domingo, 14 de agosto de 2011

NESSE DIA 13 DE AGOSTO, O TEMA É DUPLO: MUROS E PAIS, MUITO ESPECIALMENTE AQUELES QUE JÁ NÃO ESTÃO ENTRE NÓS!

PARABÉNS AOS QUE DERRUBAM MUROS: OS DE CONCRETO E ROCHAS, OS MORAIS, OS DE FRONTEIRAS, OS DE FALSOS CONDOMÍNIOS, OS DE PRECONCEITOS VARIADOS, OS DE IGNORÂNCIA E PRINCIPALMENTE OS ESPIRITUAIS!


Concordo com a chanceler Angela Merkel, ao marcar no dia de hoje 50 anos da construção que durou quase três décadas: o Muro de Berlim. É uma data de reflexão pela dor que trouxe a tantas pessoas, algumas das quais até a vida perderam em prol da luta por sua derrubada, histórica, em novembro de 1989, muro da vergonha, especialmente quando ainda há tantos muros se espalhando pelo mundo, separando as pessoas e trazendo dor e sofrimento, infelicitando tantas famílias.

Na cidade de Cotia, Grande São Paulo, onde trabalho e onde passo a maior parte do tempo, o prefeito não se importa que haja muros e mais muros no meio das ruas, fazendo privada da coisa pública, porque as ruas são do povo... pena que ele, desde quando era candidato, nem quis se comprometer, falando o que faria, se eleito fosse (como foi) com os tais muros, cancelas e portões.

Há um muro na Granja Viana, chamado Muro da Vergonha, porque tem um portão bem no meio da rua, agora imitado pelos falsificadores de sempre, no loteamento Gramado. Sobre o triste tema,  Sugiro que todos leiam, sobre muros: "Cidade de Muros" de Teresa Pires do Rio Caldeira.

A autora traz lembranças de um governo realmente solidário, como foi o de Franco Montoro, que não pensava em muros, mas em pontes: ele queria reciprocidade entre governo e população. Uma das suas idéias, era de uma polícia nova, de acordo com um documento chamado Proposta Montoro, nos idos de 1982, onde reconhecia a ineficiência de nossa polícia e sua estrutura autamente autoritária.

É justamente isso: o autoritarismo que produz esses tais muros, como forma de cercar, conter, separar, segregar, discriminar, prender, machucar e ferir as pessoas. Isso não pode continuar. É preciso que façamos alguma coisa contra esses muros que nossos governantes tem levantado contra nossos direitos.

Nesse dia 13 de agosto, aniversário sinistro de cinquenta anos da construção do mais miserável de todos os muros, quero homenagear os POLICIAIS MILITARES PAULISTAS E DE TODO O BRASIL. Esses que são obrigados a lidar com tantos muros, a começar por aquele bem alto, que é a distância dos salários deles e de seus "superiores". Só falta a gente saber em quê!

Tem vários outros muros: o da hierarquia arrogante que não deixa espaço para o diálogo, o do Regulamento que tudo proíbe e nada permite em termos de Humanidade e respeito aos direitos humanos, fazendo de toda a tropa verdadeiro território de escravidão, parecido com campos de extermínios, onde também há cercas e muros.

Homenageio o policial militar, civil e federal e os militares das Forças Armadas. Esses bons policiais que sofrem com a vergonha de estarem misturados e maltratados no meio de bandidos que não deveriam ter sobre eles hierarquia, não deveriam ter mando, não poderiam estar se locupletando com dinheiro de propinas recebidas de um Estado loteado, subjugado às máfias de caça-níqueis, estouro de caixas eletrônicos e desvio de todo gênero.

Homenageio o policial que é obrigado a baixar a cabeça diante de juízes assassinos, que matam o corpo e também a alma. Diante de tribunais de exceção e de iniquidade, que só sabem ferir e amaldiçoar, mas jamais reconhecer o direito de cada um, erguendo muros entre partes que deveriam ser, conjuntamente, o tripé da Justiça.

Como diz o provérbio, cada um dá daquilo que tem. Os mesquinhos dão o pior exemplo: aquele que é capaz de roubar e se apossar do que não lhe pertence. Os mais hipócritas ainda se vestem de paladinos de defesa de grandes causas, como se essa ilusão que pretendem passar para o mundo exterior, pudesse apagar de dentro deles a podridão que exalam, contra a partilha, o respeito, a solidariedade, a alegria, enfim, esses atributos que os desgarrados do verdadeiro Pai, que é o Criador, jamais conseguirão entender.

