quarta-feira, 11 de maio de 2011

PM diz que comandante deixará de usar carro mais luxuoso que o de Alckmin

Reportagem do 'Estado' mostrou que é a 1ª vez em 10 anos que corporação deixou de usar viatura identificada

28 de abril de 2011 | 11h 33
SÃO PAULO - A Polícia Militar de São Paulo informou nesta quinta-feira, 28, através de nota, que o comandante-geral da corporação, coronel Alvaro Batista Camilo, deixará de usar o GM Captiva como viatura oficial. Conforme reportagem do Estadão, o veículo custou R$ 92,9 mil e é mais luxuoso até do que o carro do governador do Estado, Geraldo Alckmin - o que estaria fora da lesgislação que prevê uma hierarquia de carros baseada no cargo.
Ayrton Vignola/AE
Ayrton Vignola/AE
Carro do comandante e do governador, fotografados na última terça
Além do Captiva, mais 61 Vectras foram comprados para atender os coronéis da Polícia Militar. Ao todo, o gasto foi de cerca R$ 2,8 milhões com os veículos. Na nota, a PM afirma que "a viatura foi adquirida por licitação, dentro dos modelos permitidos para utilização no serviço público" e que foi escolhida um Captiva "por ser ágil, robusto e confortável para grandes deslocamentos".

Esta também foi a primeira vez em uma década que os oficiais mais graduados da PM voltaram a usar veículos descaracterizados. O que foi justificado pela corporação e pelo próprio coronel como um meio de os comandantes não perderem tempo em "ocorrências corriqueiras" durante os deslocamentos. Segundo a PM, o alto escalão era parado para dar informações quando utiliza viaturas identificadas.
Leia a íntegra da nota:
Em razão de abordagens feitas pela imprensa ao Cel Alvaro Camilo, Comandante Geral, durante reunião do Conselho Nacional dos Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, na Expo Center Norte, por usar uma viatura GM/Captiva, e para não pairar dúvidas é importante esclarecer que:

- A viatura foi adquirida por licitação, dentro dos modelos permitidos para utilização no serviço público. A Captiva foi escolhida por se tratar de um veículo ágil, robusto e confortável para grandes deslocamentos, atendendo as necessidades do Comando Geral, vez que se desloca pelo Estado com frequência.

- Outro ponto de indagação foi a cor de fábrica das viaturas dos demais coronéis, medida estrategicamente definida pela Instituição para que o Comandante de Polícia, responsável por cerca de 3 mil homens em média, não se empenhasse em ocorrências corriqueiras nos seus deslocamentos, deixando essa intervenção para os programas de policiamento, sendo certo que em situações de gravidade ele sempre interfere.
Como a Polícia Militar é uma Instituição totalmente legalista, sendo o Comandante Geral é o seu representante maior e por pairar dúvidas quanto ao uso da Captiva, ele deixa de utilizá-la, a partir de hoje, 28 de abril, até que seja a situação seja esclarecida.


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