraterna Amizade Urbana e Rural. É importante citar que nesta ocasião foi distribuído o “Manifesto ao povo do Brasil”, que pedia o afastamento do Presidente João Goulart.
No dia 2 de abril a “Marcha” aconteceu, também, no Rio de Janeiro. Na ocasião foram levados às ruas da cidade cerca de um milhão de pessoas que manifestaram contra o governo também.
Fora destes dois grandes centros urbanos do Brasil, a “Marcha” aconteceu também em Belo Horizonte e Curitiba, tendo uma contribuição importantíssima para o início do Governo Militar.
Os Militares entenderam que tais movimentos seria uma forma de consentimento da população brasileira ao Golpe que estava sendo preparado por eles e que seria posto em prática ainda em Março de 64.
Os grupos que fizeram parte destas “Marchas” aceitaram a imposição Militar, visto que consideravam melhor ter seus bens garantidos, mesmo com a falta da Democracia, do que tê-los confiscado pela “ameaça comunista” de Jango.
Esta aceitação da classe média e alta da sociedade Brasileira ao Golpe é até compreensível pois os militares, de certa forma, garantiram a segurança do país e a estabilidade.
Por: Pedro Augusto Rezende Rodrigues

UM TAPA NA CARA DA DITADURA!

REPARANDO AS INJUSTIÇAS 50 ANOS DEPOIS...

OS MILITARES DERAM O GOLPE MAS QUEM

FORMATOU ESSE ABSURDO?

O CONGRESSO NACIONAL!

AGORA, NOVOS REPRESENTANTES DO ESTADO 

BRASILEIRO TIVERAM DE REFAZER O CAMINHO.

ANDARAM NA ESTRADA DA MENTIRA E

AGORA SÃO FORÇADOS, SOB AS ALGEMAS

QUE A LEI IMPÕE AOS COVARDES, A

PERCORRER A ESTRADA DA VERDADE:

(a foto abaixo é emblemática! observe)




  atualizado às 17h19

Na presença de militares, Congresso devolve mandato a Jango

Devolução simbólica de mandato a João Goulart teve presença da presidente Dilma Rousseff e chefes das Forças Armadas





Solenidade contou com a presença de Dilma (esq.), do presidente do Congresso, Renan Calheiros (centro), e do vice-presidente da República, Michel Temer (dir.) Foto: Gustavo Lima / Agência Câmara
Solenidade contou com a presença de Dilma (esq.), do presidente do Congresso, Renan Calheiros (centro), e do vice-presidente da República, Michel Temer (dir.)
Foto: Gustavo Lima / Agência Câmara

  • Fernando Diniz
    Direto de Brasília
Às vésperas dos 50 anos do golpe militar de 1964, o Congresso Nacional devolveu simbolicamente o mandato de João Goulart, morto em 1976 no exílio depois de ter sido deposto da Presidência da República. O ato ocorre cerca de um mês depois da exumação do corpo do ex-mandatário, cujos restos mortais foram recebidos com honras militares em Brasília. O presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), entregou simbolicamente o diploma de presidente ao filho de Jango, João Vicente Goulart.
A sessão - acompanhada pelos chefes das Forças Armadas e pela presidente Dilma Rousseff - foi proposta pelos senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Randolfe Rodrigues (Psol-AP). No mês passado, o Senado anulou a sessão do dia 2 de abril de 1964 na qual foi declarada vaga a Presidência da República, tornando possível o afastamento de Jango. O golpe levou os militares ao poder, regime que perdurou até 1985, quando Tancredo Neves foi eleito pelo colégio eleitoral.




Naquele ano, o então presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, declarou vaga a cadeira do presidente da República, por entender que Jango estava fora do País, em lugar incerto. Segundo o senador Pedro Simon, o então chefe da Casa Civil, Darcy Ribeiro, chegou a entregar uma carta ao chefe do Legislativo que confirmava a presença do presidente em Porto Alegre (RS), na casa do comandante do 3º Exército, que foi ignorada.
Ao encerrar a sessão, Renan Calheiros afirmou que o ato simbólico declara que João Goulart foi uma vítima na história. "A mentira é tão nociva à verdade quanto o silêncio. Estamos declarando que Joao Goulart não era um fugitivo, mas sim uma vítima de um movimento militar que tentou fechar esta casa três vezes. (...) João Goulart foi deposto, foi vítima de um autoritarismo, de uma ilegalidade", disse. Calheiros e o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pediram desculpas, em nome do Legislativo, pela deposição de Jango.
Pedro Simon, que acompanhou os últimos momentos de João Goulart no Brasil, fez um longo resgate histórico sobre o golpe e voltou a afirmar que o então presidente decidiu não resistir, como queria o ex-governador Leonel Brizola, para evitar uma guerra civil. "Neste momento estamos realmente olhando para a frente. Não há nada aqui que queremos atingir, A, B, C ou D. O que há de bom é isto de nós podermos dizer que hoje se encerrou um ciclo e hoje se inicia outro", disse Simon.
Em seu discurso, o senador Randolfe Rodrigues lembrou a trajetória política de Jango, que foi deputado, ministro do Trabalho de Getúlio Vargas e eleito duas vezes vice-presidente, recebendo mais votos que o candidato a presidente, Juscelino Kubitscheck, em 1955. Naquela época, presidente e vice eram eleitos em votações separadas.
"Executivo e Legislativo se unem para prestar as homenagens ao presidente mais popular da história deste País. Talvez na história deste país não tenha um político com uma trajetória tão curta e tão celebrada", disse Randolfe, expondo em seguida a série de reformas progressistas que o então presidente tentou executar antes de ser deposto. "Entre escolher entre trabalhadores e as elites, João Goulart não titubeou, escolheu os trabalhadores", discursou.
O filho de Jango, João Vicente, agradeceu à presidente Dilma Rousseff pelo resgate da histórica com a Comissão da Verdade e defendeu reformas de base no Brasil. "Aquele golpe não foi praticado contra Jango, e sim contra suas reformas de base, que daria esperança aos mais marginalizados", disse. 
"Ainda hoje necessitamos de uma educação de base de tempo integral para nossas crianças e a destinação, como o Jango fez, de 11% do orçamento a educação. Ainda hoje precisamos de uma reforma política profunda. Necessitamos, presidente Dilma, daquele plebiscito para quem sabe discutirmos a reforma eleitoral que o país precisa", afirmou.



Jango será enterrado com honras de Chefe de Estado


Luciano Nascimento - Agência Brasil




Brasília - Depois de 37 anos, o ex-presidente João Goulart será enterrado hoje (6), desta vez com honras de chefe de Estado. O novo enterro de Jango, como era conhecido o ex-presidente, será realizado na tarde desta sexta-feira no município de São Borja, a 630 quilômetros de Porto Alegre, na fronteira do Brasil com a Argentina.
Os restos mortais do ex-presidente João Goulart saem por volta das 7h30 da manhã, da Base Aérea de Brasília, após terem sido analisados pelo Instituto Nacional de Criminalística do Departamento de Polícia Federal, depois de terem sido exumados no dia 13 de novembro. A exumação dos restos mortais de Jango, como era chamado, faz parte da investigação da Comissão Nacional da Verdade sobre a morte do ex-presidente.
Deposto pelo regime militar, Goulart morreu no exílio, na Argentina, em 6 de dezembro de 1976. A Comissão da Verdade analisa a possibilidade de o ex-presidente, que oficialmente teve como causa da morte um ataque cardíaco, ter sido assassinado no período da ditadura militar, na chamada Operação Condor, um plano organizado pelas ditaduras do Cone Sul para perseguir opositores.
No dia 14 de novembro, os restos mortais do ex-presidente foram recebidos com honras militares, em cerimônia que contou com a participação da presidenta Dilma Rousseff e dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, José Sarney e Fernando Collor.
Para a  cerimônia de reinumação (novo enterro) foi decretado feriado no município. O novo enterro será acompanhado pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, por integrantes da Comissão da verdade, pela viúva Maria Thereza, os filhos João Vicente e Denize e os netos de Goulart.
Edição: Graça Adjuto











NÃO SE ILUDA COM AS CHAMADAS 
SENSACIONALISTAS E MENTIROSAS DE 64,DE QUE O GOLPE FOI APOIADO PELA POPULAÇÃO, PORQUE ISTO É REMATADO ABSURDO!

NEM PENSE QUE O GOLPE COM APOIO CIVIL AOS MILITARES FOI DADO PARA QUE O BRASIL FICASSE LIVRE DA CORRUPÇÃO, PORQUE ESTE DESVIO ACONTECE NO MUNDO TODO, É DA NATUREZA HUMANA E PRECISA, PARA NÃO SE ESPALHAR, PULSO FIRME É ÉTICA, QUE SÓ SE CONSEGUE COM INSTRUMENTOS DE PARTICIPAÇÃO POPULAR E MÉTODO QUE DEVEM SER APLICADOS A TODOS E DE FORMA IGUAL, NÃO SELETIVA.

AINDA HÁ OS QUE DEFENDEM GOVERNOS MILITARES...DIZENDO QUE ELES NASCERAM E MORRERAM "POBRES". SERÁ? SÓ SE FORAM POBRES DE ÉTICA, FORMAÇÃO MORAL E VERGONHA NA CARA.

 ATÉ FIGUEIREDO, DE QUEM SE PODE DIZER QUE FEZ COISAS REALMENTE NOTÁVEIS, COMO A PROTEÇÃO AOS ÍNDIOS EM SUA FORMA DE VIVER, PODIA TER APURADO RESPONSABILIDADES LEGAIS DOS ENVOLVIDOS EM GRAVÍSSIMAS PRÁTICAS CONTRA ESSA PARCELA DE GENTE MALTRATADA POR INTERESSES PRINCIPALMENTE ECONÔMICOS.

 OS DITADORES E  SEUS AGENTES PERMITIRAM TORTURAS QUE ABRIAM AO MEIO A GOLPES DE FACÃO, INDÍGENAS PENDURADOS EM ESTACAS...