Homenageio nesse dia o Meu Pai, que já partiu, em plena madrugada de trabalho e o meu marido, Prof. Saulo César, que lhe leva o nome por homenagem.

Sobretudo, quero homenagear também, o único muro, que na verdade é um resto de construção herodiana, onde é secular o costume de se deixar enfiados nas suas fendas, papéizinhos pedindo ao Pai de todos, o Supremo Criador, que volte. Talvez pela ignorância dos que constroem os vergonhosos muros foi que o Bom Filho disse um dia: "Pai, perdoai, porque eles não sabem o que fazem!".

Sandra Paulino e Silva

"Não podemos esquecer o dia 13 de agosto de 1961 e a dor que trouxe sobre milhões de pessoas", declarou a chanceler alemã Ângela Merkel em seu discurso

O ato foi celebrado na Bernauer Strasse, uma das ruas cruzadas pelo muro e onde restam partes dele, ao redor do qual foi criado um centro de documentação e comemoração.

Ao contrário de outros locais por onde passava o muro, como o Portão de Brandeburgo e a Potsdamer Platz, este ponto fica longe do atual centro do Berlim, mas adquiriu caráter emblemático reforçado por ter sido o local em que aconteceu a primeira morte relacionada ao muro.

Em seu discurso deste sábado, Wulff, lembrou o episódio. "A primeira morte foi a de Ida Siekmann em 22 de agosto de 1961", relatou o presidente.

"Ela quis pular em direção à liberdade aqui, na Bernauer Strasse, a partir do terceiro andar", acrescentou o presidente.

Nos demais discursos foram lembrados o destino de outras pessoas, como Günter Litfin, a segunda vítima do muro, que foi morto a tiros dois dias depois de Siekmann, e ainda Chris Gueffroy, que morreu em 6 de fevereiro de 1989, quando tentava fugir da República Democrática Alemã (RDA).

Ao todo, como lembraram Wulff e outros oradores neste sábado, ao menos 136 pessoas morreram quando tentavam escapar em direção à Berlim Ocidental.

Para Wulff, no entanto, os mortos não são as únicas vítimas do muro. "Por trás delas, havia milhões de pessoas que tiveram de renunciar a uma vida em liberdade", disse o presidente.

Wulff, de origem cristã democrata, aproveitou para acertar as contas com aqueles que durante os anos da divisão da Alemanha, desde ocidente, se resignaram a existência do muro.

"Os sandinistas na Nicarágua receberam de alguns setores mais solidariedade do que dos cidadãos oprimidos pela RDA", assinalou Wulff.

O ato foi precedido por uma polêmica em torno das declarações da presidente do Partido de Esquerda, Gesine Lötzsch, quem afirmou que a construção do muro havia sido consequência da agressão da Alemanha nazista contra a União Soviética.

As declarações de Lötzsch geraram reação imediata dos políticos conservadores que as consideraram uma prova de que o Partido de Esquerda - grupo resultante da fusão entre os pós-comunistas do Partido do Socialismo Democrático (PDS) e dissidentes da Social Democracia - continua representando o pensamento ditatorial da RDA.

Alguns pediram que o prefeito de Berlim, o social-democrata Klaus Wowereit, que rompesse a coalizão que mantém com o Partido de Esquerda.

Wowereit, como era de se esperar, não chegou a esse extremo, mas em seu discurso no ato deste sábado, condenou indiretamente as declarações de Lötzsch.

"É horrível que ainda hoje existam pessoas que continuem achando que houve boas razões para construir o muro", disse Wowereit.

A mais de cem quilômetros da Bernauer Strasse, em Rostock (nordeste do país), o Partido de Esquerda iniciou um congresso regional com um minuto de silêncio pelos mortos do muro de Berlim.

Em 13 de agosto de 1961 começou a construção do muro de Berlim por ordem da cúpula da RDA, presidida por Walter Ubrich.

Poucas semanas antes, Ulbricht fez uma declaração à imprensa internacional que se tornou célebre: "ninguém tem a intenção de construir um muro". EFE

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