O "RELATÓRIO FIGUEIREDO" NARRA ESTA E OUTRAS PRÁTICAS, É UM DOCUMENTO HISTÓRICO, DE AUTORIA DO PROCURADOR JADER DE FIGUEIREDO VIEIRA, QUE CONTA UMA PARTE AINDA DESCONHECIDA DA HISTÓRIA DE TERROR CONTRA AS NAÇÕES INDÍGENAS NO BRASIL. SERÁ QUE ATACAR E DIZIMAR NAÇÕES INDÍGENAS É PARTE DO PLANO DE "SALVAR" O BRASIL DA CORRUPÇÃO E DOS "COMUNISTAS"?

http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2013/04/19/interna_politica,373426/filho-se-emociona-ao-falar-do-trabalho-de-investigacao-feito-pelo-procurador-sobre-massacre-indigena.shtml




DE NOVO VEM A PERGUNTA:

FOI PRA ISSO QUE SE FEZ A MARCHA DE APOIO CIVIL À DITADURA MILITAR? PARA ACABAR COM A CORRUPÇÃO???


OU SERÁ QUE A MATANÇA TINHA COMO OBJETIVO O DESAPOSSAMENTO DAS TERRAS QUE SECULARMENTE ERAM OCUPADAS POR POVOS DIFERENTES DE NÓS, EXPLORADOS E ESCRAVIZADOS PELO CAPITAL, INCLUSIVE ESTRANGEIRO?

"... Em 1963, ainda no governo do ex-presidente João Goulart, teve início no Congresso Nacional uma CPI para apurar denúncias contra o Serviço de Proteção aos Índios (SPI), que era um órgão do Ministério da Agricultura.
“O índio, razão de ser do SPI, tornou-se vítima de verdadeiros celerados que lhe impuseram regime de escravidão e lhe negam um mínimo de condições compatíveis com a dignidade da pessoa humana”, diz oRelatório Figueiredo. “O Serviço de Proteção ao Índio se degenerou a ponto de persegui-los até o extermínio.”
Diz Jader de Figueiredo Correia em seu Relatório, “citaremos, entre outros as chacinas do Maranhão, (índios Canelas) onde fazendeiros liquidaram toda uma nação, sem que o SPI opusesse qualquer ação. O episódio da extinção da tribo localizada em Itabuna, na Bahia, a serem verdadeiras as acusações, é gravíssimo. Jamais foram apuradas as denúncias de que foi inoculado o vírus da varíola nos infelizes indígenas para que se pudessem distribuir suas terras entre figurões do Governo. Mais recentemente os Cintas-Largas, em Mato Grosso, teriam sido exterminados por dinamite atirada de avião e extricnina adicionada ao açúcar enquanto os mateiros os caçam a tiros de “pi-ri-pi-pi (metralhadora). Os criminosos continuam impunes…”

O procurador Jader de Figueiredo verificou que a CPI do SPI  havia debruçado sobre um período curto – anos 1962/1963 – e apenas parte da Amazônia e do antigo Estado de Mato Grosso. Decidiu então ampliar a investigação de modo que pudesse percorrer as várias regiões do país.Em 1977, uma comissão parlamentar de inquérito foi aberta na Câmara para investigar violações de direitos humanos dos índios. No ano anterior, o procurador que produziu o relatório morreu em acidente de ônibus..."

http://www.viomundo.com.br/denuncias/indigenas.html

DO ÚLTIMO PRESIDENTE MILITAR, EM 2009, COLUNISTA DE CONHECIDA REVISTA SEMANAL, CONTOU QUE RECEBEU UM RELÓGIO ROLEX DE 
 NAJI NAHAS, QUALIFICADO PELA IMPRENSA DE "MEGAINVESTIDOR", PIVÔ DO DESASTRE RECENTE EM SJC NA FAMIGERADA "OPERAÇÃO PINHEIRINHO", NA NOITE EM QUE CONHECEU O PRESIDENTE EM JANTAR PATROCINADO PELO EMPRESÁRIO GEORGES GAZALE.

http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/tag/naji-nahas/

SE É POSSÍVEL ACREDITAR NA SINCERA AMIZADE DO EMPRESÁRIO ÁRABE PELO PRESIDENTE, A QUEM ENTREGOU O CAVALO FAVORITO "AMIR", O MESMO NÃO SE PODE DIZER DO MEGAINVESTIDOR, POIS ATRÁS DE CAROS PRESENTES A PERSONALIDADES, ESTÃO PEDIDOS IMPUBLICÁVEIS. O JOGO DA INFLUÊNCIA, DO COMPADRIO, DO "FAVOR" COM O CHAPÉU ALHEIO, NO CASO, DINHEIRO PÚBLICO.


DE NOVO VEM A PERGUNTA:

FOI PRA ISSO QUE SE FEZ A MARCHA DE APOIO CIVIL À DITADURA MILITAR? PARA ACABAR COM A CORRUPÇÃO???

E VC, AINDA ACREDITA QUE NA

DITADURA NÃO TINHA CORRUPÇÃO? 



NA DITADURA SE DISTRIBUÍAM 

DIVERSOS "PRESENTES" AOS "AMIGOS"

DO REGIME:


VIDEO SOBRE A CONCESSÃO DO SBT A SENOR ABRAVANEL, VULGO SILVIO SANTOS
O MESMO QUE MAIS TARDE, CINICAMENTE PROMOVEU A NOVELA "AMOR E REVOLUÇÃO"



DE NOVO VEM A PERGUNTA:

FOI PRA ISSO QUE SE FEZ A MARCHA DE APOIO CIVIL À DITADURA MILITAR? PARA ACABAR COM A CORRUPÇÃO???



MELHOR SOLUÇÃO PRA VC QUE 

ACREDITA EM HISTÓRIAS FORJADAS:

vá estudar a história do país!



VC pode começar sua pesquisa

com o apoio estadunidense ao 

GOLPE DE 1964


A HISTÓRIA DO GENERAL AMAURY KRUEL

O Instituto Presidente João Goulart, através de João Vicente Goulart, recebe a denúncia do então Major do Exército Erimá Pinheiro Moreira, esclarecendo em detalhes os motivos que levaram o general Kruel a apoiar a queda de Jango.


POR QUÊ O GENERAL KRUEL SUMIU DE REPENTE?

RESPOSTA: ASSISTA "O DOSSIÊ JANGO":


 


FOI PARA ISSO QUE VEIO O GOLPE?

VOCÊ SABERÁ QUE O GOLPE FOI DADO PELOS MILITARES MAS FOI CONGRESSO QUEM O FORMALIZOU.

OS ESTADOS UNIDOS RECONHECERAM O GOVERNO GOLPISTA IMEDIATAMENTE.
JANGO TINHA, SEGUNDO O IBOPE, CERCA DE 80% DE APROVAÇÃO POPULAR.
FOI DEPOSTO PORQUE TINHA PROPOSTO AS REFORMAS DE BASE QUE FARIAM DO BRASIL UM PAÍS UMA POTÊNCIA MUNDIAL QUE RIVALIZARIA INCLUSIVE COM QUEM BANCOU O GOLPE.
NESSE DOCUMENTÁRIO, QUE É DIFERENTE DE FICÇÃO, HÁ INDÍCIOS GRAVES DE COMO A CENTRAL DE INTELIGÊNCIA NORTE-AMERICANA SE ENVOLVEU NO ASSASSINATO DE JANGO, MESMO EXILADO NO URUGUAI.

DE NOVO VEM A PERGUNTA:

FOI PRA ISSO QUE SE FEZ A MARCHA DE APOIO CIVIL À DITADURA MILITAR? PARA ACABAR COM A CORRUPÇÃO???

OS MILITARES E A CORRUPÇÃO:

Ministério Público Militar investiga cartel criado no IME para ganhar licitações

CARLA ROCHA E VERA ARAÚJO
Publicado:
Atualizado:
RIO - Um cartel montado por militares e ex-militares do Exército para vencer licitações e abocanhar cifras milionárias de obras pagas com dinheiro público pôs no centro de uma investigação um dos mais importantes centros acadêmicos do país, o Instituto Militar de Engenharia (IME). De acordo com reportagem de Carla Rocha e Vera Araújo, publicada no Globo deste domingo, o Ministério Público Militar investiga pelo menos 12 empresas cujos sócios são parentes ou possíveis laranjas - pessoas ligadas a oficiais que já estiveram lotados no instituto - que prestaram serviços de consultoria como melhorias na BR-101, uma das maiores rodovias do país, recebendo algo em torno de R$ 15,3 milhões. Os primeiros levantamentos revelam que as empresas não funcionam nos endereços fornecidos à Receita Federal; há sócios que declaram morar até em favelas no Rio.
Os valores eram liberados de forma ágil, e há indícios de que algumas empresas foram constituídas só com a finalidade de vencer concorrências de cartas marcadas. A firma era criada e, poucos dias depois, já estava à frente de um projeto do IME, em geral em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do Ministério dos Transportes. A verba saía sempre através do IME.
Clima de caça às bruxas após denúncia
A maior parte do montante investigado foi pago por meio de ordens bancárias, entre 2004 e 2006, pouco antes de o esquema ser notado por outros militares, que o denunciaram a superiores, dando início a um clima de caça às bruxas na instituição. Empresas foram desativadas, outras mudaram de nome. Os militares que estariam ligados a elas deixaram o IME, transferidos ou após pedirem tranaferência, inclusive para outros estados.
Uma das empresas que mais receberam recursos públicos foi a GNBR, que, entre 2004 e 2008, teve R$ 3,3 milhões liberados, de acordo com o Portal da Transparência do Governo Federal, por meio de notas bancárias pagas pelo IME por serviços prestados ao próprio instituto e ao Colégio Militar do Rio. A GNBR já teve outras razões sociais com o mesmo CNPJ: JLG e Olecram. Seus sócios também figuram em outras sete empresas que já tiveram contratos com o IME. Metade delas tinha, entre seus donos, parentes de um militar que, na época, trabalhava no instituto.
Apesar do contrato com valores vultosos com o IME, a GNBR nunca funcionou no endereço fornecido à Receita. No local, uma casa simples de dois andares no Jockey, bairro pobre de São Gonçalo, ninguém ouviu falar no nome da firma ou conhece seus sócios.
A investigação está sendo conduzida pela procuradora Maria de Lourdes Souza Gouveia Sanson. O procedimento foi instaurado no 5 Ofício da Procuradoria de Justiça Militar no Rio, em 22 de janeiro deste ano. O Comando Militar do Leste apenas confirmou que está apurando os fatos denunciados. Entre os militares investigados, estão o major Washington Luiz de Paula (que era lotado no IME e tem cinco pessoas da família, entre elas cunhadas e sogro, nas empresas investigadas) e o capitão Márcio Vancler Augusto Geraldo (que na época era da comissão de licitação do instituto).
Leia mais sobre esse assunto em:



O GLOBO
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RIO - A Procuradoria de Justiça Militar do Rio de Janeiro apresentou denúncia contra seis militares do Exército e nove civis pelo desvio de recursos públicos em licitações realizadas pelo Instituto Militar de Engenharia (IME). Uma força-tarefa foi criada para investigar o caso depois que uma série de reportagens do GLOBO mostrou que as empresas envolvidas nas fraudes, ocorridas entre 2004 e 2005, pertenciam a laranjas ou a pessoas ligadas a militares da própria unidade.
O grupo montou um cartel para vencer as concorrências e abocanhar cifras milionárias. Segundo o Ministério Público Militar, o esquema gerou prejuízos aos cofres públicos de R$ 11 milhões. Os 15 envolvidos foram denunciados por peculato.
Em 2009, os procuradores receberam as primeiras informações anônimas relacionadas a irregularidades em processos licitatórios e a convênios entre o IME e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O MPM analisou 88 licitações, todas consideradas ilícitas.
As licitações analisadas tinham sempre a participação das mesmas oito empresas de dois empresários, assessorados por um contabilista. Os investigadores levantaram ainda que os empresários tinham uma relação antiga com um dos oficiais acusados e que já haviam fornecido bens e serviços ao IME, quando o militar era chefe do setor de materiais.
Segundo o MPM, a denúncia é referente a apenas uma parte das fraudes no IME. Outros quatro inquéritos ainda estão em andamento apurando denúncias semelhantes.

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E-mail envolvendo generais 

faz MP Militar pedir a prisão de 

oficial acusado de fraudes 

CARLA ROCHA E VERA ARAÚJO
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O PRÉDIO do Instituto Militar de Engenharia (IME), na Praia Vermelha, que está no centro de uma investigação sobre fraudes em licitações realizadas entre 2004 e 2006 Foto de Fábio Rossi - O Globo




O PRÉDIO do Instituto Militar de Engenharia (IME), na Praia Vermelha, que está no centro de uma investigação sobre fraudes em licitações realizadas entre 2004 e 2006 Foto de Fábio Rossi - O Globo
RIO - Um email com revelações bombásticas sobre supostas ações criminosas dentro do Instituto Militar de Engenharia (IME) foi encaminhado à Justiça e circula em listas de discussões de oficiais do Exército na internet. Com denúncias que vão de enriquecimento ilícito a pagamento de propinas mensais a generais do instituto e até a agentes da Polícia Civil, o documento é atribuído ao major Washington Luiz de Paula, mas não há confirmação de que ele seja o autor. Por considerar que a distribuição do material prejudica as investigações, o Ministério Público Militar pediu a prisão preventiva do oficial. Ele é um dos principais investigados no inquérito que apura um esquema de fraude no conceituado centro acadêmico, conhecido por ter um dos mais difíceis vestibulares do país. As denúncias do documento atingem 14 oficiais do Exército.
A mensagem foi enviada um dia depois de a primeira de uma série de reportagens sobre as irregularidades no IME ter sido publicada pelo GLOBO. O caso revelado pelo jornal tratava sobre as investigações em torno de umcartel de empresas que agia dentro da instituição de ensino, tendo como sócios parentes ou pessoas ligadas a militares da unidade à época dos fatos.Além de oficiais da ativa, agora lotados em outros quartéis, havia ainda, entre os suspeitos, militares que já passaram pelo instituto, mas atualmente estão na reserva.
O conteúdo do email, que relata fatos com riqueza de detalhes - a veracidade de alguns deles já foi constatada -, causou constrangimento no meio militar. A prisão do major Washington está sendo pedida por dois procuradores e uma promotora que integram a força-tarefa criada exclusivamente para investigar o caso: Maria de Lourdes Sanson, Antônio Antero dos Santos e Ana Cristina da Silva. Como as denúncias divulgadas no email se referem a oficiais lotados nos mais altos postos do Exército, o MP também considerou que houve quebra de hierarquia e disciplina. A Justiça, agora, tenta identificar a origem do material através de um rastreamento digital. O juízo da Auditoria Militar também já recebeu e analisa uma cópia do email.
Por meio de nota, a assessoria de imprensa do Exército informou que, durante as apurações preliminares que deram origem ao inquérito policial-militar, o oficial teria negado a autoria das denúncias divulgadas através da rede mundial. Os nomes dos integrantes do esquema de fraude são citados na mensagem eletrônica, porém, como as denúncias ainda estão sendo investigadas, os militares não serão identificados nesta reportagem. O autor do email diz que dispõe de provas, como vídeos e gravações. Ele também afirma estar sendo ameaçado de morte, dizendo saber que sua "cabeça está a prêmio". Leia a íntegra desta reportagem em O Globo Digital (somente para assinantes).
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Relatório do TCU confirma irregularidades no IME

CARLA ROCHA E VERA ARAÚJO
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RIO - Um relatório de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), de 2005, apontou uma série de irregularidades, algumas classificadas como graves, em contratos do Instituto Militar de Engenharia (IME) com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para obras da BR-101 no trecho do município de Osório, na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No documento, o tribunal chamou a atenção para a coincidência de sócios em empresas que competiam em licitações. Em duas tomadas de preços com apenas três concorrentes cada, dois deles, todos do Rio de Janeiro, tinham os mesmos sócios - Olecram e Acionom, na primeira, e Maili e Monan, na segunda. O TCU recomendou a anulação das licitações, mas o então comandante do IME, general de brigada Ernesto Ribeiro Rozani, recorreu e conseguiu que o tribunal reconsiderasse a decisão. Força-tarefa investiga o caso das irregularidades
Conforme o GLOBO revelou no domingo, essas empresas fazem parte de um grupo de consultorias ligadas a parentes ou a supostos laranjas de militares e ex-militares do IME. Após a denúncia do jornal, a procuradora-geral de Justiça Militar, Cláudia Márcia Ramalho Moreira Luz, criou umaforça-tarefa para investigar o caso.Um procedimento já tinha sido instalado em janeiro deste ano.
A auditoria feita por técnicos do TCU, porém, mostrou que, há cinco anos, o comando do IME já tinha conhecimento das irregularidades em licitações. Num trecho do relatório, o tribunal deixava claro que as coincidências de sócios nas empresas prejudicavam a competição, considerada fundamental pela lei para a obtenção dos melhores preços. De acordo com o acórdão, não se pode "aceitar a tese de que haja competição entre duas empresas que possuam o mesmo quadro societário". A situação foi considerada grave, embora, na época, se desconhecesse que as consultorias fossem ligadas a militares do órgão. As quatro empresas têm entre seus sócios parentes do major Washington Luiz de Paula, um dos investigados pelo Ministério Público Militar.General alegou falta de base legal para anular licitação
Num pedido de reexame impetrado junto ao TCU, o general Rozani reconheceu que, após determinação do tribunal, constatou coincidência societária em empresas que participaram de três licitações. Mas alegou dificuldade legal para declarar a nulidade dos contratos porque a "comissão permanente de licitação estaria isenta da obrigatoriedade da análise da composição acionária das empresas". Além disso, disse que foi dada ampla divulgação à concorrência por meio do site comprasnet (portal de compras do governo federal) e que os serviços já haviam sido prestados. O TCU aceitou os argumentos, mas registrou que a administração deveria identificar os responsáveis e que também não foram apresentados pelo IME os comprovantes de que foi dada publicidade à concorrência.
No mesmo acórdão, o TCU listou problemas nos convênios entre o Dnit, ligado ao Ministério dos Transportes, e o IME, do Ministério da Defesa. Entre eles, observava que eram contratadas empresas do Rio para prestar serviços em obras no Sul do país, o que aumentava as despesas com passagens aéreas. Citou um caso em que o pagamento foi feito um dia após a emissão da nota de empenho. Para o tribunal, só havia duas hipóteses para explicar a proeza: ou as empresas receberam valores superiores a R$ 100 mil por serviços realizados em um único dia ou o pagamento foi feito antes da execução dos serviços, o que é proibido por lei. Nesta quarta-feira, o IME divulgou nota oficial admitindo que as denúncias têm fundamento e estão sendo investigadas pelo Exército, inclusive por meio de um inquérito policial-militar. A assessoria do instituto diz que a instituição nada tem a ver com as irregularidades e que suas contas, de 2003 a 2008, foram aprovadas pelo TCU.

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DE NOVO VEM A PERGUNTA:

FOI PRA ISSO QUE SE FEZ A MARCHA DE APOIO CIVIL À DITADURA MILITAR? PARA ACABAR COM A CORRUPÇÃO???

OPERAÇÃO CONDOR:




A OPERAÇÃO CONDOR VISAVA A DESTRUIÇÃO DA DEMOCRACIA NO BRASIL, URUGUAI, CHILE, BOLIVIA, PARAGUAI E ARGENTINA E A MORTE DOS LÍDERES DE QUAISQUER MOVIMENTOS ARMADOS OU PACÍFICOS E SUAS FAMÍLIAS.

ANTES DA MORTE DE JANGO

Miguel Arraes escreveu da Argélia, no auge da Guerra Fria dizendo das cautelas que o presidente deposto deveria adotar, pois circulavam entre as lideranças de esquerda, notícias de um atentado contra ele, diante de sua disposição de voltar ao Brasil. Semanas depois, Leonel Brizola enviou uma carta a Jango, falando do risco contra sua vida.



Miguel Arraes e seu exílio na Argélia, pelo passaporte carimbado pela militância




Já adaptado à Argélia, Arraes foi convocado a reassumir seu papel entre as lideranças de esquerda e estabeleceu contatos em vários países. Além de circular pela Europa, foi ao Chile de Allende, à Cuba de Fidel, à China de Mao e à Palestina de Arafat

Para viver o exílio, Miguel Arraes dizia ser preciso ter resistência. Resistir para aprofundar o conhecimento sobre as questões do Brasil e para evitar que a separação física resultasse em alienação, no afastamento dos acontecimentos, dos problemas e das mudanças do país. Os primeiros meses do ex-governador de Pernambuco na Argélia foram dedicados quase exclusivamente à leitura, aos estudos e ao estabelecimento de contatos com o Brasil e com as lideranças políticas brasileiras que haviam sido banidas do país, a maioria exilada na América do Sul.

A distância do Brasil, as diferenças culturais e o isolamento inicial preocupavam Arraes. As dificuldades de adaptação só foram superadas à medida em que o ex-governador passou a dominar o francês, segunda língua da Argélia, que começou a aprender enquanto esteve preso no Brasil, por sugestão da esposa, Madalena, e quando passou a estreitar os laços com os integrantes da Frente de Libertação Nacional (FLN), partido que detinha o poder argelino. Isso determinou a aproximação de Arraes de outros exilados naquele território, especialmente integrantes dos movimentos de libertação da África. Arraes, assim, ampliou o alcance de sua atividade política, participando de discussões com lideranças do Terceiro Mundo e de partidos progressistas europeus.

Os contatos com o Brasil e com os brasileiros fora do país, a princípio, eram escassos. O ex-prefeito de Natal (RN) Djalma Maranhão, exilado em Montevidéu, no Uruguai, escreveu a Arraes, em dezembro de 1965, sete meses após a chegada na Argélia, reclamando da ausência do ex-governador no cenário político. "Você não escreve e não se articula. Não podemos deixar que os outros façam a revolução por nós. Sei que você não é homem de ilusões. E sendo aquele velho realista nordestino, precisa ocupar o lugar que a história lhe destinou no panorama brasileiro". Algumas lideranças da esquerda brasileira, como mostram cartas do arquivo de Arraes, chegaram a debater a conveniência de o ex-governador permanecer na África e outros defenderam a volta dele ao Brasil, como Carlos Marighella.

Quando já estava adaptado à Argélia, Arraes intensificou a troca de correspondências e organizou uma rede de contatos que podiam circular livre ou clandestinamente entre os três continentes - América, Europa e África. O ex-ministro da Defesa Waldir Pires lembra que esteve clandestino na Argélia em 1966 para discutir questões políticas com Arraes. No arquivo do ex-governador, existe a prestação de contas dessa reunião, que foi chamado de Primeira Conferência de Argel. Entre os papéis, encontram-se 12 canhotos de passagens aéreas emitidas. Além de Waldir Pires, foram convidados Djalma Maranhão, Almino Afonso (exilado no Chile) e Hebert José de Souza, o Betinho, que ainda se encontrava no Brasil - ele foi exilado no início da década de 70. Com o recrudescimento da ditadura no governo Médici (1969-1974) e a sinalização de mudanças com Ernesto Geisel (1974-1979), essa rede ficou mais eficiente.

Arraes não veio clandestinamente ao Brasil, mas viajou muito para manter contatos com os brasileiros e com outras lideranças mundiais. Não tinha passaporte brasileiro, mas recebeu um passaporte diplomático do governo argelino. Paris tornou-se uma espécie de segunda casa do ex-governador, apesar de ele ter passado um tempo proibido de entrar na França por causa de um decreto assinado pelos franceses atendendo a um pedido dos militares brasileiros, revogado posteriormente.

Arraes circulou pela Europa e foi ao Chile, ainda durante o governo de Salvador Allende. Também esteve em Cuba, para conversar com Fidel Castro e com os brasileiros que lá estavam; na Palestina, em encontros promovidos pela Organização pela Libertação da Palestina (OLP); e na China, onde permaneceu 20 dias a convite do Partido Comunista - na época, o mundo estava impressionado com a marcha de Mao Tse-Tung. Além disso, os estudos e análises publicados por Arraes tiveram grande repercussão e o ex-governador foi convidado para participar de seminários, debates e congressos.

1966

Fevereiro

- Castello Branco torna indiretas as eleições para governadores no Brasil.

- O padre Camilo Torres morre na selva colombiana.

Março

- Protestos no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Belo Horizonte contra a ditadura.

- Duas bombas explodem no Recife.

Maio

- Começa em Xangai a revolução cultural chinesa.

- Manifestação contra a guerra do Vietnã em Washington (EUA).

Junho

- Golpe militar na Argentina: general Onganía assume o poder.

Julho

- Atentado a bomba contra Costa e Silva no Aeroporto dos Guararapes, no Recife.

- Fracassam duas tentativas cubanas de implantar uma guerrilha na Venezuela.

Outubro

- O Congresso elege Costa e Silva presidente do Brasil.

- Castello Branco fecha o Congresso por dez dias e cassa seis deputados.

Novembro

- JK e Carlos Lacerda encontram-se em Lisboa (Portugal) e unem-se na Frente Ampla.

- Che Guevara chega às montanhas da Bolívia.

1967

Janeiro

- Promulgada a nova Constituição brasileira.

Fevereiro

- Muda a moeda brasileira, começa a era do Cruzeiro Novo.

Março

- Costa e Silva toma posse como presidente do Brasil.

- Delfim Neto assume Ministério da Fazenda.

Abril

- Deposto o rei Constantino da Grécia. Assume uma junta de militares.

Maio

- Criado o Centro de Informações do Exército (CIE), no Brasil.

- Carlos Mariguella, um dos principais líderes da esquerda no Brasil, manda militantes a Cuba.

Junho

- Sargentos cassados fundam o que viria

a ser a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).

- Guerra dos Seis Dias. Israel entra em Jerusalém e toma à Síria as colinas de Golan

Julho

- Morre Castello Branco.

- A 1ª Conferência da Olas começa em Havana (Cuba).

Outubro

- Assassinato de Che Guevara na Bolívia.

Novembro

- Aliança Libertadora Nacional (ALN)

assalta um carro pagador e mata um fazendeiro em São Paulo.

Dezembro

- Carlos Mariguella rompe com o PCB.

"Ele sofria de uma nostalgia tão forte quanto sua fibra patriótica"

Nacer Mehal
Especial para o Diario
"É difícil descrever o homem e o militante Miguel Arraes em algumas linhas. Em Alger - nos anos de exílio -, Miguel se tornou, em pouco tempo, o ícone de todos os políticos e observadores, uma vez que, naquela época, a capital argelina era, segundo as palavras de Amilcar Cabral, 'A meca dos revolucionários'. É preciso, provavelmente, começar por descrever a época antes de descrever o homem, porque os dois estão intimamente ligados, indissociáveis na voluptuosidade da luta revolucionária que tinha como trama a dignidade do homem.

Em Alger se encontravam angolanos, palestinos, moçambicanos, gente da África do Sul, da Namíbia, em suma, de todos os territórios, de todos os horizontes, de todas as raças e etnias, de todas as religiões. Em comum, uma palavra: libertação. Lá estava nosso caro amigo Miguel Arraes. Ele amava escutar, era um pouco loquaz, às vezes explosivo. Tudo dependia do interlocutor e do assunto. Ele tinha uma fibra patriótica tão forte que sofria de uma nostalgia tão forte quanto. Reencontrava suas forças na finalidade da luta, nas promessas de dias futuros de liberdade para o povo brasileiro.

Miguel possuía o dom de analisar as coisas do mundo em poucas palavras: ligava os sofrimentos de seu povo a outros sofrimentos, como o dos vietnamitas, dos sul-africanos ou dos palestinos. Ele assegurava a continuidade destas lutas. Regava seus convivas, a um certo ponto numerosos, com uma séria dose de otimismo. Era o precioso conselheiro de Aristides Pereira (do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde - PAIGC), de Amílcar Cabral (do PAIGC), de Eduardo Mondlane (da Frente de Libertação de Moçambique - Frelimo), de todos aqueles que queriam conhecer, saber qual seria a ligação entre a África e a América do Sul.

Pouco a pouco, depois da Revolução dos Cravos em Portugal, as primeiras flores começaram a desabrochar: as flores da liberdade reencontrada. Miguel participava de todas essas festas e celebrações, esperando o vento do Brasil.... Para viver à sua vez o sonho de toda uma vida."

- Diretor da Agência de Notícias da Argélia (APS). Conheceu Arraes durante os anos 70, quando a FLN, partido que liderou a luta contra o colonialismo francês, promovia o contato da imprensa com as lideranças políticas. O último encontro entre Arraes e Mehal foi em 1984, durante as comemorações dos 30 anos da independência argelina.



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NOVE MESES E TRÊS MORTES: "PROJETO ANDRÉIA"?

JUSCELINO KUBI cidente - 22 de agosto de 1976
JOÃO GOULART - dezembro de 1976
CARLOS  LACERDA - março de 1977 

Por quê não se fez autópsia no corpo de Goulart e principalmente, que estranhas coincidências levaram à morte, APENAS DEZOITO PESSOAS, sendo 16 delas por problemas cardíacos, de algum modo ligadas ao presidente deposto?

Um dos grandes amigos de Jango,  uruguaio que primeiro denuncia o plano de seu extermínio, também morre.

O delegado Sérgio Paranhos Fleury esteve no Uruguai em busca de informações.

Um legista Carlos Miles, que ameaçou contar o plano da inserção de remédios manipulados para matar Jango, em sua própria casa, morreu ao cair da sacada. Barreiros Neira, funcionário da polícia do Uruguai, diz claramente como foram manipuladas drogas para matar o presidente.

FREDERICK LATRASH, era um agente da CIA no Uruguai para dar cabo de Goulart. Mais tarde, tornou-se assessor de um senador do Partido Repúblicano estadunidense, John McCain. Sinistra personagem, foi ouvido pelo governo chileno. EDUARDO FREI, que já tinha se envolvido na derrubada de ALLIENDE e depois de alguns anos se opôs a PINOCHET, acabou morto durante uma cirurgia, pelo uso indevido de gás mostarda. 

JANGO foi pressionado a renunciar à condição de asilado político e assinou uma carta, um mês antes de morrer, aceitando a condição de simples residente no Uruguai, fato que não chegou a ser formalizado.

Outras vítimas da Operação Condor, não aceitam a condição de refugiadas e acabam mortas em acidentes e vítimas de problemas cardíacos, sob condições suspeitas.

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HOJE AINDA SE FALA NA GUERRA FRIA

08/03/2014 - Copyleft

A Guerra Fria ainda não acabou

O inimigo do bloco ocidental agora não é o comunismo, mas sim todos os povos não ocidentais (BRICS, ALBA, Unasul) que questionam a ordem unipolar do mundo


Pierre Charasse (*)
Arquivo

A crise na Ucrânia coloca em evidência a crescente distância que separa o bloco ocidental da Rússia. Desde o colapso da URSS, em 1991, no mundo ocidental, sob a liderança dos Estados Unidos, foi estabelecida como prioridade estratégica não permitir nunca que a Rússia se elevasse novamente enquanto superpotência mundial. Os Estados Unidos desenvolveram uma estratégia de contenção para obrigar seus aliados da União Europeia e da OTAN a estabelecer toda uma rede de acordos políticos, comerciais e militares para impedir a Rússia de exercer novamente um papel de contraposição mundial aos Estados Unidos. Nos anos 90, os ex-membros da URSS entraram na OTAN e Washington pressionou a UE para admiti-los como novos sócios, desvirtuando assim o espírito originário da instituição europeia.

Está claro que, para o governo norte-americano, os espaços cobertos pela UE e pela OTAN devem coincidir. Desde os anos 90, a prioridade para os ocidentais era forçar a Rússia, derrotada ideologicamente e economicamente debilitada, mas ainda uma superpotência nuclear, a uma certa conduta, em particular sobre o desarmamento convencional, em troca de uma aproximação com as economias ocidentais. Criou-se a OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) em 1995 para tratar dos assuntos referentes ao desarmamento convencional e das fronteiras da periferia da Rússia.

Desde então, o bloco ocidental considera que as ex-repúblicas soviéticas, do mar Báltico até a China, são uma extensão da Europa Ocidental e, portanto, entram na área de intervenção da OTAN, o que incomoda Moscou fortemente. Em 1994, para acabar definitivamente com a bipolaridade do mundo e não dar à Rússia o estatuto de potência global, o G7, verdadeiro centro de poder ideológico, político e econômico do mundo (Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, Japão, Canadá) decidiu criar um foro específico de diálogo com a Rússia, o G8. O G8 foi concebido para neutralizar a Rússia e lhe impor certas regras sobre a segurança mundial, novas ameaças, desarmamento, proliferação nuclear, terrorismo etc. Apesar do tratamento humilhante e discriminatório, a Rússia sempre deu boas demonstrações de colaboração.

Entretanto, os ocidentais lhe veem com profunda desconfiança, em especial porque os novos sócios da OTAN-UE das ex-repúblicas soviéticas se sentem vulneráveis diante de supostas pretensões expansionistas russas.

A Rússia, por razões geográficas, precisa de estados-tampões amigos ou de, pelo menos, neutros a oeste de sua fronteira. Em uma atitude muito prepotente, Washington nega à Rússia o direito de garantir sua segurança territorial em sua periferia e se surpreende que Moscou se sinta cercada por países membros da OTAN, com organização militar que não deixou de se fortalecer depois do fim do Pacto de Varsóvia.

Os Estados Unidos consideram ser o único a ter direito de organizar o mundo pós-soviético em função de seus interesses nacionais, de deslocar bases ou mísseis de acordo com as necessidades do momento (Europa, Pacífico), de atuar com ou sem a permissão da ONU (Afeganistão, Iugoslávia, Iraque, Líbia, Síria…) É a lei do mais forte. Com que legitimidade ou autoridade moral Obama pode proclamar que a Rússia está do lado errado da história?

A Rússia é um país euro-asiático com tradições políticas orientais alheias aos padrões ocidentais, gostemos disso ou não. O povo russo tem raízes milenares e uma relação muito especial com o poder, com a autoridade e com a religião ortodoxa sendo, ao mesmo tempo, rebelde e amante da liberdade. Em 20 anos, as práticas democráticas ocidentais não conseguiram permear todas as camadas da sociedade russa que, desde o século XII, sente, em sua maior parte, a necessidade de ter um poder autocrático forte por trás dos muros do Kremlin, nacionalista e paternalista. O amor à pátria (Ródina) e à terra (Ziemlia) representam um cimento que os ocidentais não veem e não entendem.

As discussões entre os eslavófilos e ocidentalistas que aconteceram na Rússia nos séculos XIX e que atualmente dividem a Ucrânia e o mundo eslavo ainda estão muito presentes. O povo russo está convencido de sua natureza e de sua vocação para servir de ponte entre a Europa e a Ária, e questiona profundamente a autoproclamada missão civilizadora do Ocidente, rejeitando o capitalismo mercantil representado pelos oligarcas corruptos apoiados pelo Ocidente.

Os povos da ex-União Soviética ainda lembram com emoção e orgulho a Grande Guerra Patriótica (Segunda Guerra Mundial), que lhes custou 20 milhões de mortos sacrificados para salvar a pátria mãe. Estão muito ressentidos pela falta de reconhecimentos dos europeus por este sacrifício que permitiu, tanto quanto o desembarque norte-americana, libertar a Europa da dominação nazista. Desde o desaparecimento da URSS, a Rússia se sente ferida e humilhada pelo Ocidente.

Quer recuperar seu estatuto de grande potência e que sejam reconhecidos seus direitos legítimos de segurança em suas fronteiras terrestres e marítimas. Nunca aceitará se mutilar perdendo sua base naval em Sebastopol. É um porto estratégico que lhe dá saída para o mar Negro e para o Mediterrâneo. Tampouco aceitará o desenvolvimento dos mísseis do escudo da OTAN que apontam diretamente para seu território.

Putin utilizou, nos últimos dias, os mesmos argumentos que os Estados Unidos e seus aliados usaram para justificar suas ações na Crimeia: proteger a segurança de seus cidadãos. E invoca o precedente criado pelo Ocidente na Iugoslávia e no Kosovo para pedir um referendo na Crimeia ou em outras partes da Ucrânia. Um referendo poderia decidir a autonomia da Crimeia ou de outras províncias pró-russas, ou sua independência, ou sua reincorporação à Rússia. Vladimir Putin é um grande estrategista, formado na escola diplomática soviética, bem como seu brilhante chanceler Serguéi Lavrov. Ele sabe muito bem até onde ir, ate onde sua política é expressão de um consenso nacional e patriótico e que, nos territórios da ex-União Soviética ainda há muita nostalgia pela grandeza perdida.

Sabe que os países europeus nunca serão lançadas operações militares contra a Rússia e que não estão dispostos a se sacrificar para ajudar a Ucrânia. Os países ocidentais deveriam lembrar da crise da Geórgia em 2008. A Rússia mobilizou um potente aparato militar para parar aquilo que considerava uma intolerável agressão à sua integridade territorial e colocar um basta na aventura irresponsável fomentada pelo Ocidente.

Na Europa ocidental, há divergências diante da crise ucraniana. Vários países dependem de petróleo e de gás russos. A Alemanha tem muitos compromissos com a Rússia. Os falcões norte-americanos não entendem a prudência de muitos governos europeus diante da Rússia, se enfurecem e os insulta. A UE, desgarrada quanto a seus interesses estratégicos com seu grande vizinho europeu e seu medo de desagradar seu mentor transatlântico, mostra sua fraqueza extrema. Sua política externa é inconsistente. Putin, não sem razão, adverte o Ocidente que as sanções econômicas prejudicarão os que as promovem e que a Rússia pode viver sem o G8. No Conselho de Segurança da ONU, a Rússia tem direito de veto.

A China adotou uma atitude fundamentalmente cautelosa. Sabe que obscuras forças ocidentais jogam lenha na fogueira em Xin Qiang e no Tibete, como fizeram na Ucrânia, para provocar o desmantelamento de seu território ou, pelo menos, criar um caos para frear seu inexorável desenvolvimento como potência. Por isto, a China pediu o cessar das ingerências estrangeiras na Ucrânia. É uma mensagem aos Estados Unidos.

O inimigo do bloco ocidental agora não é o comunismo, mas sim todos os povos não ocidentais (os BRICS, ALBA, Unasul, Venezuela…) que potencialmente questionam a ordem unipolar do mundo. Obstaculizar o desenvolvimento da Rússia e da China são as prioridades estratégicas de Washington para manter sua liderança mundial. É uma conduta muito irresponsável. A Guerra Fria não terminou. 
(*) Ex-embaixador da França na União Soviética, na Guatemala, em Cuba e no México. É diretor do blog bilíngue francês espanhol La Tour de Babel - La Torre de Babel (A Torre de Babel)
Tradução: Daniella Cambaúva
Créditos da foto: Arquivo


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"OPORTUNISTAS DE PLANTÃO"

EMPRESÁRIOS QUE SE DERAM BEM COM OS MILITARES ESTÃO RICOS. E VOCÊ?

TODOS ELES, SEM EXCEÇÃO MOSTRAM O CARÁTER
OU SUA FALTA, PORQUE SE ANTES BAJULAVAM, AGORA CRITICAM AS AÇÕES QUE DIRETA OU INDIRETAMENTE, AJUDARAM A SUSTENTAR:

ENTRE ELAS ESTÃO A ADOÇÃO E A MANUTENÇÃO DA TORTURA CONTRA "INIMIGOS" DO REGIME.


 DE NOVO VEM A PERGUNTA:

FOI PRA ISSO QUE SE FEZ A MARCHA DE APOIO CIVIL À DITADURA MILITAR? PARA ACABAR COM A CORRUPÇÃO???

FALAM TANTO DOS "COMUNISTAS" MAS AGEM PIOR DO QUE ESTES. SE VOCÊ NUNCA  OUVIU FALAR NO "MASSACRE DA FLORESTA DE KATIN", LEIA PELO MENOS A DESCRIÇÃO MAIS SIMPLES, ENCONTRADA NO GOOGLE:

  Nota: Para o massacre contra os civis bielorrussos, veja Massacre de Khatyn. Para outros significados, veja Katyn (desambiguação).

Massacre de Katyn (em polonês/polacozbrodnia katyńska; em russoКатынский расстрел), também conhecido como Massacre da Floresta de Katyn, foi uma execução em massa ocorrida durante a Segunda Guerra Mundial contra oficiais poloneses prisioneiros de guerra, policiais e cidadãos comuns acusados de espionagem e subversão pelo Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), a polícia secreta soviética, comandada por Lavrentiy Beria, entre abril e maio de 1940, após a rendição da Polônia à Alemanha Nazista. Através de um pedido oficial de Beria, datado de 5 de março de 1940, o líder soviético Josef Stalin e quatro membros do Politburoaprovaram o genocídio. O número de vítimas é calculado em cerca de 22 000, sendo 21 768 o número mínimo identificado.1

Massacre de Katyn
KatynCovaMapa.png
Em cima: cova coletiva na floresta de Katyn.
Embaixo: mapa das áreas onde ocorreram os massacres
Dataabril de 1940 – maio de 1940
LocalFloresta de Katyn e regiões da
RússiaUcrânia e Bielorrússia
Desfechoexecução em massa de cerca de
22 mil militares e civis poloneses
Combatentes
 União Soviética Polónia
As vítimas foram executadas na floresta de Katyn, na Rússia, em prisões em Kalinin e Kharkov e em outros lugares próximos. Do total de mortos, cerca de 8 mil eram militares prisioneiros de guerra, outros 6 mil eram policiais e o restante dividido entre civis integrantes daintelectualidade polonesa - professoresartistaspesquisadoreshistoriadores, etc - presos sob a acusação de serem sabotadores,espiõeslatifundiáriosdonos de fábricasadvogados, funcionários públicos perigosos e padres.1

A DESCRIÇÃO MAIS PRÓXIMA DESSE MASSACRE É O QUE AINDA ACONTECE NO BRASIL; ENCONTRADA TODOS OS DIAS EM TELEJORNAIS/RÁDIO/REVISTAS/INTERNETE: 
AS FAVELAS, A PERIFERIA, OS PRETOS, OS POBRES, OS QUE RECEBEM "BOLSA-ESMOLA", OS VAGABUNDOS, OS "MENORES", OS CRIMINOSOS.

PARA ESSES QUE SE DESVIAM, HÁ LEIS, BASTA APLICAR E CUMPRIR O QUE ESTÁ ESCRITO.

COMEÇANDO PELO ESTADO, QUE DESVIA DINHEIRO EM GRANDE QUANTIDADE E PRENDE APENAS OS DESASSISTIDOS, PORQUE É HISTÓRICA A MÁ CONDIÇÃO CARCERÁRIA NO BRASIL E DIFERENÇA DE TRATO ENTRE OS PEQUENOS E OS GRANDES TRANSGRESSORES DA LEI.

E VOCÊ, ACHA QUE A LEI É IGUAL PRA TDS?

NO SEU BATALHÃO AS I-16PM SERVEM PRA TDS?

O RDPM, LINDO NO TEXTO É APLICADO ÀS PRAÇAS, IGUALZINHO SE APLICA AOS OFICIAIS?

E QUANDO SÃO APLICADAS ESSAS LEIS INTERNAS, ISSO É FEITO COM EQUILIBRIO E JUSTIÇA OU SE APLICA O "RQUERO" PARA PERSEGUIR E PUNIR POR VAIDADE, INTERESSES INCONFESSÁVEIS (CORRUPÇÃO E ACOBERTAMENTO) E EXPURGO DE QUEM NÃO SE ENQUADRA SEGUNDO AS VONTADES
PESSOAIS DOS DONOS DO PODER?

PARECE PRA VC QUE NOSSO SISTEMA LEGAL SERVE PARA "ALIMENTAR" NOS ESPÍRITOS MAIS BAIXOS, O DESEJO DE VINGAR, DE MACHUCAR, DE RESOLVER FRUSTRAÇÕES PESSOAIS, TRAUMAS DA VIOLÊNCIA, SIMPLESMENTE AMARRANDO NO POSTE OS ADVERSÁRIOS, PEDINDO PENA DE MORTE, TIRANDO DIREITOS CIVIS COMO O PORTE LEGAL DE ARMA, MANDANDO PRENDER "APENAS" OS QUE INCOMODAM ESSES MESMOS DONOS DO PODER?

 DE NOVO VEM A PERGUNTA:

FOI PRA ISSO QUE SE FEZ A MARCHA DE APOIO CIVIL À DITADURA MILITAR? PARA ACABAR COM A CORRUPÇÃO???

ESTUDE MAIS E VC VAI SABER A VERDADE. 

VC REALMENTE CONFIA NAS INSTITUIÇÕES QUE TEMOS HOJE, EM TERMOS DE COMBATE À CORRUPÇÃO?

COMECE PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR.

PASSE TAMBÉM PELO MAIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO PAÍS, QUE É O TJ DE SÃO PAULO (sempre SP!)

PROCURE SABER POR QUÊ A MINISTRA ELIANA CALMON, EM 2011, LEVANTOU A IRA DE MAGISTRADOS BRASIL AFORA DIZENDO QUE HÁ BANDIDOS QUE SE ESCONDEM ATRÁS DA TOGA E QUE EM SP SÓ CONSEGUIRIA FAZER A INSPEÇÃO QUANDO "O ZORRO PRENDER O SARGENTO GARCIA!"

VERIFIQUE NA IMPRENSA ALTERNATIVA, NOTÍCIAS SOBRE PRESIDENTES DO TJSP QUE:

1. MORRERAM SOB SUSPEITA DE GROSSA CORRUPÇÃO, RECEBENDO "CARROS DE 350 MIL COMO PRESENTES", ALCOÓLATRAS E IRRESPONSÁVEIS COM A COISA PÚBLICA E VENDEDORES DE SENTENÇAS;

2. ASSINANTES DE "NORMAS INTERNAS" QUE ATINGEM OS CIDADÃOS DO ESTADO DE SP EM SEUS DIREITOS, DANDO A BANCOS PÚBLICOS O DIREITO EXCLUSIVO DE MOVIMENTAR ALTÍSSIMAS QUANTIAS (PERTO DE 200 BILHÕES DE REAIS SEGUNDO O JORNAL VALOR ECONOMICO DE 31/10/13) QUE ENVOLVEM DEPÓSITOS JUDICIAIS;

3. CRIADORES DE NORMAS DE EXCEÇÃO COM VISTAS À PRÓPRIA REELEIÇÃO AO CARGO DA PRESIDÊNCIA, FELIZMENTE BARRADOS PELO CNJ E 

4. CONVOCADORES DE JUÍZES PARA PALESTRAS DE BANQUEIROS. DOS MESMOS JUÍZES QUE JULGAM AÇÕES CONTRA BANCOS DESSA GENTE! 


CONVENHAMOS: ESTE É UM RESUMO MAIS QUE CONSTRANGEDOR, APENAS PARA SE FALAR DO JUDICIÁRIO.

E DE NOVO VEM A PERGUNTA:

FOI PRA ISSO QUE SE FEZ A MARCHA DE APOIO CIVIL À DITADURA MILITAR? PARA ACABAR COM A CORRUPÇÃO???

NO PRÓXIMO DIA 22 DE MARÇO  HAVERÁ 
OUTRA MARCHA DESSAS E A CHAMADA VEM DO SBT - CONCESSÃO DE GOVERNOS MILITARES A SENOR ABRAVANEL: COM AGRADECIMENTOS A VÁRIAS PERSONALIDADES, TODAS COLABORADORES DO REGIME, INCLUSIVE AS MAIS "RECENTES" CONVERTIDAS EM "MUSA" DE ÉTICA E MORAL:


AGORA PENSE: SE VC FOSSE "VENDER" UM PRODUTO QUALQUER, QUERIA UMA BOA EMBALAGEM PARA SUA APRESENTAÇÃO OU ESCOLHERIA QUALQUER "SACOLINHA DE MERCADO"?

Só não se esqueça que a verdura que vc compra a preço absurdo no hipermercado, não é a mesma que vc compra do plantador que tem sua hortinha bem cuidada no fundo do quintal...

Pense nos mike/charlie desfilando de carrão, com casa na praia, mulher "empresária" e filhos com tudo-de-bom... De onde vem essa "grana"? do bico suado e mal pago no final do mês que não é, né?

COMO É MESMO O NOME DISSO?

NAS "ESPECIALIZADAS" DE TODO O PAÍS, CORREM RIOS DE ENORME CORRENTEZA...

o blog já mostrou vários...

 DE NOVO VEM A PERGUNTA:

FOI PRA ISSO QUE SE FEZ A MARCHA DE APOIO CIVIL À DITADURA MILITAR? PARA ACABAR COM A CORRUPÇÃO???


AINDA NÃO SE CHEGOU AO CONSENSO SOBRE QUAL O PIOR APOIO QUE O BRASIL RECEBEU PARA MANTER O ATRASO E A DESIGUALDADE:

FORÇAS DE OPRESSÃO

JUDICIÁRIO

IMPRENSA

UMA CONCLUSÃO É ÓBVIA: INTERAÇÃO DAS TRÊS!

DUVIDA DISSO?

QUEM É QUE BATE E PRENDE?

QUEM MANDA?

QUEM CONTA DISTORCENDO A "HISTÓRIA"?

AGORA, ALGUNS EXEMPLOS DA ATUAÇÃO DE UM 
"EMPRESÁRIO" PARA QUEM O GOVERNADOR DO ESTADO DE SP, GERALDO ALCKMIN DEDICOU ATENÇÃO PESSOAL EM CASO DE CRIME COMUM, COMO SEQUESTRO E TENTATIVA DE ROUBO A RESIDÊNCIA, O QUE NENHUM OUTRO CIDADÃO :



a novela do SBT: "AMOR E REVOLUÇÃO" 

Parecendo esquecer o apoio dado aos militares em troca de favores que o tornaram o tornaram "grande empresário" do sistema de telecomunicações, SENOR ABRAVANEL, vulgo Silvio Santos, mostrou sua "memória seletiva".

O NOME DISSO É OPORTUNISMO.




APOIANDO OS MILITARES PROMOVEU A DUPLA 
DOM & RAVEL, AUTORES DA UFANISTA "EU TE AMO MEU BRASIL, EU TE AMO!"
TROCADILHO AO SLOGAN "BRASIL, AME-O OU DEIXE-O!"





APOIANDO DON QUE SE LANÇOU CANDIDATO
A DEPUTADO E RECEBEU 30 MIL VOTOS
O "EMPRESÁRIO" ADMITE QUE DON O AJUDOU
A CONSEGUIR O CANAL DE TV NO GOVERNO FIGUEIREDO...

EM 1981, O PRESIDENTE JOÃO BAPTISTA FIGUEIREDO
CONCEDE O SBT SP, RS, PA E RJ




EM 1989, SENOR ABRAVANEL SE LANÇA CANDIDATO 
A PRESIDENTE DA REPÚBLICA, OPORTUNISTA,
COM O NÚMERO 26 "CORREIA"


EM 2009, SILVIO SANTOS DISCURSA QUE JORNALISTA VAI DAR SÓ A NOTICIA






Marcha da Família com Deus pela Liberdade 

AVAL PARA O GOLPE DE 1964

Antonio Cunha Bueno e Adhemar de Barros

CUJO VULGO ERA "ROUBA MAS FAZ!"

DE NOVO VEM A PERGUNTA:

FOI PRA ISSO QUE SE FEZ A MARCHA DE APOIO CIVIL À DITADURA MILITAR? PARA ACABAR COM A CORRUPÇÃO???


DESFILES DE 7 DE SETEMBRO NO RJ

E PEDIDOS DE INTERVENÇÃO MILITAR



A CONTRIBUIÇÃO DO SBT EM 2014
CONVOCAÇÃO DA MARCHA


ESTUDE MAIS SOBRE ESSE TEMA:

CORRUPÇÃO NA DITADURA


Porto Alegre, 09 de Mar�o de 2014 - CORREIO DO POVO
A corrupção correu solta durante a ditadura
Postado por Juremir em 7 de junho de 2012 - História
A velha corrupção
Muita gente, repetindo os lacerdinhas da Veja, manda recados com o tradicional “não havia corrupção durante o regime militar” e “nenhum general presidente enriqueceu no poder”. Na primeira parte, confundem falta de divulgação com inexistência. Na segunda, consideram que sustentar um regime de tortura e morte é menos grave. A corrupção durante o regime militar foi uma constante. O historiador Carlos Fico, em “Como eles agiam”, mostra que a ação contra a suposta “crise moral” foi o mote dos militares. Sempre que a expressão “dissolução de costumes” se espalha, tem autoritarismo no ar. Os ditadores queriam acabar com a corrupção, que viam como um traço cultural muito “característico do brasileiro”.
O ministro Armando Falcão, pilar da ditadura, chegou a dizer: “O problema mais grave no Brasil não é a subversão. É a corrupção, muito mais difícil de caracterizar, punir e erradicar”. Com o AI-5, de 1968, a ditadura dotou-se de mecanismo para confiscar bens de corruptos. A Comissão Geral de Investigações, criada em 17 de dezembro de 1968, propunha-se a “promover investigações sumárias para o confisco de bens de todos quanto tenham enriquecido ilicitamente, no exercício do cargo ou função pública”. A roubalheira correu solta durante todo o regime militar. Carlos Fico conta que, entre 1968 e 1973, auge da ditadura, a CGI analisou 1.153 processos de corrupção. Aprovou 41 confiscos de um total de 58 pedidos. Entre os investigados ou condenados, “mais de 41% dos atingidos eram políticos (prefeitos e parlamentares) e aproximadamente 36% eram funcionários públicos. Num único ato, em 1973, chegaram ao Sistema CGI cerca de 400 representações ou denúncias”. Seria o caso de dizer: nunca se roubou tanto no país quanto em 1973.
Carlos Fico pergunta: “Por que, então, fracassou a iniciativa de ‘combate à corrupção’ do regime militar pós- AI-5?”. A resposta vai enfurecer os adeptos dos lacerdinhas: “Em primeiro lugar, a impossibilidade de manter os militares num compartimento estanque, imunes à corrupção, notadamente quando já ocupavam tantos cargos importantes da estrutura administrativa federal. Não terão sido pouco os casos de processos interrompidos por causa da identificação de envolvimento de afiliados ao regime”. Fico sabe do que fala. Foi um dos primeiros a ter acesso a arquivos com material sigiloso do regime. Examinou todos os processos de confisco no Arquivo Nacional. Cláudio Guerra, no recente “Memórias de uma guerra suja”, afirma que o regime financiou a repressão, na sua fase final, com dinheiro do jogo do bicho. Cita empresários, como o dono da Itapemirim, que receberam vantagens oficiais pelos bons serviços à repressão.
Uma determinação do Ministério da Justiça orientava a mídia: “É vedada a descrição minuciosa  do modo de cometimento de delitos”. Não foi possível divulgar a descoberta de uma carga de drogas no quartel da Barra Mansa. O ministro do Trabalho, o gaúcho Arnaldo Prieto, em 1974, censurou as notícias sobre sua desastrada política salarial. Foram censuradas também as “gravuras eróticas de Picasso”. O consumo de drogas era considerado parte do “variado arsenal do movimento comunista internacional”. Que tempos! Um paraíso artificial. Uau!
OPORTUNISTAS DE TODAS AS ÉPOCAS 

Sempre buscando um pouco mais de notoriedade e de pagamento pela "colaboração", há os que traem o ideal de uma nação mais justa:

http://www.ocafezinho.com/2014/03/04/sbt-convoca-marcha-da-familia-dirigente-do-psol-pede-intervencao-militar/


https://www.facebook.com/photo.php?fbid=667386353321434&set=p.667386353321434&type=1&theater


 EM TODAS AS ÉPOCAS, SERÃO IDENTIFICADOS COMO OS QUE SE ALIAM VOLUNTARIAMENTE OU NÃO, ÀS FORÇAS DE OPRESSÃO, QUE MASSACRAM OS QUE PENSEM DIFERENTE DELES:


General já fala em “eventual intervenção militar”; democratas não vão reagir?

publicada domingo, 09/03/2014 às 00:48 e atualizada domingo, 09/03/2014 às 08:04
Reproduzimos artigo de general que  pede apoio civil a uma intervenção militar. Trata-se de clara incitação ao golpe, um ataque frontal à Democracia:
“Não basta pedir uma atitude dos militares, é preciso que os civis esclarecidos e convencidos do perigo ostentem massivamente suas posições e opiniões e que contribuam para magnetizar a agulha que definirá o novo rumo a ser tomado”.
Cinquenta anos depois, a pregação autoritária se espalha pelas redes sociais. E não são apenas generais que defendem o golpe. É preciso reagir. (Rodrigo Vianna)

Na causa da democracia, quem está dispensado?

por general de brigada Paulo Chagas, na página da Revista Sociedade Militar
A debacle da Suprema Corte, desmoralizada por arranjos tortuosos que transformaram criminosos em vítimas da própria Justiça, compromete a crença dos brasileiros nas instituições republicanas e se soma às muitas razões que fazem com que, com frequência e veemência cada vez maior, os Generais sejam instados a intervir na vida nacional para dar outro rumo ao movimento que, cristalinamente, está comprometendo o futuro do Brasil.
Os militares em reserva se têm somado aos civis que enxergam em uma atitude das Forças Armadas a tábua da salvação para a Pátria ameaçada, quando não são eles próprios os alvos do clamor daqueles que já identificam nas imagens dramáticas da capital venezuelana a cor fúnebre do nosso destino.
Ao exercerem seu direito legal de opinar e criticar, os militares da reserva diferem entre si na forma, na intensidade e na oportunidade de uma eventual intervenção militar que venha a dissuadir as pretensões mais ousadas dos dissimulados adeptos da versão “bolivariana” do comunismo de sempre, todavia, são coincidentes e uníssonos no rebatimento de acusações mentirosas que, divulgadas de forma criminosa, visam a criar na sociedade o receio de ter os militares como fiadores da democracia.
Entre os civis esclarecidos é fácil perceber a confiança no discernimento e no patriotismo dos soldados. Todos querem que os Generais “façam alguma coisa”, mas ainda são poucos os que se dispõem a fazer o que está ao seu alcance. Poucos são os que adotam atitudes concretas e manifestam-se pública, individual e coletivamente, em defesa dos governos militares, escrevendo para os jornais ou protestando contra a hipocrisia e as más intensões das “comissões da verdade”.
No momento atual, a causa da democracia não dispensa o concurso de ninguém. Seria portanto uma importante contribuição se todos os civis que têm as Forças Armadas como última razão da liberdade e a garantia dos fundamentos constitucionais pusessem suas opiniões a público, em artigos, manifestações, textos, “cartas do leitor” e outros recursos do gênero e não apenas em comentários restritos à leitura dos poucos profissionais da mídia que ainda ousam remar contra a correnteza ou dos escribas de mídias sociais que, mesmo comprometidos com a causa, têm apenas seu limitado e débil sopro para tentar enfunar as velas da embarcação.
A opinião pública está dispersa, contudo não é difícil identificar o que rejeita. Também não é fácil definir com quem está e o que quer. Falta-lhe um “norte confiável”. As pessoas de bem, informadas, estão com medo do futuro, acuadas até para reagir e para manifestarem-se pacificamente. Não basta, portanto, pedir uma atitude dos militares, é preciso que os civis esclarecidos e convencidos do perigo ostentem massivamente suas posições e opiniões e que contribuam para magnetizar a agulha que definirá o novo rumo a ser tomado.
As “Marchas da Família com Deus Pela Liberdade”, programadas para o mês que se inicia, são um bom começo para esta soma de esforços e para reafirmar o que, há cinquenta anos, fez com que o Brasil fosse visto e admirado como a “Nação que salvou a si própria”!
Leia outros textos de Plenos Poderes


http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/general-ja-fala-em-eventual-intervencao-militar-democratas-nao-vao-reagir-a-isso.html



PARTIDO MILITAR

Com 320 mil assinaturas, Partido Militar Brasileiro quer o número 99

MARCELO SPERANDIO
06/03/2014 13h27 - Atualizado em 06/03/2014 13h30
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Capitão Augusto Rosa (Foto: Divulgação PMB)
O Partido Militar Brasileiro (PMB) saiu da trincheira. Seus líderes já coletaram 320 mil das 492 mil assinaturas necessárias para criar a legenda. Fundador do PMB, o capitão da Polícia Militar de São Paulo Augusto Rosacalcula que o partido tem representantes em mil municípios espalhados pelos 26 estados e o Distrito Federal. A meta é acelerar a formação da sigla e lançar candidatos nas eleições municipais de 2016. O número requerido no Tribunal Superior Eleitoral é o 99, "para mostrar que estamos à extrema direita de tudo o que existe na política hoje", diz o capitão Rosa. Os pilares do PMB são pátria, honra, moral e ética. No front da ação para criar o partido está o coronel Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro. "O apoio do coronel Pontes dá credibilidade ao nosso projeto de extrema direita dentro da democracia", afirma o capitão Rosa.

http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/felipe-patury/noticia/2014/03/com-320-mil-assinaturas-bpartido-militar-brasileirob-quer-o-numero-99.html


CÉLULAS ANONYMOUS E A DIREITA


Divergentes acusam grupo de desfigurar o ideário original ao se aliar a grupos conservadores de “combate à corrupção”
Em manifesto publicado no dia 3 de março (segunda-feira), o Anonymous Curitiba declarou rompimento com o Anoymous Brasil, comunidade com mais de um milhão de seguidores. Entre os principais motivos estaria um suposto desvirtuamento da ideia originária do Anon (diminutivo para Anonymous), que é apartidário, antiliberal, contrário ao sistema representativo e a favor do participativo. Outra questão é que a célula em questão se aliou a grupos conservadores de “combate à corrupção”.
No manifesto, os integrantes da célula curitibana afirma que um “grupo que reproduz noticias da grande mídia não pode ser levado a sério” e que apenas “se reproduz e cospe o senso comum”. Outro fator que pesou no rompimento é que, segundo os integrantes do Anon Curitiba, a página do Anonymous Brasil virou “mais um movimento contra a corrupção”, o que contraria o ideário do grupo, que não luta contra a corrupção partidária ou individual, já que estes problemas estariam atrelados a uma questão sistêmica muito mais profunda do que o senso comum prega, de acordo com o ideário.
“Isso quer dizer que nós não repudiamos a corrupção do poder público? Não, de forma alguma. Só entendemos que ‘corrupção’ é um conceito muito vago, além de ser apenas um reflexo de um problema que é muito maior”, diz a nota do Anonymous Curitiba. Na sequência eles atentam que “Anonymous é a hiperdemocracia, tecnocracia e total liberdade de expressão” e chamam a atenção para o fato de que a página Anon BR não faz nenhum destes debates.
Eles também explicam a relação do Anonymous com o sistema democrático e fazem críticas por conta da página do Anon BR apenas criticar o PT. “Não acreditamos no sistema representativo, então, pouco importa qual partido está no poder, ele não nos representa. É importante deixar claro que apartidarismo não é apenas não militar por partido algum, mas também é não militar contra um partido específico. Logo, podemos desconfiar do apartidarismo de algumas páginas apoiadas pela Anonymous Br4sil”, critica o manifesto.
A nota de repúdio também é assinada pelo Anonymous FUEL Br, que complementa, em sua página do Facebook: “Na verdade, a FUEL teve início como célula justamente em função desse problema. Para quem não sabe ou não se lembra, mais da metade de nossos membros “fundadores” se retirou da AnonymousBrasil (a.k.a. TV Globinho) por entender que aquele espaço era corrompido e realizava um contra-serviço para a Ideia”.
A reportagem da revista Fórum entrou em contato com o Anonymous Brasil, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta.

A Justiça e os verdadeiramente poderosos

O estado de direito no país está ameaçado pelo desequilíbrio que o julgamento da AP 470 trouxe para o sistema jurídico brasileiro.
O deslumbramento dos Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) com o julgamento, o atropelo de princípios consagrados no Código Civil para atender aos reclamos das ruas e da mídia, contaminaram todo o tecido jurídico brasileiro - e vai pegar a todos, não apenas o PT.
***
O PSDB estimulou essa " vendetta" e agora paga a conta e vai pagar mais ainda.
No momento, vê seu ex-presidente, Eduardo Azeredo - reconhecidamente idôneo do ponto de vista pessoal - ameaçado por uma condenação de 26 anos pelo crime de caixa dois. Assim como as penas da AP 470, são superiores aos piores crimes previstos no Código Penal. Ao exigir o mesmo tratamento a que foram submetidos suas lideranças, o PT faz o mesmo jogo de dar carne fresca ao leão.
***
Na Papuda, há uma perseguição implacável movida pelo juiz da Vara de Execuções - monitorado por Joaquim Barbosa - e pelo Ministério Público Federal de Brasília. E há um silêncio sepulcral das principais vozes da consciência jurídica do país, para não provocar o clamor da turba.
Em Poços de Caldas, para pegar um deputado do PSDB, um juiz de primeira instância aplicou os mesmos critérios elásticos de formação de quadrilha do STF - consagrados no primeiro julgamento da AP 470 - e colocou na cadeia, em prisão preventiva, dois médicos respeitados da cidade - cujos procedimentos foram avalizados por unanimidade pelo Conselho Regional de Medicina.

Esta é a hipocrisia de um Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Celso de Mello, de fingir que os verdadeiramente poderosos são os réus do mensalão petista ou tucano.
O verdadeiro poder está nos grupos econômicos que têm cacife para se colocar acima da lei.
***

Poderoso é Daniel Dantas ao conseguir ficar fora do inquérito. Conseguiu ficar fora da AP 470, apesar de ter sido o principal financiador tanto do mensalão petista quanto do tucano.
Os recursos da Visanet foram aplicados em promoção da marca; os do Opportunity entregues a Marcos Valério sem a comprovação de nenhuma contrapartida. No entanto, o então Procurador Geral da República Antonio Fernando de Souza, retirou o Opportunity do inquérito. E, para justificar o montante movimentado pelo PT transformou a Visanet em empresa pública, deixou de lado a comprovação dos gastos publicitários efetuados com a verba.
http://jornalggn.com.br/noticia/a-justica-e-os-verdadeiramente-poderosos#.UxxuAf8hYzA.facebook

INCOERÊNCIA & FILOSOFIA - 8 DE  MARÇO DE 2014 - BLOG DO MIRO

Confira abaixo, leitor, alguns exemplos do que Azevedo já publicou sobre Barbosa em seu Blog.
Em 22 de abril de 2009 Azevedo escreveu que “Joaquim Barbosa desmoralizou o Supremo” por ter brigado com o então presidente do STF, Gilmar Mendes, no plenário daquela Corte.
Em 22 de abril de 2009 Azevedo escreveu de novo (no mesmo dia) sobre Barbosa. O título “Elogios à atuação de barbosa aqui??? Nem pensar!!!”. O texto avisava que não seriam aceitos comentários de leitores que divergissem da opinião do autor do blog sobre o ministro.
Em 9 de setembro de 2009 Azevedo escreveu “A arrogância de Barbosa é espantosa”, por ele ter votado contra extradição de Cesare Battisti.
Em 9 de agosto de 2010 Azevedo escreveu “Ou Joaquim Barbosa volta ao trabalho ou tem de se despedir”, insinuando que a alegação do ministro de que tinha que se afastar do STF por problemas na coluna era desculpa para a própria indolência.


São só alguns exemplos de que Azevedo cometeu ele mesmo o “crime de opinião” que imputa aos que se decepcionaram com Barbosa por ter pisoteado o Direito, premissa com a qual incontáveis juristas e advogados vem concordando após o que o ministro fez no julgamento do mensalão.


O mais engraçado, porém, não é Azevedo ter mudado de opinião sobre Barbosa tanto quanto os que se decepcionaram com a sua atuação no julgamento do mensalão. O mais engraçado é que o “rottweiler” da Folha ataca movimentos negros que, segundo ele, em “maioria” estariam “pendurados” em “prebendas estatais”.



Azevedo quer que os movimentos negros condenem o ex-deputado João Paulo Cunha por ter comentado que Barbosa foi indicado por Lula para o Supremo porque o ex-presidente queria que, após mais de um século de vida Republicana, o Brasil tivesse o primeiro negro em sua Suprema Corte de Justiça.



O petista condenado por Barbosa, porém, não praticou racismo nenhum, razão pela qual os movimentos negros não o criticaram – e não deixariam de criticar se tivessem visto racismo em tal afirmação.



Cunha apenas disse o que todos sabem, que Lula, ao indicar Barbosa, não se ateve a critérios técnicos, mas políticos: queria indicar um negro para o STF e não tinha muitas opções porque a iniquidade “racial” brasileira impede que muitos negros atinjam o de fato admirável grau de cultura do hoje presidente do STF.



Racismo é ressaltar o fato de que os movimentos negros recebem colaboração financeira do Estado para subsistirem. Os movimentos negros, antes de tudo, são movimentos de pobres, pois a pobreza, neste país, tem cor. Tragicamente. Por isso precisam do Estado.



Os movimentos negros deveriam protestar contra a acusação de que se calam diante de ato racista porque o autor desse ato pertence ao partido do governo. Isso é racismo contra os que lutam para que existam mais negros em condições de chegar aonde Barbosa chegou.
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/03/barbosa-e-o-racista-reinaldo-azevedo.html?spref=fb


AS VERDADEIRAS RAZÕES DA AÇÃO PENAL 470

O PROCESSO DO "MENTIRÃO"!


Depois de até Merval Pereira tê-lo abandonado, na  sua coluna de ontem em O Globo, recusando “a teoria da conspiração que denuncia um plenário manipulado” da maioria “sob medida” que  com que ele, Joaquim Barbosa, insultou seus pares no Supremo Tribunal Federal, o nosso “salvador da Pátria” parece ter jogado a toalha”.
Numa entrevista dada “sob medida” para o reacionaríssimo Diego Escosteguy, da Época, o presidente do STF diz, de novo, que não será  candidato a Presidente:
Curioso. O homem que expõe todos ao apedrejamento acha ruim ser apedrejado.
Joaquim Barbosa parece não ter entendido que não pode, na sua miopia, fazer o que veda o artigo 345 do Código Penal: “Fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo quando a lei o permite”.
Mesmo que a pretensão fosse legítima – e não é –  a confissão de Barbosa de que manipulou uma condenação e uma cavilosa interpretação da lei  para conduzir como quis a ação penal 470, o chamado mensalão.
Embora Joaquim Barbosa continue servindo à direita como fonte de desgaste a um governo de esquerda, já não serve  mais à direita como candidato contra este governo.
Passou dos limites, com antes Jânio Quadros e  Fernando Collor passaram, ao representarem o moralismo de ocasião.
E, como Barbosa, foram descartados pelas elites a que serviram.
A diferença entre o demolidor e o construtor, é que deste resta a obra – material, política ou social – e daquele, após a fúria, só poeira.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=15125


MENSAGEM DO BLOG: AGORA QUE VC JÁ CONSEGUIU LER UM POUCO DE HISTÓRIA RECENTE DO BRASIL, FALE COM OS SEUS FILHOS, COM O RESTO DA FAMÍLIA, COM OS AMIGOS, COM SEUS COMPANHEIROS DE FARDA, DE GRUPO, DE EMPRESA, DE FÁBRICA, DE RODA DE FIM-DE-SEMANA. PARE DE OUVIR FRASES DE EFEITO E MENTIRAS! PROCURE ANALISAR QUEM DE FATO ESTÁ LUTANDO POR VOCÊ, QUAIS OS DIREITOS VOCÊ TEM ENQUANTO CIDADÃO, VOCÊ PERDE DEPOIS QUE VESTE UM UNIFORME E POR QUÊ ISSO ACONTECE...

ABRA-SE AO CONHECIMENTO, SÓ ASSIM VOCÊ VAI ENXERGAR A REALIDADE E SOMAR ESFORÇOS COM QUEM LUTA POR VOCÊ E POR TODOS OS OUTROS, SEM AS DISCRIMINAÇÕES QUE TANTO COLABORAM PARA O ATRASO NO BRASIL.




Sandra Paulino




















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A PM DEFENDE OS PM?

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